A Suprema Corte da Argentina confirmou nesta terça-feira (10) a condenação da ex-presidente Cristina Kirchner a seis anos de prisão por administração fraudulenta, com perda dos direitos políticos de forma perpétua. A decisão barra Cristina, de 72 anos, de disputar qualquer cargo público no país.
Com a idade acima de 70 anos, a ex-presidente poderá solicitar prisão domiciliar, o que a permitiria cumprir a pena em Buenos Aires ou em Santa Cruz, onde mantém residência.
Cristina foi condenada em 2022 por corrupção, pagamentos superfaturados e concessão irregular de contratos para obras públicas na província de Santa Cruz durante seus mandatos como presidente. A Corte afirmou que as sentenças anteriores se basearam em "abundantes provas produzidas" e rejeitou o recurso da defesa.
A ex-presidente, que atualmente é a principal opositora do governo Javier Milei, acusou os juízes e procuradores de parcialidade no caso conhecido como "Vialidad" e disse que sua condenação de prisão tem motivação política para torná-la inelegível.
Na semana passada, Cristina anunciou que pretendia concorrer a uma vaga como deputada pela província de Buenos Aires nas eleições de setembro. A condenação da Corte a impede de levar a candidatura adiante, alterando os planos da oposição nas eleições legislativas nacionais de outubro.




