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IPCA: preços sobem 0,24% em junho e Brasil estoura o teto da inflação

A inflação acumulada em 12 meses, de 5,35%, está acima do limite máximo tolerado pelo governo, que é de 4,5%, configurando o chamado "estouro do teto da meta"

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IPCA: preços sobem 0,24% em junho e Brasil estoura o teto da inflação
Foto: GCMais

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,24% em junho de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de ser a menor variação mensal registrada em 2025, a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 5,35%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.

Detalhes do resultado de junho

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Considerando apenas meses de junho, o resultado foi o mais elevado desde 2022, quando houve elevação de 0,67%. A inflação mensal de 0,24% representa uma desaceleração em relação a maio, quando o índice foi de 0,26%.

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A queda nos preços dos alimentos, que tiveram variação negativa de 0,18% em junho, foi o principal fator para essa desaceleração.

Por outro lado, a energia elétrica residencial teve alta significativa de 2,96% no mês, influenciada pela vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, sendo o item com maior impacto individual no índice.

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No acumulado do primeiro semestre, o IPCA soma alta de 2,99%.

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Estouro do teto da meta de inflação

A inflação acumulada em 12 meses, de 5,35%, está acima do limite máximo tolerado pelo governo, que é de 4,5%, configurando o chamado "estouro do teto da meta". Esse é o sexto mês consecutivo em que a inflação permanece fora da faixa de tolerância, o que obriga o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a enviar uma carta ao ministro da Fazenda explicando os motivos do estouro e apresentando um plano para a convergência do índice ao intervalo da meta.

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Para que a inflação volte ao teto da meta, seria necessária uma deflação de pelo menos 0,57%, o que não é esperado no curto prazo. O Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15%, o maior patamar desde 2006, como medida para tentar controlar a alta dos preços.

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Impactos e perspectivas

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A inflação acima da meta pode pressionar o custo de vida das famílias brasileiras, afetando principalmente os preços de energia e alimentos.

O governo enfrenta o desafio de equilibrar a política monetária para conter a inflação sem prejudicar o crescimento econômico.

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A expectativa é que a inflação comece a desacelerar de forma mais consistente a partir do quarto trimestre de 2025, mas ainda deve permanecer acima do teto da meta durante os próximos meses.

Com informações de Estadão Conteúdo

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