Um levantamento revelou o balanço financeiro dos motoristas de app no primeiro semestre de 2025. Em Fortaleza, esses profissionais faturaram em média R$ 6,5 mil por mês, o que equivale a cerca de R$ 78 mil ao ano. No entanto, os custos operacionais reduziram consideravelmente os ganhos líquidos.
De acordo com o estudo, os motoristas fortalezenses tiveram despesas mensais de aproximadamente R$ 3.535,52, relacionadas a combustível, manutenção e aluguel de veículos. Com isso, o lucro líquido médio foi de R$ 2.964,48 por mês, equivalente a R$ 13,70 por hora de trabalho, considerando uma jornada semanal de 54 horas.
O relatório detalha que o maior gasto da categoria na capital cearense foi com gasolina, somando R$ 1.874,64 mensais. A pesquisa também destacou que 73,42% dos motoristas utilizam carro próprio, enquanto 26,58% recorrem a veículos alugados. No segundo caso, a margem de lucro tende a ser ainda mais reduzida, principalmente em períodos de alta nos preços de combustível e serviços de manutenção.
Cenário nacional
Além do recorte local, em maio deste ano uma pesquisa nacional sobre o perfil dos motoristas de aplicativo. O estudo apontou que 70% dos trabalhadores dependem exclusivamente dessa atividade como principal fonte de renda. Metade deles trabalha mais de nove horas por dia para garantir sustento.
Apesar da relevância do serviço prestado, os dados evidenciam a vulnerabilidade da categoria. Mais de 80% não possuem proteção previdenciária, 38% não têm plano de saúde e 67% estão endividados.
A análise reforça o debate sobre a sustentabilidade financeira e social da atividade em um setor marcado pela falta de transparência das plataformas digitais. Para especialistas, os números revelam a urgência de discutir garantias mínimas para uma categoria considerada essencial à mobilidade urbana no país.




