SAÚDE

Ceará tem 379 casos de leishmaniose em 2025; conheça cuidados e saiba como prevenir

Estado registrou 221 casos de leishmaniose visceral e 716 do tipo tegumentar.

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19 de agosto de 2025
Portal GCMAIS

O Ceará já registra 379 casos de leishmaniose em 2025, somando as formas visceral e tegumentar da doença. O número preocupa autoridades de saúde e reforça a necessidade de prevenção. A leishmaniose é uma doença infecciosa transmitida exclusivamente pela picada do mosquito-palha, que pode se contaminar ao picar animais como cães e roedores e, posteriormente, transmitir o parasita ao ser humano.

Ceará tem 379 casos de leishmaniose em 2025; conheça cuidados e saiba como prevenir
Foto: Reprodução

Segundo o médico infectologista Luís Arthur Brasil, é fundamental entender como ocorre essa transmissão: “Se você tem um animal contaminado e você não sabe que ele está apresentando essa doença, o mosquito vai lá, pica o animal, ele está contaminado. Então esse próprio mosquito vai lá e pica o ser humano. Essa é a transmissão.”

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De acordo com dados da Secretaria da Saúde, em 2024 o estado registrou 221 casos de leishmaniose visceral e 716 do tipo tegumentar. A doença pode se manifestar de formas diferentes: a visceral provoca sintomas como febre persistente, fraqueza, perda de peso e anemia, enquanto a forma tegumentar causa feridas com bordas elevadas, geralmente indolores. O diagnóstico e o tratamento estão disponíveis nas unidades básicas de saúde, com encaminhamento para hospitais de referência, como o Hospital São José, em Fortaleza.

A veterinária Débora Marinho explica que o combate ao mosquito vetor é a principal medida de prevenção.

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“É importante ter o cuidado, o uso de repelentes, atenção acerca da transmissão pelo contato do mosquito, evitar reservatórios que facilitem a proliferação do mosquito, como quintais, lixo acumulado em terrenos baldios e também ter cuidado com seus animais domésticos que podem servir também de reservatórios. Então, cuidar da saúde do animal também é cuidar da saúde do ser humano.” A especialista reforça que os cães são os principais reservatórios da doença e precisam ser protegidos com medidas como o uso de coleiras repelentes, sprays ou bisnagas aplicadas mensalmente.

Débora também orienta que outras ações simples em casa podem ajudar a evitar a presença do mosquito-palha. “O animal ter a coleira, não deixar vencer, ou é coleira, ou é spray, e tem também, nós temos bisnaga. Porque muitos pacientes chegam no meu consultório e falaram, outro dia tem alergia. Eu falei, mas nós temos as bisnagas, que colocam a cada 30 dias. E também, se o animal morar em casa, até apartamento, você pode pôr tela na janela. E em casa, vocês podem plantar citronela.”

O uso de telas, plantas repelentes e a limpeza constante de quintais são formas eficazes de interromper o ciclo de transmissão e proteger tanto animais quanto humanos.

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