Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Ceará abriu 7.424 vagas com carteira assinada em julho. No acumulado de janeiro a julho de 2025, o estado contabiliza 32.925 novos empregos formais.
Entre os cinco principais grupos de atividades econômicas, o setor de Serviços se destacou em julho, com a criação de 2.314 novos postos de trabalho. Em seguida, aparecem Indústria (1.955), Construção (1.842), Comércio (853) e Agropecuária (460).
O estado do Ceará apresentou um desempenho positivo na geração de empregos formais no mês de julho de 2025, com Fortaleza à frente, contabilizando 2.266 novas vagas, totalizando um estoque de 770,5 mil empregos com carteira assinada. Outros municípios com saldo positivo relevante foram Horizonte (603), Caucaia (386) e Maracanaú (333).
Perfil dos novos contratados
Os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que no Ceará as vagas foram predominantemente ocupadas por homens, responsáveis pela abertura de 4.832 novos postos, enquanto mulheres preencheram 2.592 oportunidades. O perfil dos contratados indica que a maioria possui ensino médio completo, com 5.160 vagas destinadas a esse grupo. Entre as faixas etárias, os jovens de 18 a 24 anos foram os que mais ingressaram no mercado formal, totalizando 4.556 novos empregos.
Brasil mantém ritmo forte na criação de empregos formais
No cenário nacional, a geração de empregos na modalidade formal segue em ritmo acelerado. Foram criados 129.775 novos postos em julho, elevando o acumulado do ano a 1.347.807 vagas abertas. No último ano, o saldo chega a 1,5 milhão de novos vínculos. O estoque total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil alcançou a marca recorde de 48,54 milhões.
Setores econômicos: Serviços continuam em destaque
Todas as grandes atividades econômicas apresentaram crescimento em julho, com o setor de Serviços liderando com 50.159 vagas, seguido por Comércio (27.325), Indústria (24.426), Construção (19.066) e Agropecuária (8.795). Geograficamente, a região Sudeste foi a principal geradora, com 50.033 empregos criados, seguida pelo Nordeste, que registrou 39.038 novas vagas.
Regiões e estados que mais geraram empregos em julho
No acumulado do ano, São Paulo lidera a criação de empregos, com 390 mil novos postos, seguido por Minas Gerais (152.005) e Paraná (102.309). Em julho, os destaques foram São Paulo, Mato Grosso e Bahia. Na análise proporcional ao tamanho dos mercados de trabalho, Mato Grosso (+0,97%), Piauí (+0,80%) e Amapá (+0,79%) lideraram a expansão.
Diferenças na geração de vagas por gênero e setor de atividade
A geração de empregos foi maior entre homens (72.974) do que entre mulheres (56.801), embora as mulheres tenham superado os homens nos setores de Serviços e Comércio. O salário médio real dos recém-contratados em julho ficou em R$ 2.277,51.
Faixas etárias, nível de instrução e diversidade na contratação formal
Quanto ao perfil etário e educacional, os mais beneficiados foram os jovens de 18 a 24 anos e adolescentes até 17 anos, com saldos positivos de 94.965 e 26.374 vagas, respectivamente. Pessoas com ensino médio completo lideraram a criação de oportunidades. Em relação à raça, pardos representaram a maior parte das contratações (108.429), seguidos por pretos (21.889), brancos (18.889) e indígenas (294). O segmento de trabalhadores com deficiência também cresceu, com 774 novas vagas geradas.




