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Prisões por envolvimento com facções crescem 61,5% no Ceará e batem recorde histórico

Além disso, as capturas por homicídio também cresceram. Foram 1.929 prisões ou apreensões de suspeitos de crimes contra a vida, um aumento de 33,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Prisões por envolvimento com facções crescem 61,5% no Ceará e batem recorde histórico
Foto: GCMais

A repressão qualificada contra o crime organizado e homicídios no Ceará tem apresentado resultados expressivos. De janeiro a agosto de 2025, as Forças de Segurança do Estado realizaram 1.418 prisões e apreensões por envolvimento com organizações criminosas, um aumento de 61,5% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registradas 878 capturas. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), com base em informações da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).

Além disso, as capturas por homicídio também cresceram. Foram 1.929 prisões ou apreensões de suspeitos de crimes contra a vida, um aumento de 33,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O secretário da SSPDS, Roberto Sá, destacou que esse é o resultado de uma estratégia focada na integração entre ostensividade, investigação e inteligência. “Fechamos o mês de agosto com mais de 3 mil prisões. Isso representa, em média, mais de 100 pessoas por dia conduzidas às delegacias por crimes ou atos infracionais”, afirmou.

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Fortaleza lidera o crescimento nas prisões por envolvimento com facções, com aumento de 101,4% — 447 capturas em 2025 contra 222 no ano anterior. Na Região Metropolitana, o crescimento foi de 54%, com 533 prisões, seguida pelo Interior Norte (44%) e Interior Sul (37,6%). “É uma determinação do Governo do Estado que esse enfrentamento ao crime organizado seja prioridade. Nosso objetivo é combater a violência urbana e devolver a paz à população”, reforçou Roberto Sá.

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O aumento das prisões também reflete a atuação firme contra homicídios. Em Fortaleza, as capturas por esse tipo de crime cresceram 42,3%, saltando de 385 para 548 registros. Na Região Metropolitana, o crescimento foi de 30,3%, enquanto o Interior Sul registrou um aumento de 46%, e o Interior Norte, 15,5%. Ao todo, todas as regiões do Ceará apresentaram alta nas ações de combate aos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs).

No total, foram realizadas 23.188 prisões e apreensões em flagrante ou por mandado no estado entre janeiro e agosto deste ano, um aumento de 14,8% em relação ao mesmo período de 2024. Fortaleza concentrou o maior número de ações, com aumento de 18% nas capturas — 8.731 neste ano contra 7.399 no ano passado. A Região Metropolitana, Interior Sul e Interior Norte também registraram crescimentos de 16,4%, 15,8% e 6,3%, respectivamente.

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As prisões por crimes contra o patrimônio (roubos) também apresentaram leve alta, com 2.783 capturas em 2025, contra 2.761 em 2024 — aumento de 0,8%. Porém, o destaque está na capital, onde houve aumento de 15,1% nas prisões por roubo, com 1.729 registros neste ano frente a 1.502 no ano passado. Apesar do crescimento nas prisões, os índices de roubos apresentaram queda em todo o estado.

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Segundo a SSPDS, os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) tiveram uma redução de 23,4% nos oito primeiros meses de 2025. Foram 19.411 ocorrências registradas neste ano contra 25.338 no ano passado. Em Fortaleza, a queda foi ainda mais significativa: 26%. Isso mostra que, além das capturas, o trabalho de prevenção e inteligência tem conseguido conter o avanço da criminalidade.

Para o secretário Roberto Sá, os números refletem não apenas a eficiência operacional das polícias, mas também o investimento contínuo em tecnologia e integração entre as instituições. “Estamos utilizando inteligência, mapeamento estratégico e ações coordenadas para alcançar esses resultados. A meta é clara: enfrentar diretamente quem comanda ou participa de grupos criminosos e garantir segurança para os cearenses”, enfatizou.

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As ações envolvem a Polícia Militar do Ceará (PMCE) e a Polícia Civil (PCCE), com apoio de órgãos como a Supesp. As operações têm se intensificado nas áreas com maior atuação de facções, com foco na prisão de lideranças e desarticulação de redes criminosas. A atuação conjunta tem sido decisiva para o aumento das capturas e para a queda dos principais indicadores de criminalidade.

Com os dados mais recentes, agosto de 2025 se consolida como o melhor da série histórica no número de prisões registradas no oitavo mês do ano. A SSPDS reforça que o enfrentamento à criminalidade organizada seguirá como prioridade na política de segurança pública do estado. O Governo do Ceará mantém a meta de reduzir os índices de violência, especialmente os relacionados a facções e homicídios, e garantir maior sensação de segurança à população.

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