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Delegações abandonam plenário da ONU antes de discurso de Netanyahu

Netanyahu tem enfrentado forte pressão internacional nos últimos dias, com diversos países aliados reconhecendo o estado da Palestina e defendendo a solução de dois estados

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Delegações abandonam plenário da ONU antes de discurso de Netanyahu
Foto: GCMais

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, participou hoje da Assembleia Geral da Orgazanição das Nações Unidas (ONU) e foi vaiado ao subir no púlpito do evento. Líderes e delegações de diversos países, incluindo o Brasil, abandonaram o plenário da ONU antes mesmo do início do discurso de Netanyahu.

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Netanyahu tem enfrentado forte pressão internacional nos últimos dias, com diversos países aliados reconhecendo o estado da Palestina e defendendo a solução de dois estados para o fim do conflito em Gaza, que vai completar dois anos no dia 7 de outubro. O primeiro-ministro também tem sofrido com manifestações rotineiras em Israel, onde milhões de cidadãos pedem um acordo de cessar-fogo que dê fim ao conflito e termine com a libertação dos reféns que estão sendo mantidos pelo Hamas.

Apesar de toda essa pressão, Netanyahu afirmou em seu discurso que a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza vai continuar. Ele ainda aproveitou a oportunidade para mandar uma mensagem aos reféns mantidos pelo grupo extremista: "Não nos esquecemos de vocês, nem por um segundo."

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Durante seu discurso ele agradeceu o presidente estadunidense Donald Trump pelo apoio e os bombardeios realizados por Washington contra o Irã. Netanyahu descreveu movimentações de Israel em Gaza, os ataques contra instalações nucleares no Irã e a operação que causou a explosão de pagers e walkie-talkies de membros do Hezbollah.

Ao falar dos ataques terroristas do Hamas no dia 7 de outubro de 2023, o líder de Israel mostrou um broche em seu paletó com um QR Code que encaminha para vídeos de câmeras de segurança de Israel no dia em que os conflitos começaram. 

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"Grande parte do mundo não se lembra mais de 7 de outubro. Mas nós nos lembramos", afirmou Netanyahu.

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Havia expectativa de que Netanyahu respondesse a onda de reconhecimento do Estado Palestino com uma anexação da Cisjodânia, mas essa movimentação colocaria o primeiro-ministro na contramão de Donald Trump, que assegurou a líderes árabes, em reunião realizada na quinta-feira (25), que não iria permitir a anexação.

Com isso, o israelense se limitou a dizer que o reconhecimento do Estado Palestino seria premiar o Hamas pelos ataques realizados contra Israel no dia 7 de outubro de 2023, quando 1.200 pessoas morreram e outras 250 foram feitas de refém — estima-se que cerca de 48 ainda estão em posse do grupo terrorista.

Os ataques de Israel em Gaza já somam cerca de 68 mil mortos, de acordo com números das autoridades de saúde da região. Dentre essas vítimas, grande parte são mulheres e crianças, que são maioria na população palestina.

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