O Ceará registrou a criação de quase 7 mil novos empregos com carteira assinada em agosto de 2025, elevando para mais de 148 mil o total de postos de trabalho formais criados desde janeiro de 2023. Os dados foram divulgados pelo governador Elmano de Freitas em suas redes sociais nesta segunda-feira (29).
Segundo o governador, todos os setores da economia cearense tiveram saldo positivo no mês. O destaque ficou para o setor de serviços, que abriu 2.182 vagas, seguido pela construção civil e pela indústria. “Continuaremos trabalhando para atrair novas empresas, impulsionar a nossa economia e gerar ainda mais oportunidades para o povo cearense”, afirmou Elmano de Freitas.
Brasil cria 147 mil empregos formais em agosto
No âmbito nacional, o Brasil registrou 147.358 novos empregos formais em agosto de 2025, resultado de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos. No acumulado do ano, já foram criados 1.501.930 postos, um crescimento de 3,18% em relação a dezembro de 2024. Desde janeiro de 2023, foram abertas 4.635.909 vagas com carteira assinada, totalizando 48.698.182 empregos formais no país.
Os números foram apresentados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em Brasília. Segundo ele, o Brasil mantém crescimento no emprego formal, embora em ritmo mais moderado, influenciado pelo elevado patamar da taxa básica de juros. O ministro ressaltou a necessidade de reduzir os juros para impulsionar a atividade econômica e ampliar a geração de empregos.
O saldo de empregos formais em agosto superou o registrado em julho (134.251), mas ficou abaixo do mesmo mês de 2024 (239.069). Quatro dos cinco setores da economia apresentaram crescimento: Serviços (+81.002 vagas), Comércio (+32.612), Indústria (+19.098) e Construção (+17.328).
O emprego formal registrou saldo positivo em 25 estados, com São Paulo liderando a geração de vagas (+45.450), seguido pelo Rio de Janeiro (+16.128) e Pernambuco (+12.692). Destacam-se, em variação percentual, Paraíba (+1,61%), Rio Grande do Norte (+0,98%) e Pernambuco (+0,82%).
Dos postos gerados, 75,1% são considerados típicos e 24,9% não típicos, incluindo trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais (+40.544, principalmente na área de educação) e aprendizes (+20.252).
No acumulado do ano, o setor de Serviços lidera o crescimento (+773.385 postos), seguido por Indústria (+273.231), Construção (+194.545), Comércio (+153.483) e Agropecuária (+107.297). São Paulo concentra o maior saldo (+436.729), seguido por Minas Gerais (+152.968) e Paraná (+108.778).
O saldo de empregos formais foi mais positivo para mulheres, com 77.560 novas vagas, contra 69.798 para homens. Entre adolescentes de até 17 anos, foram gerados 33.710 empregos, sendo 19.908 para aprendizes. Pessoas com nível médio completo representaram 96.442 novas vagas e a população com deficiência registrou 820 vínculos.
O salário médio real de admissão em agosto de 2025 foi de R$ 2.295,01, alta de 0,56% em relação a julho.




