O Ceará registrou um investimento público recorde de R$ 2,3 bilhões no segundo quadrimestre de 2025, referente ao período de janeiro a agosto. O número foi um dos destaques apresentados pelo secretário da Fazenda, Fabrízio Gomes, durante a demonstração das metas fiscais à Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação (Coft) da Assembleia Legislativa, realizada nesta semana (6). Outro indicador positivo é a Dívida Consolidada Líquida (DCL), que atingiu o patamar de 26,1%, marcando o menor nível de endividamento do estado desde 2011.
O titular da Fazenda cearense iniciou sua apresentação destacando que o Ceará manteve o nível máximo de solidez fiscal pelo segundo ano consecutivo, alcançando a "Nota A" na avaliação dos indicadores de Liquidez, Endividamento e Poupança Corrente da Capacidade de Pagamento (Capag). Além disso, o estado obteve a nota máxima "A" na Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, consolidando o resultado de A+ Capag, concedido pelo Tesouro Nacional. “Apenas 7 estados têm essa Capag A+, mostrando que os nossos números são equilibrados e sustentáveis, e que têm a qualidade da informação contábil e fiscal”, pontuou o secretário. Outra informação relevante apresentada foi o Resultado Nominal do Ceará, que foi bastante expressivo, atingindo R$ 2,1 bilhões, o nono maior do país, valor que representa a redução da dívida em relação ao final de 2024. O Resultado Primário também se manteve positivo em R$ 458 milhões.
Na temática da arrecadação, Fabrízio Gomes detalhou que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cresceu em torno de 7% no período. “Lembrando que em 2024 a gente cresceu 18%, então é um crescimento de 7% em cima de um crescimento anterior de 18%. Isso é consequência da política econômica e fiscal bem conduzida. Se o Produto Interno Bruto (PIB) e a economia crescem, nós também temos arrecadação atrelada a esse crescimento”, enfatizou o gestor.
O momento, que cumpre a exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, pode ser conferido na íntegra no link disponibilizado pela Sefaz. A audiência, que ocorreu no âmbito da Coft, foi presidida pelo deputado Sérgio Aguiar e contou com a presença de diversos gestores da Secretaria da Fazenda. Participaram, entre outros, a secretária executiva do Tesouro Estadual e Metas Fiscais, Roberta Pita; o contador-geral do Estado, Roberto Foltz; e os coordenadores Takeshi Koshima (Gestão Fiscal), Saulo Toscano (Gestão Financeira) e Talvani Rabelo (Gestão da Execução Orçamentária Patrimonial e Contábil).




