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MP aponta indícios de novas vítimas de abusos em investigação contra médico preso em Quixadá

Yuri Portela é suspeito de abuso sexual e violência psicológica contra uma aluna de uma instituição de ensino superior particular do município

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MP aponta indícios de novas vítimas de abusos em investigação contra médico preso em Quixadá
Foto: GCMais

O Ministério Público do Ceará (MPCE) informou que há indícios de que o médico e ex-professor universitário Yuri Portela, preso preventivamente nesta quinta-feira (29) em Quixadá, no Sertão Central, possa estar envolvido em abusos contra outras vítimas além do caso inicialmente investigado. As apurações seguem em andamento e o processo tramita em segredo de Justiça.

Yuri Portela é suspeito de abuso sexual e violência psicológica contra uma aluna de uma instituição de ensino superior particular do município, onde atuava como docente. Conforme o MP, a prisão preventiva foi decretada a partir de indícios de que o investigado teria se aproveitado da posição de professor para constranger a estudante a manter relações de cunho sexual, mediante a promessa de benefícios acadêmicos, como acesso a avaliações e pontuação em trabalhos.

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Segundo o Ministério Público, a investigação não se limita ao episódio que motivou a prisão. O órgão afirma haver indícios de outras condutas possivelmente criminosas e da existência de novas vítimas, o que levou à ampliação das diligências para esclarecer completamente os fatos e apurar eventuais responsabilidades penais.

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A defesa do médico, por meio de nota, afirmou que a decisão judicial se baseia “essencialmente em trechos isolados de conversas virtuais”, que teriam sido analisados de forma descontextualizada. Os advogados sustentam ainda que a prisão preventiva seria desnecessária e desproporcional, alegando ausência de contemporaneidade, uma vez que os fatos investigados teriam ocorrido há vários meses.

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O MPCE ressaltou que a medida cautelar foi adotada não apenas em razão da gravidade das denúncias, mas também para garantir a ordem pública, preservar o regular andamento das investigações e evitar possíveis intimidações ou novas abordagens à vítima. O órgão destacou que a prisão preventiva é um instrumento legal previsto para situações que exigem maior proteção às partes envolvidas e à sociedade.

Por fim, o Ministério Público orienta que pessoas que tenham informações sobre o caso ou que tenham vivenciado situações semelhantes procurem a Promotoria de Justiça responsável para agendar atendimento. A unidade está localizada na Avenida Jesus Maria José, nº 31, no bairro Jardim dos Monólitos, em Quixadá.

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