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Primeiro açude começa a sangrar no Ceará em 2026; confira o balanço

Até o momento, conforme informações do Portal Hidrológico do Ceará, 24 outros açudes estão com níveis acima dos 70%

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Primeiro açude começa a sangrar no Ceará em 2026; confira o balanço
Foto: GCMais

O primeiro açude a sangrar em 2026, no estado do Ceará, registrou máxima neste domingo (8), conforme dados disponibilizados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos do Ceará (Funceme). Trata-se do açude Curral Velho, no município de Morada Nova, no interior do estado.

A cheia ocorreu na tarde de domingo, após dias seguidos de chuva em vários municípios cearenses. Até o momento, conforme informações do Portal Hidrológico do Ceará, 24 outros açudes estão com níveis acima dos 70% da capacidade, com perspectiva que outros comecem a verter ao longo das próximas semanas. Nenhum

Até o momento, para além do Curral Velho, o açude mais próximo de verter é o Gavião, com 90,51% do volume preenchido, conforme observado na manhã desta segunda-feira (9). Esse reservatório tem volume total de 30,270 hm³ – mais de três vezes mais do que o volume do Curral Velho, de 12,170 hm³.

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Por outro lado, 16 açudes do Ceará continuam em situação considerada muito crítica, com menos de 10% do volume preenchido.

Municípios com chuva

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O estado do Ceará registrou chuva em mais de 100 municípios pelo quinto dia consecutivo, no período de 24 horas entre a manhã de domingo (8) e a manhã de segunda-feira (9), conforme dados do monitoramento diário da Funceme.

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Conforme informações disponíveis até as 8h20 desta segunda, houve registro de chuva em 130 municípios cearenses nas últimas 24 horas. Os maiores registros foram observados nos municípios de Orós (97 mm), Caucaia (93,5 mm), Ipaumirim (81 mm), Orós (70 mm), Paramoti (70 mm), Cariré (69 mm), Icó (68 mm), Senador Pompeu (61 mm), Baixio (56 mm) e Uruoca (55 mm).

No período das 24 horas anteriores, foram 120 municípios com chuva. Fortaleza figurou no topo, com 85 milímetros, seguida por Eusébio (73 mm), Mombaça (66 mm), Ararendá (64,2 mm), Pedra Branca (58 mm), Itapiúna (55 mm), Mombaça (55 mm), Depuado Irapuan Pinheiro (55), Pedra Branca (54,4 mm) e Cascavel (54 mm).

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Confira a seguir os postos com maiores registros de chuva entre municípios do Ceará, segundo a Funceme, entre a manhã de domingo (8) e a manhã de segunda-feira (9):

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Orós (Posto: PALESTINA) : 97 mm Caucaia (Posto: ESCOLA ECONOMISTA RUBENS) : 93.5 mm Ipaumirim (Posto: CANAUNA) : 81 mm Orós (Posto: GUASSUSSE) : 70 mm Paramoti (Posto: JUREMA) : 70 mm Cariré (Posto: CARIRE) : 69 mm Icó (Posto: ICO) : 68 mm Senador Pompeu (Posto: SENADOR POMPEU) : 61 mm Baixio (Posto: BAIXIO) : 56 mm Uruoca (Posto: PARACUA) : 55 mm

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Raios

A quadra chuvosa no Ceará teve início na última semana, com chuvas em todas as macro-regiões do estado, incluindo tempestades acompanhadas de raios. O cenário é resultado da intensificação das condições de instabilidade atmosférica.

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De acordo com a Funceme, as condições meteorológicas que atuam sobre o estado favorecem a formação de instabilidades atmosféricas, o que pode resultar em chuvas acompanhadas de descargas elétricas em algumas áreas. Esse cenário ocorre devido à possibilidade de formação de nuvens cumulonimbus, conhecidas por estarem associadas a tempestades.

Quando essas nuvens se desenvolvem, aumentam as chances de ocorrência de raios, especialmente em períodos de maior instabilidade. Somente no mês de janeiro, o Ceará registrou mais de 21 mil descargas elétricas, segundo levantamento da Enel.

Projeções para a quadra chuvosa

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Apesar dos registros de chuva, as projeções para a quadra chuvosa de 2026 preocupam. Conforme informado pela Funceme, o prognóstico climático para o trimestre (compreendendo os meses de fevereiro, março e abril) é de 40% de probabilidade de chuvas abaixo da média; 40% de probabilidade de níveis normais de chuvas; e 20% de probabilidade de chuvas acima da média.

A probabilidade de chuvas abaixo da média preocupa, conforme os analistas da Funceme, inclusive porque hoje a capacidade dos reservatórios do estado é considerada insuficiente.

Pré-estação

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Até o dia 21 de janeiro, data em que foi feita a divulgação do prognóstico da Funceme, o Ceará vivia a segunda pior pré-estação já registrada, em volume de chuvas. A pré-estação mais seca foi observada em 1982, há 44 anos.

O período de pré-estação chuvosa no Ceará compreende os meses de dezembro e janeiro, atuando como fase de transição antes da quadra chuvosa principal, que ocorre de fevereiro a maio.

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