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Cadela Rapunzel: tutora vai se mudar de casa após cachorra ser estuprada e morta no Ceará

A cadela Rapunzel foi levada a um hospital veterinário, onde lutou pela vida até a quarta-feira (18), quando faleceu, por volta das 13h

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Cadela Rapunzel: tutora vai se mudar de casa após cachorra ser estuprada e morta no Ceará
Foto: GCMais

Alyda Thalyta, tutora da cadela Rapunzel, conta que vai se mudar de casa, após o imóvel ser invadido e a cachorra ser estuprada, em Maracanaú, no Ceará. O caso aconteceu durante o Carnaval, enquanto a mulher estava trabalhando.

"Eu vou me mudar da minha casa. Não tenho condições mais de ficar lá", disse ela ao falar com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (19). "A pessoa mexeu com a minha vida inteira. A pessoa tirou a vida da minha cachorrinha, mexeu com a minha vida inteira. E isso não pode mais acontecer. É um crime bárbaro. Bárbaro, a Rapunzel foi estuprada, morreu, sofreu até a morte, dentro de um condomínio fechado, onde só moram famílias. Eu não sei nem o que pensar", disse ainda.

Ela pontua ainda que quem faz isso com um animal indefeso, como um cachorro, pode fazer também com uma criança ou com idosos. "E está solto e a gente não sabe, está todo mundo sem saber o que fazer, todo mundo sem saber o que pensar", desabafa.

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Cadela Rapunzel: tutora denunciou o caso pelas redes

Ela, que mora em um condomínio no bairro Conjunto Industrial, em Maracanaú, falou sobre o caso nas redes sociais, nesta quarta-feira (18). A cachorra morreu em decorrência da violência sofrida.

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O crime aconteceu na segunda-feira (17), em um residencial no município da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Conforme o relato da tutora, o imóvel ficou "em um estado de guerra", com sangue espalhado por todos os lados.

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Proprietária relata como encontrou a casa ao voltar

A proprietária, que estava em plantão de trabalho no momento do crime, só soube do ocorrido na terça-feira (18), quando o pai dela foi ao apartamento colocar comida para a cachorra e a encontrou já em estado grave. "Tem sangue espalhado por todo lado, as imagens são horríveis. E saíram do apartamento e deixaram ela lá", relatou a mulher em vídeo nas redes sociais.

A cadela Rapunzel foi levada a um hospital veterinário, onde lutou pela vida até a quarta-feira (18), quando faleceu, por volta das 13h. "Nada vai trazer a vida da Rapunzel de volta e nada vai pagar a atrocidade que fizeram com ela. Fizeram isso com ela dentro do meu apartamento, no condomínio onde eu moro", desabafou a tutora.

Peritos compareceram ao local, coletaram material para exame de DNA e impressões digitais, e um boletim de ocorrência (BO) foi registrado. "Já fiz BO, a Polícia Civil já veio até a minha casa. Já foi feito tudo o que a gente possivelmente possa fazer", afirmou a moradora, que elogiou o atendimento policial: "Graças a Deus, eu fui muito bem recebida pela Polícia Civil, vieram na minha casa, trouxeram perícia, pegaram dados".

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Condomínio em que cachorra foi estuprada e morta é fechado e considerado tranquilo

O condomínio, descrito pela vítima como "tranquilo e seguro" por ser fechado, chocou os moradores com o caso. Ela diz que pensava ser um lugar seguro, porque é fechado – "a gente não espera isso", lamentou ela, alertando para a crueldade humana: "O ser humano não tem mais jeito, eu acho, não tem mais jeito, a gente pensa que não vai acontecer com a gente".

A tutora agradeceu o apoio recebido nas redes sociais e pediu orações em meio ao luto. As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pelo crime.

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Polícia divulga nota sobre o caso

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informa que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga as circunstâncias de um crime ambiental, registrado na última terça-feira (17), no município de Maracanaú - Área Integrada de Segurança Pública 14 (AIS 14) da Região Metropolitana de Fortaleza. Na ocasião, a tutora de uma cachorra registrou um Boletim de Ocorrência (BO), onde repassou mais informações acerca da ocorrência. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi acionada e realizou exames perícias no local. A 2ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú é a unidade que está a cargo dos trabalhos investigativos com o intuito de elucidar as informações acerca do caso, bem como identificar os autores e a motivação do crime.

Denúncias

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncia", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

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As denúncias também podem ser encaminhadas para o telefone (85) 3101-7344, da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Maracanaú. O sigilo e o anonimato são garantidos.

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