O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realiza reunião de emergência, neste sábado (28), sobre os ataques no Oriente Médio. Na pauta na reunião estão os ataques realizados por Estados Unidos e Israel ao Irã. A reunião está sendo transmitida ao vivo.
O Conselho de Segurança, composto por 15 membros, cada um com direito a um voto, é responsável por manter a paz e a segurança internacionais.
Reunião de emergência após ataques dos EUA ao Irã
O grupo assume a liderança na determinação da existência de uma ameaça à paz ou de um ato de agressão. Ele insta as partes em disputa a resolvê-la por meios pacíficos e recomenda métodos de ajuste ou termos de acordo. O conselho pode recorrer à imposição de sanções ou mesmo autorizar o uso da força para manter ou restaurar a paz e a segurança internacionais.
De acordo com a Carta das Nações Unidas, todos os Estados-Membros são obrigados a cumprir as decisões do conselho.
Além dos cinco membros permanentes – China, França, Federação Russa, Reino Unido e Estados Unidos –, fazem parte do Conselho de Segurança: Bahrein, Colômbia, República Democrática do Congo, Dinamarca, Grécia, Letônia, Libéria, Paquistão, Panamá, Somália. Cada um deles, com mandatos de dois anos.
Morte de Ali Khamenei é confirmada por Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28) a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. O anúncio foi feito por meio das redes sociais do republicano, que atribuiu ao episódio um significado político e afirmou que o fato representa uma chance de mudança para os iranianos.
A declaração foi publicada na plataforma Truth Social, rede social criada por Trump. Na mensagem, o presidente norte-americano criticou o aiatolá e associou sua morte a um momento de justiça.
“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, disse Trump na Truth Social.
Além de confirmar a morte, Trump declarou que o cenário abre espaço para transformações internas no Irã. Segundo ele, o episódio pode representar uma virada política no país do Oriente Médio.
O presidente afirmou ainda que integrantes das forças de segurança iranianas estariam desmotivados a continuar confrontos. “Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos de seus membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade”, argumentou Trump.
A Guarda Revolucionária Islâmica, conhecida internacionalmente como Islamic Revolutionary Guard Corps, é uma das principais forças militares do Irã e tem papel estratégico na estrutura de poder do país.
A declaração do presidente norte-americano deve provocar reações no cenário internacional, sobretudo entre aliados e adversários do Irã. Até o momento, autoridades iranianas não haviam se manifestado oficialmente sobre a confirmação feita por Trump.
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