Um homem foi condenado a 42 anos de prisão por matar a companheira dentro da residência dela, no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. O crime ocorreu em janeiro de 2025, no bairro Barro Preto, e foi presenciado por um dos filhos da vítima, uma criança de nove anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O réu, Caio Giovane Alves Cavalcante, que tinha 28 anos à época do crime, foi sentenciado pelo Conselho de Sentença da Vara Única Criminal de Aquiraz no último dia 2 de março. A decisão determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado.
A Justiça também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou a execução imediata da pena. Além da prisão, ele foi condenado ao pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais aos filhos da vítima.
Crime ocorreu dentro da casa da vítima
A vítima foi identificada como Isabele da Silva dos Santos, de 32 anos. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), ela mantinha um relacionamento com o acusado havia cerca de quatro meses.
O crime aconteceu dentro da residência da mulher, no bairro Barro Preto. Conforme a investigação, o homicídio ocorreu após uma discussão entre o casal motivada por ciúmes.
Segundo os autos do processo, Caio Giovane asfixiou a companheira durante o desentendimento. No momento do crime, um dos filhos da vítima estava na casa e presenciou a agressão fatal. A criança, de nove anos, possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista.
A presença do filho durante o assassinato foi considerada um fator que agravou a gravidade do caso.
Homem é condenado por feminicídio em Aquiraz
Na denúncia apresentada em março de 2025, o Ministério Público classificou o crime como feminicídio, por ter sido cometido contra uma mulher em contexto de violência doméstica e em razão do gênero da vítima.
Segundo o órgão, a relação entre a vítima e o acusado era marcada por conflitos desde o início. O casal mantinha um namoro recente, com duração aproximada de quatro meses.
Vizinhos relataram episódios de humilhação e agressões praticadas pelo réu contra a companheira. Em um dos casos mencionados durante a investigação, ele teria obrigado Isabele a caminhar algemada.
Para o Ministério Público, o contexto de violência doméstica e o fato de o crime ter sido cometido diante de um dos filhos da vítima foram elementos que reforçaram a gravidade do delito. Na ocasião da denúncia, o órgão destacou que esses fatores poderiam aumentar a severidade da pena, que poderia chegar a até 60 anos de prisão.
Após julgamento pelo Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Caio Giovane pelo homicídio qualificado.
Prisão ocorreu após tentativa de fuga
Após cometer o crime, o acusado deixou o local levando alguns pertences da vítima. Ele foi localizado por policiais militares enquanto trafegava pelo bairro Pajuçara, no município de Maracanaú, também na Região Metropolitana de Fortaleza.
Durante a abordagem, os agentes encontraram com ele uma porção de maconha, além de um cartão de débito e o telefone celular pertencentes à vítima.
Na ocasião, segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o suspeito confessou ter cometido o homicídio.
De acordo com o relato dos policiais, ele afirmou que matou a companheira por asfixia após um desentendimento entre o casal. Após admitir o crime, o homem também indicou aos agentes o local onde estaria escondida uma quantidade adicional de entorpecentes.
Com a informação repassada pelo suspeito, os policiais realizaram buscas em um terreno próximo e localizaram cerca de 49 gramas de maconha.
Caio Giovane foi preso e posteriormente denunciado pelo Ministério Público. Com a decisão do Tribunal do Júri, ele deverá cumprir pena de 42 anos de prisão em regime fechado, além de pagar indenização aos filhos da vítima.




