O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star e apresentou piora nas funções renais e elevação de marcadores inflamatórios, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14). Apesar da alteração nos exames, o quadro clínico é considerado estável, e o paciente continua em tratamento intensivo, sem previsão de alta da UTI.
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro está sendo tratado com antibióticos e hidratação intravenosa após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. O boletim também informa que o ex-presidente recebe fisioterapia respiratória e motora, além de medidas preventivas contra trombose venosa.
O documento é assinado pelos médicos Cláudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e Allisson B. Barcelos Borges, responsáveis pelo acompanhamento do paciente.
Internação ocorreu após quadro de febre e sintomas respiratórios
Bolsonaro foi internado na manhã de sexta-feira (13) após apresentar sintomas como febre alta, sudorese e calafrios. Após avaliação médica, foi diagnosticado inicialmente com broncopneumonia bacteriana, uma infecção pulmonar que pode causar febre elevada, dificuldade respiratória e comprometimento do estado geral.
Após dar entrada no hospital em Brasília, o ex-presidente foi encaminhado para a UTI, onde permanece sob monitoramento contínuo da equipe médica. Segundo os profissionais que acompanham o caso, ele está consciente e não precisou ser submetido à intubação.
O cardiologista Leandro Echenique informou que o ex-presidente apresentou melhora nas primeiras horas após o início do tratamento. Segundo o médico, o desconforto respiratório foi amenizado e o paciente conseguiu se comunicar melhor.
Mesmo com a estabilização inicial, os médicos destacaram que o quadro ainda exige atenção e acompanhamento constante, motivo pelo qual Bolsonaro permanece em terapia intensiva.
Bolsonaro segue na UTI após diagnóstico de pneumonia bacteriana
O boletim divulgado neste sábado confirmou que o diagnóstico evoluiu para pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração, condição que ocorre quando secreções ou conteúdo do estômago são aspirados para os pulmões, provocando infecção.
Segundo o hospital, embora o paciente esteja estável do ponto de vista clínico, os exames apontaram piora da função renal e aumento dos marcadores inflamatórios, indicadores que são monitorados para avaliar a evolução da infecção no organismo.
Bolsonaro segue recebendo antibióticos por via endovenosa, hidratação intravenosa e sessões de fisioterapia respiratória e motora. A equipe médica também adotou medidas de prevenção de trombose venosa, procedimento comum em pacientes hospitalizados por períodos prolongados.
Até o momento, não há previsão para transferência do ex-presidente da UTI para um quarto hospitalar.
Condição de saúde exige acompanhamento prolongado
De acordo com os médicos responsáveis pelo atendimento, o tratamento contra a infecção pulmonar deve se estender por vários dias, período em que o ex-presidente continuará sob observação intensiva.
Durante a internação, os profissionais monitoram de forma contínua a evolução da infecção, o funcionamento dos pulmões e os parâmetros clínicos gerais do paciente.
A equipe médica já havia indicado que a recuperação poderia demandar um período mais longo de cuidados hospitalares, devido à gravidade potencial das infecções pulmonares bacterianas.
Histórico recente de problemas de saúde
A atual internação ocorre em meio a um histórico recente de episódios de saúde envolvendo Jair Bolsonaro. Nos últimos meses, o ex-presidente precisou de atendimento médico em diferentes ocasiões após apresentar sintomas como vômitos, tontura e queda de pressão.
Em janeiro deste ano, enquanto estava detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Bolsonaro passou mal, caiu dentro da cela e bateu a cabeça em um móvel, sendo encaminhado para avaliação médica.
Posteriormente, ele foi transferido para a sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde permanece detido.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. Desde a transferência para a unidade militar, a defesa apresentou pedidos para que ele passasse a cumprir a pena em prisão domiciliar, alegando questões de saúde.
Os pedidos foram analisados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decidiu negar a solicitação após avaliação de uma junta médica da Polícia Federal, que concluiu que Bolsonaro tinha condições de permanecer na unidade militar.




