Na manhã deste domingo (22), um ônibus que fazia o trajeto Fortaleza-Canoa Quebrada apresentou sinais de fumaça, causando pânico entre os passageiros. O incidente ocorreu poucos dias depois de outro veículo do mesmo serviço registrar situação semelhante, levantando questionamentos sobre a segurança do transporte público no Litoral Leste do Ceará. O deputado estadual Guilherme Bismarck (PSB) afirmou que os episódios evidenciam a necessidade de revisão da concessão do serviço.
Segundo relatos, passageiros saíram do ônibus com bagagem, crianças e idosos, enquanto o motorista tentava controlar a situação. Na última quarta-feira (18/03), outro ônibus da mesma linha também apresentou princípio de incêndio, desta vez na localidade de Bebelibe.
O parlamentar declarou: "Dois ônibus que pegaram fogo apenas essa semana. Isso não é normal. Isso não pode ser normal." Ele questionou ainda: "O que é que estão esperando para poder tirar essa empresa? É morrer gente?"
Ônibus pega fogo novamente e provoca novas críticas
De acordo com Guilherme Bismarck, os registros recentes mostram que problemas mecânicos são recorrentes. "Quarta-feira à noite, um ônibus também teve um princípio de incêndio na CSL40, em Bebelibe. O motorista ali desesperado, as pessoas saindo para não terem nenhum tipo de problema", afirma o deputado.
Além dos princípios de incêndio, outros problemas têm sido reportados nas redes sociais, incluindo quebras de eixos e estouro de pneus durante o percurso. Conforme Bismarck, "já não bastasse, na sexta-feira, um ônibus que ficou no prédio do Eusébio. Para manter a média de um ônibus quebrado, acaba um dia e meio".
O parlamentar reforçou que denúncias de passageiros são frequentes e que o serviço ainda não apresentou respostas adequadas. "Será que esses dois ônibus que quase pegaram fogo, que todas as pessoas relatam, será que isso é desinformação? Será que essa empresa não tá vendo o que tá acontecendo?" questiona.
Reclamações apontam transporte público precário no Litoral Leste
Segundo o deputado, os problemas do serviço não são recentes. "Não é possível que essa empresa não esteja vendo isso. É um problema de mais de 10 anos, que todos nós, da população do Vale do Jaguarito e do Litoral Leste, sabemos que essa empresa não tem mais condições", afirmou.
A situação evidencia riscos à segurança de passageiros e reforça a necessidade de medidas imediatas por parte das autoridades para garantir transporte público seguro e confiável na região.




