O Ceará registrou saldo positivo na geração de empregos formais em fevereiro, com 4.316 novas vagas com carteira assinada. Os dados são do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, e refletem a diferença entre 54.784 admissões e 50.468 desligamentos no período. O desempenho foi puxado principalmente pelos setores de serviços e construção civil.
O governador Elmano de Freitas comentou o desempenho em publicação no perfil oficial nas redes sociais e destacou a posição do estado no cenário regional. Segundo ele, o Ceará alcançou o segundo melhor resultado na geração de empregos entre os estados do Nordeste.
“O trabalho não para, atraindo mais empresas e fortalecendo as já instaladas em nosso estado para impulsionar a nossa economia e gerar ainda mais oportunidades para o povo cearense”, disse.
Além disso, o chefe do Executivo estadual ressaltou um marco recente: desde julho de 2025, o Ceará passou a registrar mais pessoas com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família, fato inédito na história do estado.
Setores de serviços e construção impulsionam empregos no Ceará
Ao longo do mês, o setor de serviços liderou a geração de postos de trabalho no estado. Foram 27.639 admissões contra 24.178 desligamentos, o que resultou em saldo de 3.461 empregos formais. A área reúne atividades voltadas tanto ao atendimento da população quanto ao suporte a empresas.
Já a construção civil também teve desempenho relevante, com saldo positivo de 1.425 vagas. No período, o setor registrou 6.010 contratações e 4.585 desligamentos, mantendo a tendência de crescimento impulsionada por obras e investimentos.
Além dos dois principais destaques, a indústria também apresentou resultado positivo em fevereiro. O segmento contabilizou 9.002 admissões e 8.608 desligamentos, gerando saldo de 394 empregos formais.
Ceará entre destaques do Nordeste
Por outro lado, alguns setores registraram retração. A agropecuária teve o pior desempenho no mês, com saldo negativo de 565 vagas, resultado de 861 admissões frente a 1.426 desligamentos. O comércio também apresentou queda, com saldo negativo de 397 postos de trabalho.
Outro grupamento, classificado como “não identificado” pelo Novo Caged, teve duas demissões e nenhuma contratação no período.
O resultado reforça a tendência de recuperação do mercado de trabalho local, com avanço em setores estratégicos e ampliação das oportunidades formais de emprego.




