Moradores da comunidade Vila Gomes, em Fortaleza, foram informados de que serão ressarcidos após o desabamento de parte do muro do Aeroporto Internacional Pinto Martins, registrado na madrugada desta segunda-feira (13). A informação foi repassada durante uma reunião entre representantes das obras e a população atingida, mas ainda não há definição sobre como será feito o pagamento dos prejuízos.
No encontro, o representante apresentou o ressarcimento como uma das principais medidas para reparar os danos causados pelas chuvas e pelo alagamento das residências. Ele também afirmou que uma equipe deve ser enviada para avaliar as perdas materiais. Apesar disso, não houve detalhamento sobre prazos, critérios ou formato da indenização.
Além disso, foi informado que as obras no local devem continuar. Como medida para reduzir novos impactos, a empresa disse que pretende adotar ações de drenagem para melhorar o escoamento da água da chuva na região.
Famílias serão ressarcidas após queda de muro no Aeroporto de Fortaleza
Ainda na tarde desta segunda-feira (13), funcionários iniciaram movimentações para fechar o trecho do muro que desabou. A ação, no entanto, foi contestada por moradores, que se mobilizaram para impedir a intervenção antes da apuração completa do caso.
A comunidade cobra que qualquer medida seja tomada somente após a definição das responsabilidades e com garantia de assistência às famílias atingidas. Também há preocupação com a segurança da área e com a possibilidade de novos transtornos em caso de novas chuvas.
Moradores cobram drenagem imediata após prejuízos causados pela chuva
A falta de detalhes sobre o ressarcimento e a continuidade das obras aumentaram a desconfiança dos moradores. Segundo relatos, havia a garantia anterior de que o muro não corria risco de queda, o que não se confirmou com o desabamento.
Em nota, a empresa responsável informou que o episódio está sendo apurado e atribuiu a ocorrência ao volume elevado de chuvas registrado nos últimos dias, que teria sobrecarregado o sistema de drenagem da região. Também afirmou que não há evidências, até o momento, de relação direta entre o desabamento e as intervenções realizadas no local.
Diante do cenário, moradores seguem cobrando ações imediatas, como a drenagem da água acumulada, além de clareza sobre o ressarcimento e garantias de que situações semelhantes não voltem a ocorrer.
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