O samba e o pagode perderam nesta sexta-feira (17) um de seus nomes mais conhecidos: morreu, aos 55 anos, Robson Silva de Oliveira, o Binho Percussão, integrante do grupo Pique Novo e referência na música carioca.
Músico estava afastado dos palcos por lesão na coluna
Reconhecido pelo talento na percussão, Binho construiu trajetória no pagode nacional ao lado do Pique Novo, grupo que conquistou diferentes públicos no país com sucessos. Além da carreira nos palcos, ele também teve destaque no carnaval como mestre de bateria da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis.
Desde 2025, o músico estava afastado das apresentações após sofrer uma grave lesão na coluna. O problema de saúde o deixou em cadeira de rodas e interrompeu sua rotina artística. Até o momento, a causa oficial da morte não foi divulgada pela família nem por pessoas próximas.
A confirmação do falecimento foi feita pelo próprio grupo Pique Novo nas redes sociais. Em publicação emocionada, a banda lamentou a partida do artista e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores.
Morte de Binho do Pique Novo repercute nas redes
A morte de Binho Percussão gerou repercussão nas redes sociais. Diversos nomes do pagode e do samba prestaram homenagens públicas. Entre eles, Liomar, ex-integrante do Pique Novo, Vinícius Augusto, do Sorriso Maroto, e o cantor Waguinho. Fãs também lotaram os perfis oficiais do grupo com mensagens de carinho, lembranças de apresentações e agradecimentos pela contribuição de Binho à música brasileira.
O velório está marcado para domingo (19), às 10h30, na Sala E do Cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro. O sepultamento ocorrerá no mesmo local, conforme informações divulgadas oficialmente.
Quem foi Binho Percussão, integrante do Pique Novo
Binho Percussão, cujo nome real era Robson Silva de Oliveira, foi um renomado percussionista brasileiro, nascido e criado no universo do samba carioca. Desde criança, Binho foi imerso na música: aos 4 anos, ganhou seu primeiro atabaque da bisavó e frequentava rodas de samba no quintal da avó, além de ser passista mirim da Beija-Flor de Nilópolis. Adolescente, integrou a bateria da escola, viajou à França por dois meses e trabalhou 10 anos com Mestre Neguinho da Beija-Flor, seguido de 5 anos na banda do cantor Bebeto, o Rei do Swing. Há mais de 35 anos, gravava CDs de escolas de samba do Rio, como Alcione e Diogo Nogueira.
Em 1995, juntou-se ao Pique Novo, grupo de pagode formado em 1989 no bairro Ricardo de Albuquerque (RJ), ao lado de Liomar, Renatinho, Nego Binho, Edson Cigano e Cesinha. O conjunto alcançou Disco de Ouro com mais de 500 mil cópias de álbuns como "Pelas Ruas" (1999), tendo consolidado sucessos no pagode nacional. De 2010 a 2013, comandou a bateria da Beija-Flor, equilibrando os dois mundos até priorizar a banda.
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