Além dos alagamentos, moradores reclamam de buracos nas ruas, que têm provocado acidentes e alterado linhas de ônibus
Alagamentos seguem causando prejuízos em Fortaleza e Caucaia após chuva
As chuvas registradas na madrugada desta terça-feira voltaram a gerar preocupação em bairros de Fortaleza e Caucaia que já haviam sofrido com alagamentos no fim de semana. Moradores da Granja Lisboa, na capital, e do bairro Picuí, em Caucaia, relataram prejuízos, ruas comprometidas e receio de novos transtornos com a continuidade do período chuvoso.

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Ocorrências se acumulam em diferentes áreas
Na Granja Lisboa, a Rua Londrina amanheceu sem água acumulada nesta terça, cenário diferente do registrado nos últimos dias, quando o local ficou completamente alagado após a elevação do nível do canal existente ao lado da via.
Durante a chuva do fim de semana, a força da correnteza arrastou um homem na Rua Humberto Lomeu até o canal. O corpo foi encontrado na segunda-feira no Rio Maranguapinho, em Caucaia.
Segundo as informações apresentadas, esta foi a segunda morte registrada neste ano no mesmo rio. Em janeiro, um adolescente morreu afogado no local.
Diante dos casos, moradores pedem medidas de segurança e isolamento das margens dos canais.
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Moradores relatam perdas dentro de casa após alagamentos em Fortaleza e Caucaia
A cozinheira Aureni da Silva afirmou que a água invadiu imóveis da região e causou prejuízos.
“Esse canal enche, as casas daqui são invadidas por água. Vai bater lá. As casas foram invadidas por água. Eu perdi meu guarda-roupa. Morreu uma pessoa sábado à noite aqui. Foram achar o corpo ontem, lá na Caucaia. Da outra enchente, perdeu um rapazinho, morreu também. Aqui é um caso sério.”
Ela também criticou intervenções na área e cobrou providências. “Serviço mal feito, certo? Porque tem que ter uma providência, aqui era pra ter umas telas.”
O morador Roberto José da Silva relatou que a água atingiu nível elevado no imóvel onde vive. “Eu moro no lado mais baixo, a água deu na cintura. Eu não saio de casa porque não pode nem abrir as portas, que é água demais. Aqui, essa rua aqui, fica com uma lagoa.”
Ele também descreveu dificuldades enfrentadas por familiares idosos. “Eu moro na minha sogra, ela já tem 78 anos, não pode nem sair. Porque ela tem que aguentar a chuva todo dia dentro de casa.”
Comércio e residências atingidos após alagamentos
Marcas deixadas nas paredes mostram a altura alcançada pela água durante o alagamento. Segundo moradores, a chuva do fim de semana foi a segunda deste ano a inundar a rua.
Em um comércio da área, a água quase atingiu um freezer. Em outra residência, a entrada da água ocorreu pela primeira vez.
O ambulante Antônio Ferreira afirmou que a situação piorou após obras no canal.
“Aqui na minha casa nunca tinha entrado água não, mas depois desses serviços que estão fazendo aí nesse canal, já aconteceu muitas coisas que eu não esperava ter acontecido, porque até água entrou na minha casa, que nunca tinha entrado.”
Buracos preocupam moradores
Além dos alagamentos, moradores reclamam de buracos nas ruas, que têm provocado acidentes e alterado linhas de ônibus.
O motorista Edson Feliciano disse que veículos e pedestres já caíram nas aberturas.
“Já caiu motoqueiro, veículo, já teve senhoras que caíram no buraco, que os rapazes tiraram ela dentro do buraco.”
Ele acrescentou que ônibus deixaram de circular em alguns trechos. “Tem rua aqui que é a linha de ônibus e que não passa mais ônibus, que tá cheio de buraco.”
Água ainda permanece no Picuí, em Caucaia, após alagamentos
No bairro Picuí, em Caucaia, ainda há ruas com água acumulada. Um portão foi arrastado pela força da enxurrada. Moradores tentam limpar a lama deixada pelas chuvas do fim de semana.
O ajudante de carpinteiro Francisco Adenor questionou avaliações técnicas feitas no local. “Essa rua aqui para ali, que os engenheiros vêm aqui de escada, fazem é ir pra lá, só que nós que moramos aqui, ela vem de lá pra cá, a gente sabe.”
Abril é o mês mais chuvoso do ano
Segundo a Funceme, Fortaleza acumulou mais de 390 milímetros de chuva até o dia 20, tornando abril o mês mais chuvoso do ano até agora.
Com a previsão de novas precipitações, moradores de áreas consideradas vulneráveis seguem em alerta diante do risco de novos alagamentos.
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