QUALIDADE E TRADIÇÃO

Queijo coalho maturado de alto padrão coloca Quixeramobim no mapa da produção gourmet no Brasil

Produção artesanal no sertão cearense transforma leite da fazenda em queijos finos com técnica italiana e projeção de exportação

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29 de abril de 2026
Paulo Martins

A produção de queijo coalho maturado de alto padrão tem transformado a realidade de uma fazenda na zona rural de Quixeramobim, no interior do Ceará. O que começou como uma experiência artesanal para consumo próprio evoluiu para um projeto estruturado de queijos finos, com tecnologia, controle rigoroso de qualidade e inspiração na tradição italiana. A iniciativa nasceu em 2023 e já se consolida como referência regional no segmento.

Queijo coalho maturado de alto padrão coloca Quixeramobim no mapa da produção gourmet no Brasil
Foto: Reproduçãio

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O empreendimento, batizado de Nossa Santa, foi idealizado pelo empresário e produtor conhecido como doutor Cândido. Inicialmente voltado apenas para degustações entre familiares e amigos, o projeto ganhou escala após a repercussão positiva dos produtos. A produção hoje envolve equipe especializada e segue padrões técnicos que vão desde o manejo do leite até a maturação final dos queijos.

Produção de queijo coalho maturado em Quixeramobim segue padrão técnico

Todo o processo começa na fazenda, com o leite produzido no próprio local. Após a ordenha, o material passa por etapas de controle de temperatura, separação e adição de culturas específicas, responsáveis por garantir sabor, textura e segurança alimentar. Em seguida, o queijo é moldado e permanece cerca de 24 horas em formas antes de seguir para o processo de salga.

A salga é realizada de forma padronizada, levando em conta o peso de cada peça. Segundo a produção, cada quilo corresponde a um dia de salga, garantindo uniformidade no sabor. Após essa etapa, os queijos seguem para o processo de maturação, considerado o mais importante para o desenvolvimento das características finais do produto.

Inicialmente, o queijo permanece por cerca de 30 dias em uma sala com temperatura controlada de aproximadamente 12 graus, onde forma sua casca inicial. Em seguida, é transferido para câmaras de maturação por períodos que variam entre três e seis meses, dependendo do tipo de queijo produzido.

Atualmente, a estrutura de maturação armazena cerca de 30 toneladas de queijo parmesão em processo de finalização. A produção abastece principalmente o mercado de Fortaleza, com distribuição para supermercados, hotéis e restaurantes.

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Queijo coalho maturado de Quixeramobim amplia produção e mira mercado externo

Nos primeiros anos do projeto, a produção mensal era de aproximadamente 600 quilos. Com a ampliação da estrutura e aprimoramento técnico, o volume atual ultrapassa quatro toneladas mensais. Além do parmesão, a queijaria também desenvolve queijos autorais inspirados em técnicas europeias, como o tipo Gouda, com identidade própria.

Um dos diferenciais da produção é o uso de insumos selecionados, incluindo coalhos importados e fermentos desenvolvidos na própria fazenda. O objetivo é manter um padrão de alta qualidade e criar produtos com características exclusivas do sertão cearense, valorizando o conceito de terroir.

Todo o processo produtivo é monitorado de forma rigorosa, desde a entrada do leite até a saída do produto final embalado. O controle sanitário e técnico é apontado como um dos pilares do projeto, que busca posicionar o queijo produzido no interior do Ceará em mercados mais exigentes.

A produção já conquistou reconhecimento em concursos nacionais e vem ampliando sua presença no mercado. Atualmente, o foco de distribuição está no Ceará, mas há planos de expansão para outros estados e, posteriormente, para o mercado internacional.

A projeção da empresa é iniciar exportações nos próximos anos. A expectativa é que, em até cinco anos, o queijo produzido em Quixeramobim chegue a outros países. A estratégia inclui expansão da produção, fortalecimento da marca e consolidação do produto como queijo gourmet de origem sertaneja.

Com isso, o projeto reforça a transformação da cadeia produtiva local, agregando valor ao leite produzido na região e consolidando o município como polo emergente na produção de queijos especiais no Brasil.

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