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VEREADOR

Gabriel Biologia critica adiamento do novo Plano Diretor e alerta para impactos ambientais em Fortaleza

Parlamentar afirma que proposta enviada por Evandro Leitão à Câmara pode suspender proteções ambientais e medidas de regularização fundiária previstas no novo Plano Diretor.

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Gabriel Biologia critica adiamento do novo Plano Diretor e alerta para impactos ambientais em Fortaleza
Segundo o vereador, o adiamento suspenderia proteções previstas para áreas ligadas ao ecossistema do Parque do Cocó. Foto: Vinicius de Souza / CMFor

O vereador Gabriel Aguiar (Psol), conhecido como Gabriel Biologia, criticou o projeto enviado pelo prefeito Evandro Leitão (PT) à Câmara Municipal que propõe adiar a entrada em vigor do novo Plano Diretor de Fortaleza. Segundo o parlamentar, a medida pode suspender proteções ambientais, atrasar a regularização fundiária de comunidades vulneráveis e afetar instrumentos previstos para gestão climática e ocupação urbana da capital.

O projeto do Executivo municipal altera o prazo de implementação do Plano Diretor aprovado em novembro de 2025. Pela regra atual, a legislação começaria a valer em 26 de maio deste ano, seis meses após a aprovação. Com a proposta encaminhada pela Prefeitura, a efetivação passaria para maio de 2027.

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Em publicação nas redes sociais, Gabriel Biologia afirmou que a proposta chegou à Câmara em regime de urgência e classificou o adiamento como uma medida que pode gerar impactos para áreas ambientais protegidas e territórios contemplados pelo novo zoneamento urbano.

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Gabriel Biologia cita impactos ambientais e urbanos

Segundo o vereador, o adiamento suspenderia proteções previstas para áreas ligadas ao ecossistema do Parque do Cocó.

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Entre os locais mencionados por ele estão as Dunas do Miriú, na Sabiaguaba, o Carnaubal das Jandaias, na região das Cajazeiras, e as Dunas do Cocó. O parlamentar também afirmou que a proposta retira temporariamente mecanismos de proteção ambiental previstos para a chamada Floresta do Aeroporto.

"Além de todo o zoneamento ambiental, esse projeto também joga para 2027 a proteção das novas ZEIS, Zonas Especiais de Interesse Social, que deveriam proteger comunidades vulneráveis da especulação imobiliária garantindo sua regularização e direito à moradia digna. É grave, corrompe o trabalho de anos de construção do plano diretor e torna nossos últimos ecossistemas e zonas de regularização fundiária mais uma vez reféns da especulação imobiliária. As Zonas Especiais de Comunidades tradicionais também são suspensas", pontuou ele em publicação nas redes.

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Prefeitura diz que mudança depende da atualização da LPUOS

Ao encaminhar o projeto ao Legislativo, Evandro Leitão argumentou que o adiamento é necessário para permitir a atualização da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), considerada complementar ao Plano Diretor.

Na justificativa enviada aos vereadores, o prefeito afirmou que a plena aplicação do novo Plano Diretor depende da harmonização entre as duas legislações urbanísticas.

Segundo Evandro, o período adicional será utilizado para conclusão de estudos técnicos, consolidação do novo zoneamento urbano e modernização de fluxos administrativos relacionados ao planejamento da cidade.

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O prefeito também comentou o histórico de atraso da revisão do Plano Diretor de Fortaleza. O texto atualmente em vigor foi aprovado em 2009, durante a gestão da ex-prefeita Luizianne Lins, e deveria ter sido revisado até 2019.

A atualização acabou aprovada apenas em novembro de 2025, após anos de debates e adiamentos sucessivos.

Câmara prevê discussão da nova legislação urbanística no segundo semestre

Evandro Leitão declarou que a intenção da Prefeitura é retomar o debate sobre o tema ainda neste ano, após o período eleitoral. Segundo o prefeito, a expectativa é recolocar o assunto em pauta na Câmara Municipal a partir de novembro.

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O Plano Diretor é considerado o principal instrumento de planejamento urbano de Fortaleza. O documento estabelece diretrizes relacionadas à ocupação do solo, expansão imobiliária, preservação ambiental, mobilidade urbana, habitação e crescimento da cidade.

As definições previstas no texto influenciam diretamente decisões sobre verticalização de bairros, regularização fundiária, infraestrutura urbana e criação de áreas de proteção ambiental na capital cearense.

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