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DEPOIMENTO

Mãe de aluno investigado no caso “Purple Drank” contesta versão e diz que grupo participou de episódio em escola

Família do adolescente investigado afirma que episódio envolveu vários estudantes do ensino médio e rebate versão de tentativa de homicídio

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Mãe de aluno investigado no caso “Purple Drank” contesta versão e diz que grupo participou de episódio em escola
Mãe de estudante investigado pede cautela após caso de “Purple Drank” em Fortaleza. Foto: Reprodução


A mãe do adolescente apontado como responsável por oferecer uma mistura de álcool com medicamentos a um colega dentro de uma escola particular de Fortaleza contestou a versão apresentada inicialmente sobre o caso conhecido como “Purple Drank”. Em entrevista nesta segunda-feira (25), ela afirmou que o episódio envolveu vários estudantes do ensino médio e negou que o filho tenha forçado outro adolescente a ingerir a substância.

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O caso ganhou repercussão após um estudante de 15 anos ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois de consumir uma mistura envolvendo álcool e medicamentos dentro da instituição de ensino. Dias antes, a mãe do adolescente hospitalizado classificou o episódio como uma “tentativa de homicídio”.

Agora, a família do estudante investigado apresentou uma versão diferente sobre o que teria acontecido.

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Mãe diz que caso “Purple Drank” envolveu grupo de estudantes

Segundo a mulher, o episódio ocorreu em meio à participação de vários adolescentes que já mantinham convivência fora do ambiente escolar. Ela afirmou que os estudantes frequentavam festas, encontros e grupos em comum antes do ocorrido.

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“O que ocorreu foi vários alunos juntos. Não foi um fato isolado de aluno A e B”, declarou. A mãe negou que o filho tenha obrigado ou pressionado o colega a consumir qualquer substância. “Meu filho nunca ofereceu nada a esse aluno”, afirmou.

Apesar da defesa, ela reconheceu que houve irresponsabilidade por parte dos adolescentes envolvidos. “Não estou aqui para dizer que meu filho é santo”, disse.

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Segundo a mulher, os jovens buscavam experimentar sensações diferentes ao misturar substâncias, comportamento que, de acordo com ela, já preocupava algumas famílias. Ela afirmou ainda que não existem conclusões definitivas sobre o que cada adolescente teria consumido naquele dia. “Ninguém sabe exatamente o que aconteceu. Só quem vai investigar”, declarou.

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Família rebate acusação de tentativa de homicídio

Durante a entrevista, a mãe do adolescente investigado rebateu diretamente a declaração da mãe do estudante internado, que classificou o caso como tentativa de homicídio. Segundo ela, o episódio deve ser tratado como uma atitude imprudente praticada por adolescentes e não como uma ação planejada para causar dano ao colega.

“Nunca existiu tentativa de homicídio. Esses jovens não queriam o mal um do outro”, afirmou. Ela também declarou que os adolescentes envolvidos eram amigos e que não existia histórico de bullying entre eles.

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“Ninguém sofreu bullying. Eram todos amigos”, disse.

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A mulher ainda levantou dúvidas sobre a dinâmica do episódio e afirmou que não há comprovação sobre quem teria levado ou oferecido a substância consumida. “Ninguém sabe quem ofereceu. Ninguém sabe quem tomou o quê”, declarou.

Segundo ela, apenas a investigação policial poderá esclarecer a sequência dos fatos e apontar eventuais responsabilidades.

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Adolescente internado segue sob acompanhamento médico

O estudante hospitalizado continua internado sob acompanhamento médico. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre o estado atualizado de saúde nem detalhes conclusivos sobre a substância ingerida pelos adolescentes.

O caso segue sob investigação da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), responsável por apurar o ocorrido.

As autoridades ainda não divulgaram informações oficiais sobre possíveis responsabilizações.

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Mulher critica exposição dos jovens nas redes sociais

Ao longo da entrevista, a mãe do adolescente investigado também pediu cautela diante da repercussão pública do caso. Segundo ela, os envolvidos são menores de idade protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Não vamos crucificar esses jovens antes de investigar o que aconteceu”, afirmou. Ela criticou ainda a exposição do caso nas redes sociais e associou o ambiente digital ao aumento de comportamentos de risco entre adolescentes.

“Tirem o máximo que puderem da internet. A tecnologia está acabando com nossos filhos”, declarou. Apesar disso, negou que o episódio tenha relação com desafios virais ou tendências das redes. “Não foi desafio”, afirmou.

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A mulher também fez um alerta para que pais acompanhem mais de perto celulares, bolsas, grupos de conversa e hábitos dos filhos. “Abram os guarda-roupas, olhem as bolsas, acompanhem os celulares”, disse.

Caso “Purple Drank” segue sob investigação da DCA

Outro ponto citado pela entrevistada foi a atuação do médico que realizou o primeiro atendimento ao adolescente dentro da escola. Segundo ela, o profissional teria se precipitado ao comentar o caso antes da conclusão das investigações.

“Ele se posicionou na mídia sem averiguar o que realmente aconteceu”, declarou. A mulher afirmou ainda que posteriormente descobriu que o médico teria proximidade com a família do adolescente internado.

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Ela reforçou que somente a investigação conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente poderá esclarecer as circunstâncias do episódio. Até o momento, não há conclusão oficial sobre quem levou a substância, como ela foi consumida ou quais materiais estavam envolvidos no caso conhecido como “Purple Drank” em Fortaleza.

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