O estudante de 15 anos internado após consumir uma mistura de álcool com medicamentos, chamada de “Purple Drank”, dentro de uma escola particular de Fortaleza segue hospitalizado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo as informações mais recentes, o adolescente continua sob monitoramento médico e realizando exames. Até o momento, não houve divulgação oficial sobre alta hospitalar nem atualização detalhada do quadro clínico.
A ocorrência mobilizou familiares, equipes médicas e autoridades policiais.
Estudante continua internado após consumo de mistura
As investigações apontam que o aluno teria ingerido uma combinação preparada com bebida alcoólica e medicamentos diluídos. Após passar mal dentro da escola, o adolescente precisou ser socorrido e encaminhado para atendimento hospitalar. O quadro foi considerado grave no momento da internação.
O caso também gerou registro de boletim de ocorrência e encaminhamento de envolvidos para prestar esclarecimentos na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).
O aluno internado teria consumido um coquetel de vodca e anti-histamínicos, remédios utilizados para tratar crises alérgicas.
O que se sabe sobre o caso
A bebida teria sido oferecida ao estudante por um colega de classe. Após ingerir o coquetel, o adolescente apresentou sintomas severos, como desorientação, vômitos, tremores, fala desconexa, alteração de comportamento e perda do controle motor. A escola informou que identificou rapidamente a situação e acionou os familiares do estudante.
Segundo nota divulgada pela instituição, a unidade também providenciou atendimento médico, registrou boletim de ocorrência e passou a colaborar com as autoridades responsáveis pela apuração do caso.
A instituição afirmou ainda que não divulgará novos detalhes por respeito aos envolvidos e ao andamento da investigação.
Até o momento, também não há informações oficiais sobre eventuais medidas disciplinares relacionadas à ocorrência.
O que é o “Purple Drank” e quais os riscos
Conhecida como “Purple Drank” ou “lean”, a mistura costuma associar álcool a medicamentos com efeito sedativo.
Especialistas alertam que o consumo pode provocar complicações graves, como confusão mental, arritmias, queda de pressão, depressão respiratória, perda de consciência e até risco de morte.
O caso chamou atenção também pelo debate sobre circulação desse tipo de substância entre adolescentes e pelos riscos do consumo recreativo de medicamentos combinado com bebidas alcoólicas.
Médico faz alerta para riscos da mistura de álcool com medicamentos
O médico Bruno Cavalcante alertou para os riscos da combinação entre bebidas alcoólicas e medicamentos sedativos, especialmente entre adolescentes. Segundo o especialista, o álcool já atua como depressor do sistema nervoso central e pode ter os efeitos intensificados quando associado a determinados remédios.
De acordo com ele, substâncias como a prometazina — princípio ativo presente em medicamentos antialérgicos — também provocam redução da atividade cerebral e respiratória. Quando misturadas ao álcool, o impacto no organismo pode aumentar de forma significativa.
O especialista explicou ainda que adolescentes tendem a ser mais vulneráveis a esse tipo de intoxicação por terem menor tolerância fisiológica aos efeitos das substâncias.
Entre as complicações possíveis da combinação, o médico destacou:
- queda de pressão arterial;
- desaceleração da respiração;
- perda de consciência;
- coma;
- parada respiratória.
Segundo Bruno Cavalcante, em casos graves, o cérebro e o sistema respiratório podem desacelerar de maneira perigosa, aumentando o risco de perda total da consciência.
O médico também fez um alerta sobre sinais que podem ser confundidos com um simples quadro de sono após ingestão de bebida alcoólica. De acordo com ele, a sonolência intensa e progressiva pode mascarar uma intoxicação grave e atrasar o socorro adequado.
Conheça os sinais de intoxicação por álcool e medicamentos
Entre os principais sinais de intoxicação estão:
- sonolência intensa;
- fala desconexa ou dificuldade para se comunicar;
- dificuldade para caminhar;
- respiração lenta;
- episódios frequentes de vômito;
- coloração azulada nos lábios ou nas extremidades do corpo;
- confusão mental.
Segundo o médico Bruno Cavalcante, alguns sinais podem passar despercebidos ou ser confundidos apenas com embriaguez causada por bebida alcoólica.
O especialista também chamou atenção para mudanças de comportamento e situações que podem indicar consumo combinado de álcool e remédios, como desaparecimento de medicamentos dentro de casa ou interesse incomum de adolescentes por determinados produtos farmacêuticos.
De acordo com ele, um quadro de intoxicação pode ocorrer mesmo quando o jovem aparenta não ter consumido grande quantidade de bebida alcoólica.
Bruno Cavalcante reforçou ainda que pequenas doses da mistura já são suficientes para provocar reações severas em adolescentes, aumentando o risco de atendimento de emergência e complicações clínicas graves.




