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RECURSOS HÍDRICOS

Açude Castanhão ultrapassa 32% da capacidade e registra maior volume em dois anos no Ceará

Maior reservatório do Ceará atingiu 32,8% da capacidade após aportes da quadra chuvosa e voltou à faixa de alerta hídrico.

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Açude Castanhão ultrapassa 32% da capacidade e registra maior volume em dois anos no Ceará
Quando está completamente cheio, o Castanhão corresponde sozinho a aproximadamente 36,5% da capacidade hídrica total do Ceará. Foto: Divulgação / SRH

O açude Castanhão, maior reservatório do Ceará, ultrapassou a marca de 32% da capacidade total e atingiu o maior volume de água registrado nos últimos dois anos. Segundo dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o reservatório acumulava até esta segunda-feira (25) cerca de 2.198,16 hectômetros cúbicos (hm³), equivalente a 32,8% da capacidade máxima de 6,7 bilhões de metros cúbicos.

O aumento ocorre após sucessivos aportes registrados durante a quadra chuvosa de 2026 e representa uma melhora no cenário hídrico do estado. No início de fevereiro, o Castanhão estava com pouco mais de 19% do volume total armazenado. Desde então, o nível da água passou a subir continuamente.

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Dados do Portal Hidrológico da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) mostram que o açude voltou neste ano a ultrapassar a marca de 30% da capacidade, cenário que não era registrado desde o segundo semestre de 2024.

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Castanhão saiu da condição crítica de armazenamento

Com o crescimento do volume acumulado, o Castanhão deixou recentemente a faixa considerada crítica e passou para o nível de alerta hídrico, conforme classificação estabelecida pelo Conselho de Recursos Hídricos do Ceará.

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A resolução estadual divide os reservatórios em cinco categorias: até 10%, a situação é muito crítica de escassez hídrica; entre 10% e 30%, trata-se de situação crítica; entre 30% e 50%, a situação é de alerta; o nível é considerado confortável entre 50% e 70%: por fim, acima de 70% considera-se nível muito confortável.

Na prática, a mudança representa melhora nas condições de abastecimento e maior segurança hídrica para diferentes regiões do estado.

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O Castanhão é considerado estratégico para o Ceará porque atende ao abastecimento humano, à irrigação agrícola e à perenização do Rio Jaguaribe.

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Reservatório concentra parte da água armazenada no Ceará

Atualmente, os mais de 2,1 bilhões de metros cúbicos acumulados no Castanhão representam cerca de 22% de toda a água armazenada nos 144 açudes monitorados pela Cogerh.

Quando está completamente cheio, o reservatório corresponde sozinho a aproximadamente 36,5% da capacidade hídrica total do Ceará entre os açudes monitorados.

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O cenário atual supera os níveis registrados nos últimos anos. Em 2025, por exemplo, o açude iniciou fevereiro com 27,47% da capacidade e encerrou maio com 29,76%. Já no ano passado, o maior volume registrado ficou próximo de 30%.

O último nível superior ao atual havia sido registrado em junho de 2024, quando o Castanhão atingiu 36,2% da capacidade.

Orós ajudou no aumento do volume do Castanhão

Segundo a Cogerh, os aportes contínuos começaram a ser registrados em fevereiro deste ano, impulsionados principalmente pelas cheias nas bacias do Alto e Médio Jaguaribe.

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Entre os reservatórios responsáveis pelo aumento do volume está o açude Orós, segundo maior do Ceará, que sangra desde 15 de abril. A água segue pelo Rio Jaguaribe até chegar ao Castanhão.

No início de maio, o reservatório voltou oficialmente a ultrapassar a marca de 30% da capacidade. Em 10 de maio, o Castanhão alcançou 30,14%, registrando naquele momento o melhor nível desde outubro de 2024.

Castanhão voltará a reforçar abastecimento de Fortaleza

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A decisão foi tomada durante reunião de alocação negociada promovida pela Cogerh em Quixadá. O sistema voltará a utilizar água do Castanhão e do Orós para reforçar o abastecimento da capital e municípios metropolitanos.

A transferência não ocorria desde 2019, período em que os reservatórios da Grande Fortaleza apresentavam níveis considerados elevados.

Para este ano, foi definida a destinação de 6 mil litros de água por segundo para o sistema metropolitano. A água sai do Orós, percorre o Rio Jaguaribe até o Castanhão e segue pelo Eixão das Águas até Fortaleza.

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Ramal do Salgado deve reforçar segurança hídrica no Ceará

Outra estrutura considerada estratégica para o abastecimento do estado é o Ramal do Salgado, ligado ao Eixo Norte da Transposição do Rio São Francisco.

As obras já ultrapassaram 55% de execução e passam pelos municípios de Ipaumirim e Lavras da Mangabeira, nas regiões Centro-Sul e Cariri.

O ramal terá cerca de 35 quilômetros de extensão, incluindo canais, túneis, aquedutos e galerias responsáveis por transportar água do Ramal do Apodi até o Rio Salgado, afluente do Jaguaribe.

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Com investimento estimado em R$ 600 milhões, a expectativa é que a estrutura permita a chegada das águas do Rio São Francisco ao Castanhão, beneficiando cerca de 5 milhões de pessoas em 54 municípios cearenses.


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