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IMPACTOS

Brasileiros concordam mais com Lula do que com Flávio em versões sobre tarifaço, mostra pesquisa

Levantamento foi realizado após Trump anunciar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras

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Brasileiros concordam mais com Lula do que com Flávio em versões sobre tarifaço, mostra pesquisa
Tarifaço dos EUA ao Brasil preocupa a maioria dos entrevistados. (Foto: Agência Brasil)


Mais da metade dos brasileiros acredita que o tarifaço dos EUA ao Brasil pode trazer consequências para o dia a dia da população. É o que mostra pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10), segundo a qual 55% dos entrevistados avaliam que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos têm potencial para gerar impactos negativos no país.

Leia também: Pesquisa para presidente no segundo turno: veja os números de Lula x Flávio Bolsonaro

Outros 37% afirmaram que a medida não deverá afetar diretamente suas vidas.

O levantamento foi realizado após o governo norte-americano anunciar, no início de junho, uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. A decisão foi justificada pelas autoridades dos Estados Unidos como uma resposta a práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses do país.

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Embora a medida esteja relacionada ao comércio exterior, a percepção dos entrevistados indica preocupação com possíveis reflexos na economia brasileira, incluindo preços, empregos, atividade industrial e exportações.

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Tarifaço dos EUA ao Brasil preocupa a maioria dos entrevistados

Os dados revelam que o aumento das tarifas é visto por uma parcela significativa da população como uma questão que pode ultrapassar o campo diplomático e atingir setores da economia nacional.

A pesquisa aponta que a maioria dos brasileiros enxerga a possibilidade de efeitos concretos decorrentes das novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

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O tema ganhou relevância por ocorrer em um momento de movimentação política para a eleição presidencial de 2026, ampliando o debate sobre relações internacionais e defesa dos interesses econômicos do país.

Pesquisa Quaest mede impacto político da disputa sobre as tarifas

Além da percepção econômica, o levantamento procurou identificar qual liderança política mais representa a opinião dos brasileiros sobre o episódio envolvendo Brasil e Estados Unidos.

Segundo os dados, 47% dos entrevistados afirmaram concordar mais com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao tarifaço.

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Já 35% disseram se identificar mais com a posição defendida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

O resultado sugere que, neste momento, Lula possui maior adesão entre os entrevistados quando o assunto é a resposta política ao aumento das tarifas norte-americanas.

Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro na identificação dos entrevistados

A pesquisa também investigou se o episódio pode influenciar preferências eleitorais.

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Entre os entrevistados, 39% afirmaram que a imposição das tarifas aumenta sua disposição de votar em Lula.

Por outro lado, 30% disseram que a medida amplia a vontade de votar em Flávio Bolsonaro.

Os números indicam que o tema pode ter repercussões no ambiente político nacional à medida que o debate sobre a sucessão presidencial ganha espaço.

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Debate sobre patriotismo e defesa dos interesses nacionais ganha espaço

Outro ponto analisado pela Genial/Quaest foi a percepção dos brasileiros sobre qual liderança representa melhor a defesa dos interesses do país diante de disputas internacionais.

Nesse cenário, Lula foi citado por 47% dos entrevistados.

Flávio Bolsonaro apareceu com 37%.

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A discussão sobre soberania econômica, comércio exterior e posicionamento do Brasil em negociações internacionais tem ocupado espaço crescente no debate público e aparece refletida nos resultados do levantamento.

PCC e Comando Vermelho também entraram no levantamento

A pesquisa incluiu ainda perguntas sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Entre os entrevistados, 45% disseram concordar que o governo norte-americano deve adotar essa classificação.

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Quando a pergunta se refere ao Brasil, o percentual sobe para 60%, indicando apoio mais amplo à adoção da mesma medida pelo governo brasileiro.

O levantamento também investigou a percepção sobre eventual participação de Flávio Bolsonaro no processo. Para 47% dos entrevistados, o senador teve influência na decisão anunciada pelos Estados Unidos. Outros 37% afirmaram que ele não participou da iniciativa.

Já sobre possíveis impactos econômicos da classificação das facções, 53% acreditam que a medida poderá gerar prejuízos para bancos e empresas brasileiras, enquanto 34% não veem consequências significativas.

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Como foi realizada a pesquisa Genial/Quaest

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho de 2026.

Foram entrevistadas presencialmente 2.004 pessoas em diferentes regiões do país.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

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