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Bares e restaurantes brasileiros terão faturamento recorde na Copa do Mundo 2026, prevê CNC

O volume de receitas dos estabelecimentos cresce, em média, 5,4% a mais no bimestre junho e julho em relação a períodos equivalentes sem torneio

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Bares e restaurantes brasileiros terão faturamento recorde na Copa do Mundo 2026, prevê CNC
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O setor de bares e restaurantes no Brasil deve faturar um montante recorde de R$ 2,42 bilhões durante a Copa do Mundo de futebol realizada neste ano no México, Estados Unidos e Canadá. Se confirmado, o desempenho será 15,7% superior ao registrado na edição anterior do mundial, de 2022, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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Segundo a entidade, a realização dos jogos do time brasileiro na primeira fase do torneio durante a noite - sábado (13), sexta (19) e quarta-feira (24) - favorece que os torcedores assistam ao campeonato fora de casa, ao contrário de edições anteriores, quando os jogos se deram pela manhã ou à tarde. Porém, houve impulso também da melhora no emprego e na renda.

"Além da recuperação da renda em comparação ao pós-pandemia de 2022 e do mercado de trabalho aquecido, o calendário desta edição joga a favor do comércio. Os três primeiros jogos da Seleção Brasileira ocorrem fora do horário comercial, o que torna cada noite uma oportunidade para quem estiver disposto a receber a empolgação do torcedor em seu estabelecimento. Do mesmo modo que o Natal para o comércio e o carnaval para o turismo, a Copa do Mundo dá a chance, a cada quatro anos, de o empresário se planejar e aproveitar a movimentação extra", declarou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota oficial.

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A CNC lembra que há um impacto sazonal no setor em períodos de realização da Copa do Mundo. O volume de receitas dos estabelecimentos cresce, em média, 5,4% a mais no bimestre junho e julho em relação a períodos equivalentes sem torneio. Há tanto um aumento no movimento quanto elevação do tíquete-médio gasto pelo consumidor.

"Um eventual bom desempenho da Seleção Brasileira é um motor interessante para a economia local. À medida que o Brasil avança nas fases do Mundial, a tendência é de um aumento proporcional na movimentação de clientes, consolidando o setor de alimentação fora do domicílio como um dos grandes pilares de injeção de recursos no varejo durante o evento", apontou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, na nota.

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