Influenciadora digital e personal trainer de Sobral, Mayara Costa foi presa nesta quinta-feira (18) durante uma operação da Polícia Civil do Ceará contra integrantes do Comando Vermelho (CV). O companheiro dela, o engenheiro Auriston Costa, também foi detido. Segundo as investigações, o casal é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
A ofensiva ocorreu simultaneamente em oito estados e teve como alvo uma estrutura investigada por movimentar mais de R$ 1 bilhão nos últimos três anos, conforme informações divulgadas pelas autoridades.
Nas redes sociais, Mayara Costa reúne mais de 16 mil seguidores no Instagram, onde publica conteúdos sobre rotina fitness, dança e vida pessoal. Já Auriston Costa se apresenta nas plataformas digitais como especialista em investimentos e financiamento imobiliário.
De acordo com a Polícia Civil, os dois são investigados por participação em um esquema de movimentação e ocultação de recursos financeiros supostamente ligados ao Comando Vermelho.
Influenciadora Mayara Costa é presa em operação contra o Comando Vermelho
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam uma estrutura considerada sofisticada para movimentar dinheiro ilícito. A polícia afirma que foram identificadas transações incompatíveis com os rendimentos oficialmente declarados pelos investigados.
A operação teve desdobramentos em vários estados brasileiros e busca atingir integrantes da facção que passaram a atuar fora do Ceará após ofensivas anteriores das forças de segurança.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, muitos integrantes do Comando Vermelho deixam o estado na tentativa de escapar das ações policiais locais. Por isso, a operação desta quinta-feira foi realizada de forma integrada em diferentes regiões do país.
Além de Sobral e Fortaleza, mandados também foram cumpridos no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.
Casal de Sobral é investigado por lavagem de dinheiro para facção
A Polícia Civil aponta que o núcleo financeiro investigado era responsável por movimentar recursos usados para manter atividades criminosas da facção.
Conforme a investigação, os suspeitos utilizavam mecanismos financeiros e patrimoniais para dificultar o rastreamento do dinheiro. A apuração tenta identificar a origem dos valores e a possível participação de outros envolvidos no esquema.
O foco da ofensiva foi justamente desmontar a estrutura financeira considerada estratégica para o funcionamento da organização criminosa.
Operação da Polícia Civil ocorreu em oito estados
Até a última atualização divulgada pelas autoridades, 47 mandados de prisão haviam sido cumpridos.
Desse total:
- 18 alvos já estavam presos em unidades prisionais e receberam novos mandados;
- 29 investigados foram capturados em liberdade;
- 15 suspeitos seguem foragidos.
Somente no Ceará, foram cumpridas 41 decisões judiciais.
A operação é considerada uma das maiores realizadas recentemente contra a estrutura financeira do Comando Vermelho no estado.
Polícia apreendeu carros de luxo, imóveis e dinheiro
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam 64 veículos. Apenas em Sobral, 16 automóveis foram localizados.
Entre os modelos apreendidos estão:
- Toyota Hilux;
- Toyota SW4;
- Jeep Compass.
As equipes também recolheram armas de fogo, munições e aproximadamente R$ 100 mil em espécie.
Outro ponto que chamou atenção foi o bloqueio patrimonial determinado pela Justiça. Ao todo, cinco imóveis foram sequestrados, incluindo uma fazenda investigada por possível ligação com o esquema criminoso.
As autoridades solicitaram ainda o bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, as movimentações financeiras identificadas ultrapassam R$ 1 bilhão.
Advogados também são investigados na ofensiva
Dois advogados aparecem entre os alvos da operação.
Um deles foi preso em Fortaleza suspeito dos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. Conforme a investigação, ele teria participação direta na estrutura financeira utilizada pelo grupo investigado.
O segundo advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão. O escritório utilizado pelos investigados também recebeu equipes policiais durante a ofensiva.
A Polícia Civil afirma que o grupo mantinha uma rede organizada para ocultação de recursos ilícitos, utilizando diferentes mecanismos financeiros e patrimoniais para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Investigação aponta movimentação superior a R$ 1 bilhão
As investigações continuam em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.
Agora, a Polícia Civil trabalha para localizar os suspeitos foragidos, aprofundar a análise financeira das contas bloqueadas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A ofensiva desta quinta-feira mira justamente o setor apontado pelas autoridades como responsável pela sustentação econômica do Comando Vermelho no Ceará.




