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ASSISTÊNCIA

SUS passa a oferecer 18 novos medicamentos contra o câncer após 12 anos; veja a lista completa

Ampliação beneficia pacientes com 25 tipos de câncer, aumenta em 35% a oferta de medicamentos oncológicos na rede pública e prevê investimentos de R$ 2,2 bilhões

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SUS passa a oferecer 18 novos medicamentos contra o câncer após mais de 10 anos; veja a lista completa
SUS amplia tratamento oncológico com 18 novos medicamentos de alto custo. Foto: Reprodução

Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passaram a contar com 18 novos medicamentos contra o câncer após mais de uma década sem uma ampliação semelhante da assistência farmacêutica oncológica. A medida aumenta em 35% a oferta de tratamentos disponíveis na rede pública e deve beneficiar cerca de 112 mil pessoas em todo o país.

Leia também: Câncer de mama: entenda quais exames fazer, quando investigar e como identificar riscos

Os novos medicamentos contemplam 25 tipos de câncer, incluindo tumores de mama, pulmão, próstata, ovário, estômago, leucemias, linfomas e outros diagnósticos de alta incidência. Além da incorporação dos remédios, o governo federal anunciou novos investimentos em cirurgia robótica para câncer de próstata e ampliação do acesso à reconstrução mamária.

Segundo o Ministério da Saúde, o pacote de medidas prevê investimento de R$ 2,2 bilhões para fortalecer a assistência oncológica no país. A expectativa é ampliar o acesso a terapias que, em muitos casos, possuem custo elevado na rede privada e representam um desafio financeiro para pacientes e familiares.

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A iniciativa busca reduzir desigualdades no acesso ao tratamento e ampliar a capacidade de atendimento do SUS em uma das áreas de maior demanda dentro da saúde pública brasileira.

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Lista dos novos medicamentos contra o câncer oferecidos pelo SUS

Parte dos medicamentos será adquirida diretamente pelo Ministério da Saúde e distribuída aos estados e unidades habilitadas para atendimento oncológico.

Entre os tratamentos já incorporados estão:

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  1. Abemaciclibe (câncer de mama);
  2. Acetato de Lanreotida (tumores neuroendócrinos);
  3. Brigatinibe (câncer de pulmão);
  4. Carfilzomibe (mieloma múltiplo recidivado);
  5. Nivolumabe (melanoma avançado);
  6. Pembrolizumabe (melanoma avançado);
  7. Olaparibe (câncer de ovário);
  8. Pazopanibe (carcinoma renal);
  9. Rituximabe (leucemia linfocítica crônica);
  10. Trastuzumabe (câncer de estômago).
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Outros medicamentos contemplam tratamentos para câncer de próstata, pulmão, tireoide, leucemias, linfomas, neuroblastoma e diversos tumores sólidos.

Como os medicamentos contra o câncer serão distribuídos na rede pública

Os novos tratamentos serão ofertados por diferentes modelos de aquisição.

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Parte dos medicamentos será comprada diretamente pelo Ministério da Saúde. Outra parcela será disponibilizada por meio da Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac), mecanismo que permite a compra pelos serviços habilitados com financiamento federal.

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Também haverá medicamentos incorporados a uma ata nacional de negociação, criada para facilitar a aquisição dos tratamentos pelos centros especializados e ampliar o acesso dos pacientes.

SUS passa a financiar cirurgia robótica para câncer de próstata

Outra medida anunciada foi a incorporação permanente da cirurgia robótica para o tratamento do câncer de próstata. O procedimento utiliza tecnologia capaz de auxiliar o cirurgião durante a operação, proporcionando maior precisão dos movimentos e melhor visualização das estruturas anatômicas.

Entre os benefícios apontados estão a redução da perda sanguínea durante a cirurgia, menor necessidade de transfusões e recuperação potencialmente mais rápida para os pacientes. O investimento previsto é de R$ 50 milhões, com expectativa de beneficiar aproximadamente 5 mil pessoas.

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Inicialmente, os procedimentos serão realizados em unidades especializadas, incluindo o Hospital de Amor, em São Paulo, e uma unidade localizada em Rondônia.

Reconstrução mamária terá acesso ampliado para pacientes da rede pública

O pacote também prevê ampliação do acesso à cirurgia plástica reconstrutiva das mamas pelo SUS. Anteriormente restrito a sequelas decorrentes do tratamento do câncer, o procedimento passa a contemplar todos os casos de mutilação mamária parcial ou total.

A estimativa é de investimento anual de R$ 27,4 milhões. A medida busca ampliar a reabilitação física e contribuir para a recuperação da autoestima e da qualidade de vida das pacientes.

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Tratamentos oncológicos registram crescimento no SUS

A ampliação da assistência ocorre em um cenário de aumento da demanda por tratamentos oncológicos na rede pública. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que, somente em 2025, foram realizados quase 190 mil procedimentos de radioterapia pelo SUS, número superior ao registrado em anos anteriores.

A quimioterapia também apresentou crescimento expressivo, ultrapassando 4,7 milhões de atendimentos ao longo do ano.

Com a incorporação dos novos medicamentos contra o câncer, a ampliação da reconstrução mamária e o financiamento permanente da cirurgia robótica, o SUS amplia sua capacidade de atendimento e fortalece a assistência oferecida a pacientes oncológicos em todo o Brasil.

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