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EDUCAÇÃO

Analfabetismo no Brasil cai para 4,9% e Camilo Santana comemora avanço na educação

Dados do IBGE mostram que o analfabetismo no Brasil caiu para 4,9% em 2025, o menor índice da história. Nas redes sociais, o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana comemorou os resultados e destacou os investimentos feitos na área.

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Analfabetismo no Brasil cai para 4,9% e Camilo Santana comemora avanço na educação
Nas redes sociais, o ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana comemorou os números e afirmou que os resultados refletem investimentos e ações conjuntas na área educacional. (Foto: Agência Brasil)

O analfabetismo no Brasil atingiu o menor nível da história e ficou abaixo de 5% pela primeira vez desde o início da série histórica revisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados divulgados nesta sexta-feira (19) mostram que a taxa caiu para 4,9% entre brasileiros com 15 anos ou mais em 2025.

Nas redes sociais, o ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana comemorou os números e afirmou que os resultados refletem investimentos e ações conjuntas na área educacional. “Boas notícias para a Educação do nosso Brasil! Isso tudo é fruto de muito trabalho, gente, de investimento, de união de esforços com estados e municípios, acima das diferenças”, escreveu o senador em publicação no Instagram.

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Apesar do avanço histórico, o Brasil ainda possui 8,4 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. O levantamento faz parte do módulo Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e aponta redução de cerca de 592 mil analfabetos em relação a 2024. Os dados revelam melhora gradual nos indicadores educacionais brasileiros, mas também expõem desafios persistentes, principalmente no ensino médio, entre idosos e nas desigualdades regionais e raciais.

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Taxa de analfabetismo no Brasil fica abaixo de 5% pela primeira vez

Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 5,6% em 2022 para 4,9% em 2025. Entre brasileiros de 15 a 59 anos, o índice é ainda menor: 2,6%. Já entre idosos com 60 anos ou mais, a taxa recuou de 16% para 13,8% no mesmo período. É a primeira vez desde 2016 que o índice fica abaixo de 14% nessa faixa etária.

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Mesmo assim, os idosos seguem representando a maior parcela da população analfabeta do país. Dos 8,4 milhões de brasileiros nessa condição, 4,9 milhões têm 60 anos ou mais, o equivalente a 58% do total. O levantamento também identificou diferenças entre homens e mulheres. Pela primeira vez, a taxa de analfabetismo entre mulheres idosas ficou abaixo da registrada entre homens da mesma faixa etária.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice foi de 13,7% para mulheres e 14,1% para homens. Já na população acima de 15 anos, as mulheres registraram taxa de 4,6%, enquanto entre os homens o percentual chegou a 5,2%.

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Nordeste reúne mais da metade da população analfabeta do país

O Nordeste continua concentrando o maior número de analfabetos do Brasil. Segundo a PNAD Contínua, mais da metade da população analfabeta vive na região. São cerca de 4,8 milhões de pessoas, o equivalente a uma taxa de 10,6%, mais que o dobro da média nacional.

Depois do Nordeste aparecem:

  1. Norte: 5,7%;
  2. Centro-Oeste: 3,3%;
  3. Sul: 2,4%;
  4. Sudeste: 2,3%.
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Os números reforçam desigualdades históricas no acesso à educação e mostram que regiões mais vulneráveis ainda enfrentam maiores dificuldades estruturais.

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Evasão escolar cresce no ensino médio e preocupa especialistas

A pesquisa aponta que quase todas as crianças entre 6 e 14 anos estão na etapa escolar adequada. O principal desafio aparece mais tarde, quando os jovens chegam ao ensino médio. A partir dos 16 anos, a evasão escolar cresce de forma significativa e chega perto de 20%.

Entre os principais motivos apontados estão:

  1. necessidade de trabalhar;
  2. gravidez;
  3. desinteresse pelos estudos.

O IBGE também identificou que um em cada quatro jovens brasileiros afirma não querer estudar. Outro dado que chama atenção é o percentual de jovens que não estudam, não trabalham e não fazem cursos de qualificação profissional. Atualmente, esse grupo representa 17,5% da população jovem do país.

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Diferença racial ainda influencia indicadores de educação

Os dados mostram que o analfabetismo continua afetando de maneira desigual a população preta e parda. Entre brasileiros com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo entre pessoas brancas é de 2,8%. Já entre pretos ou pardos, o índice chega a 6,5%.

A diferença se amplia entre idosos:

  1. pretos ou pardos: 20,6%;
  2. brancos: 7,3%.

Os indicadores refletem desigualdades históricas e dificuldades de acesso à educação ao longo das últimas décadas.

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Ensino médio completo avança entre pretos e pardos

Apesar das diferenças ainda existentes, a pesquisa também aponta avanço importante na escolarização da população preta e parda. Pela primeira vez, mais da metade dos pretos e pardos com 25 anos ou mais concluiu o ensino médio. O percentual chegou a 51,3% em 2025.

Entre os brancos, a taxa é de 64,9%. A diferença permanece, mas caiu nos últimos anos. Em 2016, a distância entre os grupos era de 16,4 pontos percentuais. Agora, ficou em 13,6 pontos. Considerando toda a população com 25 anos ou mais, 57,4% concluíram a educação básica obrigatória.

Ao comentar os números, Camilo Santana também exaltou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou sentir orgulho da atuação da equipe responsável pelas políticas educacionais do país. “Que orgulho, presidente Lula, dessa missão que o senhor me confiou nesse mandato”, escreveu o senador.

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