A Sucata Chico Alves segue interditada em Fortaleza quase seis meses após o incêndio que destruiu completamente o empreendimento no bairro Jacarecanga, na capital cearense. A área permanece isolada pela Defesa Civil de Fortaleza (Defesa Civil de Fortaleza), enquanto estruturas ainda apresentam risco de desabamento e o futuro do terreno segue indefinido.
O incêndio, ocorrido na noite de 24 de dezembro, véspera de Natal, provocou uma das maiores mobilizações recentes do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Corpo de Bombeiros Militar do Ceará). As chamas destruíram completamente o empreendimento, localizado no bairro Jacarecanga, em Fortaleza, e deixaram um cenário de destruição que ainda chama atenção de moradores e comerciantes da região.
Quase seis meses depois, a área continua cercada por tapumes e escombros. Peças metálicas queimadas, veículos danificados e estruturas comprometidas seguem expostos, reforçando o risco estrutural apontado pelos órgãos técnicos.
Incêndio na Sucata Chico Alves ainda afeta moradores do Jacarecanga
De acordo com a Defesa Civil de Fortaleza, sete imóveis foram interditados após o incêndio na Sucata Chico Alves. Duas residências tiveram interdição total e outras três parcial, devido aos danos estruturais causados pela propagação das chamas.
As famílias afetadas receberam assistência emergencial do município, com entrega de cestas básicas, água potável e colchonetes. Uma das famílias foi incluída no Programa de Locação Social (PLS), enquanto outra recebeu acompanhamento social por viver em imóvel cedido.
Um condomínio próximo também foi impactado. Parte da estrutura precisou ser isolada preventivamente, sendo liberada após reparos estruturais autorizados pelas equipes técnicas.
Laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará aponta causa do fogo
A investigação conduzida pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce)) concluiu que o incêndio foi provocado por um artefato pirotécnico conhecido como “rasga-lata”.
Segundo o laudo, o material teria entrado em contato com substâncias altamente inflamáveis armazenadas na sucata, o que acelerou a propagação das chamas. A grande quantidade de sucata metálica, veículos e materiais acumulados ao longo de décadas contribuiu para a intensidade do incêndio.
Desde o início da ocorrência, testemunhas relataram que fogos de artifício foram lançados na região, hipótese que passou a ser investigada e agora reforçada pela conclusão técnica.
Estrutura segue interditada e futuro do terreno permanece indefinido
A operação de combate ao incêndio mobilizou cerca de 50 militares do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE)), com uso de 19 viaturas e aproximadamente 450 mil litros de água.
Mesmo com a atuação intensa das equipes, o incêndio consumiu toda a estrutura da sucata. Dois bombeiros precisaram de atendimento médico durante a ocorrência, além de registros de ferimentos leves em um adolescente e atendimento a uma mulher que passou mal.
Fundada na década de 1970, a Sucata Chico Alves se consolidou como referência no comércio de peças automotivas usadas em Fortaleza. O empreendimento marcou gerações de mecânicos, comerciantes e colecionadores, além de se tornar parte da memória urbana do Jacarecanga.
Hoje, o local segue cercado por tapumes e mensagens deixadas por moradores. Entre elas, a frase “Força Chico Alves” simboliza o impacto do incêndio e a expectativa sobre o futuro de um dos espaços mais tradicionais do comércio popular da capital cearense.




