A Receita Federal apreendeu cigarros eletrônicos no Ceará durante a operação Rede de Fumaça, ação nacional realizada em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ofensiva tem como objetivo combater o contrabando e a comercialização de produtos proibidos no Brasil, especialmente dispositivos eletrônicos para fumar e cigarros convencionais.
A operação mobilizou mais de 150 servidores da Receita Federal em diferentes estados do país e resultou na apreensão de milhares de itens irregulares, com destaque para a circulação de cigarros eletrônicos em diversas regiões, incluindo o Ceará.
No total, foram apreendidos cerca de 25,5 mil cigarros eletrônicos e aproximadamente 107 mil maços de cigarros convencionais em todo o território nacional.
Ceará registra apreensão de cigarros eletrônicos em operação nacional
No Ceará, a Receita Federal confirmou a apreensão de 250 dispositivos eletrônicos para fumar durante a operação.
Embora o número seja menor em comparação com grandes centros logísticos, a presença dos produtos no estado reforça a abrangência das redes de contrabando e a circulação irregular de mercadorias proibidas.
As ações fazem parte de uma estratégia nacional voltada para enfraquecer a cadeia de distribuição desses produtos, que não possuem autorização da Anvisa para comercialização no Brasil.
O que é a operação Rede de Fumaça da Receita Federal
A operação Rede de Fumaça é uma ação integrada entre a Receita Federal e a Anvisa, com apoio de órgãos de segurança e vigilância sanitária.
O foco é identificar e apreender produtos contrabandeados ou irregulares em pontos estratégicos como fronteiras, centros de distribuição, transportadoras, Correios e estabelecimentos comerciais.
Além dos cigarros eletrônicos e convencionais, a operação também resultou na apreensão de outros itens, como medicamentos sem autorização regulatória e produtos eletrônicos importados ilegalmente.
Anvisa mantém proibição de cigarros eletrônicos no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária mantém a proibição da comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil.
Mesmo assim, o crescimento do mercado ilegal tem sido um desafio para as autoridades, que intensificam ações de fiscalização em todo o país.
Durante a operação, a Receita Federal reforçou que a retirada desses produtos do mercado busca reduzir riscos à saúde pública e coibir o acesso de adolescentes a dispositivos com potencial de dependência.
Combate ao contrabando movimenta milhões em apreensões
Segundo a Receita Federal, o cigarro segue entre os produtos mais contrabandeados no Brasil e ocupa posição de destaque entre as apreensões realizadas pelo órgão.
Os cigarros eletrônicos também têm ganhado relevância no cenário do comércio ilegal, com crescimento constante nas apreensões nos últimos anos.
A operação Rede de Fumaça integra um conjunto de ações contínuas de fiscalização que têm retirado grandes volumes de mercadorias irregulares de circulação, impactando diretamente redes criminosas envolvidas na cadeia do contrabando.
Riscos dos cigarros eletrônicos e impacto no mercado ilegal
As autoridades alertam que os cigarros eletrônicos representam riscos à saúde e não possuem regulamentação sanitária no Brasil.
Além do impacto sanitário, o comércio ilegal desses produtos também afeta a concorrência no mercado formal e fortalece redes criminosas que atuam em diferentes frentes de contrabando.
A Receita Federal afirma que operações como a Rede de Fumaça são fundamentais para reduzir a circulação desses produtos e enfraquecer a estrutura logística do comércio ilegal no país.
Com a continuidade das ações de fiscalização, o órgão reforça o compromisso de combater o contrabando e proteger a economia formal e a saúde da população.




