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LEVANTAMENTO

Cientista política analisa pesquisas relacionadas às disputas para Senado e Governo do Ceará

Carla Michele explica que as modalidades espontânea e estimulada medem aspectos diferentes do comportamento do eleitor.

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Cientista política analisa pesquisas relacionadas às disputas para Senado e Governo do Ceará
Segundo a especialista, pesquisas eleitorais registram a percepção do eleitor em determinado momento e não devem ser interpretadas como uma previsão do resultado das eleições. (Foto:Reprodução)



Leia também: Lula abre nesta terça-feira (15) ciclo de entrevistas com candidatos à Presidência no Jornal da Record

A pesquisa Real Time Big Data Ceará divulgada nesta quarta-feira (15) mostra uma disputa equilibrada entre o governador Elmano de Freitas (PT) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) na corrida pelo Governo do Estado em 2026. O levantamento também aponta Cid Gomes (PSB) na liderança do primeiro cenário para o Senado. Para a cientista política Carla Michele, porém, os números representam apenas um retrato do momento e ainda podem mudar ao longo da campanha eleitoral.

O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 14 de julho, com 1.600 eleitores em todo o Ceará. A pesquisa tem 95% de nível de confiança e margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Segundo a especialista, pesquisas eleitorais registram a percepção do eleitor em determinado momento e não devem ser interpretadas como uma previsão do resultado das eleições.

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Pesquisa Real Time Big Data Ceará mostra disputa equilibrada para o Governo

Na modalidade espontânea, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, Elmano de Freitas aparece com 22% das citações, enquanto Ciro Gomes registra 18%.

Na sequência aparecem:

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  1. Eduardo Girão (Novo): 2%;
  2. Camilo Santana (PT): 1%;
  3. Outros nomes: 3%;
  4. Branco e nulo: 6%;
  5. Não sabe ou não respondeu: 48%.

Já na pesquisa estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista de pré-candidatos, o governador registra 44%, enquanto Ciro Gomes aparece com 40%.

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Os demais candidatos pontuaram da seguinte forma:

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  1. Eduardo Girão (Novo): 7%;
  2. Jair Pereira (PSOL): 1%;
  3. Giovanni Sampaio (PRD): 1%;
  4. Delegado Hugo Leonardo (Missão): 1%;
  5. Zé Batista (PSTU): 0%;
  6. Brancos e nulos: 3%;
  7. Indecisos: 3%.

O instituto também simulou um eventual segundo turno entre Elmano e Ciro. Nesse cenário, o governador aparece com 47%, enquanto o ex-ministro registra 45%. Brancos e nulos somam 4%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou preferiram não responder.

Cenários para o Senado

A pesquisa também mediu as intenções de voto para as duas vagas ao Senado que serão disputadas em 2026.

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No primeiro cenário, Cid Gomes (PSB) lidera com 26%, seguido por Capitão Wagner (União Brasil), com 22%.

Na sequência aparecem:

  1. Luizianne Lins (Rede): 14%;
  2. Alcides Fernandes (PL): 14%;
  3. General Theóphilo (Novo): 5%;
  4. Ana Karina (PSOL): 4%;
  5. Cândido Albuquerque (PSDB): 3%;
  6. Reginaldo Ferreira (PSTU): 0%;
  7. Brancos e nulos: 5%;
  8. Não sabem ou não responderam: 7%.

No cenário sem Cid Gomes, Capitão Wagner passa a liderar com 23%, seguido por:

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  1. Júnior Mano (PSB): 17%;
  2. Luizianne Lins: 16%;
  3. Alcides Fernandes: 15%;
  4. Ana Karina: 6%;
  5. General Theóphilo: 5%;
  6. Cândido Albuquerque: 4%;
  7. Reginaldo Ferreira: 0%.

Cientista política explica como interpretar a pesquisa

Na avaliação da cientista política Carla Michele, os resultados devem ser analisados como uma fotografia do cenário atual, já que o comportamento do eleitor costuma mudar ao longo da campanha.

"É mais importante que o eleitor entenda que as pesquisas retratam um momento", afirmou.

Ela destaca que muitos eleitores definem o voto apenas nas semanas finais da campanha, comportamento conhecido na Ciência Política como procrastinação eleitoral.

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Segundo a especialista, isso ajuda a explicar por que levantamentos realizados muitos meses antes da eleição podem apresentar mudanças significativas até a votação.

Diferença entre pesquisa espontânea e estimulada

Carla Michele explica que as modalidades espontânea e estimulada medem aspectos diferentes do comportamento do eleitor.

Na pesquisa espontânea, o entrevistado responde sem receber uma relação de candidatos, permitindo identificar quais nomes já estão presentes na memória do eleitorado.

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Já na pesquisa estimulada, o instituto apresenta uma lista de pré-candidatos, possibilitando medir como o eleitor reage diante das opções colocadas para a disputa.

Voto útil também pode alterar o cenário

Outro fator destacado pela cientista política é o chamado voto útil.

Segundo ela, durante a campanha parte do eleitorado tende a migrar para candidatos considerados mais competitivos, o que pode modificar o cenário registrado pelos levantamentos.

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Apesar disso, Carla Michele afirma que a escolha do voto deve considerar principalmente as propostas e a identificação do eleitor com os candidatos, lembrando que pesquisas eleitorais servem para medir tendências de um determinado momento e não representam um resultado definitivo das eleições de 2026.


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