O pai da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, encontrada morta em Fortaleza no dia 13 de julho, falou após a missa de sétimo dia da filha e afirmou que nunca agrediu ou ameaçou a mãe da criança. Erisvaldo Almeida participou da celebração religiosa realizada neste domingo (19), em uma igreja católica no bairro Parque Guadalajara, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Durante entrevista à equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, o pai disse que vem enfrentando momentos difíceis após a morte da filha e questionou as acusações apresentadas pela defesa da mãe da bebê. Segundo ele, as alegações deverão ser comprovadas durante o processo judicial.
“Eu não sei nem o que falar numa hora dessas. Depois da perda da minha filha, estar tendo que fazer uma homenagem dessa, de uma menina que eu sempre amei”, declarou.
Erisvaldo afirmou que nunca praticou violência contra a mãe da criança e disse que pretende apresentar sua versão à Justiça. Segundo ele, as acusações de agressões surgiram após a morte da bebê.
“Se ela está alegando que eu vivia agredindo ela, por que não foi me denunciar antes? Eu quero que isso seja provado na Justiça”, afirmou.
Pai afirma que tenta manter contato com outro filho
Durante a entrevista, Erisvaldo também falou sobre o outro filho que tem com a mãe de Helena. Segundo ele, desde o ocorrido, não consegue encontrar a criança. O pai declarou que tenta contato com os familiares maternos, mas afirma que não recebe retorno. Ele disse que deseja voltar a acompanhar o filho.
“Eu quero só ver meu filho. Desde o dia que aconteceu esse episódio, eles não deixam eu ver meu filho”, afirmou.
Erisvaldo contou ainda que morava com a mãe da bebê e que o casal estava separado havia cerca de dois meses antes da morte da criança. Segundo ele, mesmo após o fim do relacionamento, continuava participando da criação dos filhos.
“Eu sempre criei meus filhos, sempre dei amor e carinho. Depois que a gente se separou, eu continuava falando com ela e pegava meu filho para ficar comigo”, disse.
Pai comenta exames e investigação sobre a morte da bebê
Questionado sobre os exames periciais relacionados ao caso, Erisvaldo afirmou que recebeu com alívio a informação de que, segundo ele, não teria sido identificado abuso sexual contra a filha.
Ele declarou que acompanha a investigação e espera que os responsáveis pela morte da criança sejam identificados.
O caso aconteceu entre a noite de domingo (12) e a madrugada de segunda-feira (13), em um apartamento localizado no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Helena foi encontrada desacordada e levada para uma unidade hospitalar particular próxima ao local, onde a morte foi confirmada.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa).
Defesa da mãe informou concessão de medida protetiva
No mesmo domingo (19), a defesa da mãe da bebê informou que a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em favor da mulher.
Segundo o advogado Weryd Simões, a decisão do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) foi baseada em elementos apresentados ao Judiciário que apontariam histórico de violência doméstica, ameaças, ataques nas redes sociais e episódios de intimidação.
A defesa afirmou ainda que a mulher teria sido vítima de violência física, psicológica, moral e patrimonial ao longo dos últimos anos.
Dois homens continuam presos durante investigação
Dois homens, de 22 e 26 anos, permanecem presos após serem autuados em flagrante por suspeita de estupro de vulnerável seguido de morte.
Conforme informações apuradas pela TV Cidade Fortaleza, um dos investigados mantinha um relacionamento recente com a mãe da bebê. O outro é primo dele.
A defesa de um dos investigados informou que acompanha o andamento do inquérito e aguarda os laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Segundo os advogados, o cliente colaborou com as autoridades, realizou coleta voluntária de material genético e afirma que não estava no quarto onde a bebê dormia.
Além da mãe, do pai e de um tio da criança, outras pessoas ligadas ao caso já prestaram depoimento à Dececa. Ao todo, quatro pessoas foram ouvidas nas primeiras diligências.
A Polícia Civil segue reunindo informações para reconstruir a dinâmica dos fatos e concluir a investigação sobre a morte da bebê Helena.
Denúncias à polícia
A população pode contribuir com investigações das forças de segurança do estado do Ceará repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via "e-denúncias", o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.




