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CASO BEBÊ HELENA

Justiça concede medida protetiva contra pai da bebê Helena, em Fortaleza

TJCE concedeu medida protetiva em favor da mãe da bebê Helena e contra o pai da criança. Processo segue sob segredo de Justiça.

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Justiça concede medida protetiva contra pai da bebê Helena, em Fortaleza
Justiça concede medida protetiva contra pai da bebê Helena, em Fortaleza. Foto: Reprodução

A mãe da bebê Helena Rodrigues Almeida, de 10 meses, encontrada morta em Fortaleza no último dia 13 de julho, obteve uma medida protetiva de urgência contra o pai da criança. A informação foi divulgada pelo advogado da mulher, Weryd Simões, neste domingo (19).

Segundo a defesa, a decisão foi concedida pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) diante de elementos apresentados ao Judiciário que apontariam um histórico de violência doméstica e familiar, além de ameaças, ataques nas redes sociais e episódios de intimidação contra a mãe da bebê.

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Em nota, o advogado afirma que a cliente foi vítima de sucessivas formas de violência física, psicológica, moral e patrimonial ao longo dos últimos anos.

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"O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará acaba de deferir medidas protetivas de urgência em favor da mãe da bebê Helena Rodrigues Almeida", informou Weryd Simões.

Ainda conforme a defesa, a medida protetiva foi concedida contra o pai da criança. O advogado também afirma que o homem possui histórico criminal registrado desde 2016, informação que teria sido apresentada durante a análise do pedido.

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Defesa cita ameaças e ataques

Na nota, o advogado afirma que a decisão judicial foi fundamentada em elementos que apontariam sucessivas formas de violência doméstica e familiar, além de uma intensa campanha de ataques e disseminação de mensagens de ódio nas redes sociais.

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Segundo a defesa, a decisão representa o encerramento de um ciclo de violência vivido pela mãe da bebê.

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"O extenso histórico criminal do pai, registrado desde 2016, somado aos elementos constantes dos autos, revela um padrão reiterado de violência e intimidação incompatível com qualquer tentativa de tratar os fatos como episódios isolados", diz um trecho da nota divulgada pelo advogado.

A defesa também afirma que pessoas responsáveis por ameaças, ataques e disseminação de informações consideradas ilícitas poderão responder judicialmente pelos próprios atos.

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TJCE confirma decisão, mas mantém processo em sigilo

Procurado pela reportagem, o Tribunal de Justiça do Ceará confirmou apenas que o pedido de medida protetiva foi analisado durante o plantão judiciário deste sábado (18).

No entanto, o órgão informou que o processo tramita sob segredo de Justiça e, por esse motivo, não pode divulgar detalhes da decisão nem confirmar oficialmente seu conteúdo.

Em nota, o TJCE informou:

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"O referido processo foi atendido durante o plantão judiciário desse sábado (18). Com o objetivo de resguardar as partes envolvidas, a decisão encontra-se em sigilo. Em virtude disso, mais informações não podem ser passadas."

Dessa forma, o Tribunal não informou oficialmente contra quem a medida foi concedida nem quais determinações foram impostas pela Justiça.

Caso teve reviravolta após laudo pericial

A decisão ocorre poucos dias após uma mudança nos rumos da investigação sobre a morte da bebê Helena.

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Inicialmente, o caso era tratado como suspeita de estupro de vulnerável, hipótese levantada após avaliação clínica realizada no hospital onde a criança deu entrada.

Com base nessas informações preliminares, dois homens chegaram a ser presos.

Dias depois, porém, o laudo oficial da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) descartou qualquer indício de violência sexual. Os exames não encontraram material genético nem vestígios que confirmassem abuso.

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O documento concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica indireta, alterando a linha de investigação da Polícia Civil.

As investigações seguem em andamento para esclarecer a dinâmica da morte da bebê e apurar eventuais responsabilidades.


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