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MELHORIAS

Terminais de ônibus de Fortaleza terão concessão de R$ 597 milhões por 30 anos; veja o que deve mudar

O conjunto de intervenções inclui a recuperação da pintura, a atualização da sinalização e a revisão da iluminação.

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Terminais de ônibus de Fortaleza terão concessão de R$ 597 milhões por 30 anos; veja o que deve mudar
A concessão abrange dez terminais de integração e dois corredores exclusivos de ônibus (Foto: Reprodução)

Os terminais de ônibus de Fortaleza poderão passar por uma ampla modernização por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com valor estimado em R$ 597,2 milhões e prazo de 30 anos, prorrogável por mais cinco. A concessão abrange dez terminais de integração e dois corredores exclusivos de ônibus, com previsão de melhorias na infraestrutura, nos serviços oferecidos aos passageiros e nos espaços públicos localizados no entorno dos equipamentos.

O projeto prevê desde intervenções básicas, como recuperação da pintura, revitalização de banheiros e fraldários e atualização da sinalização, até a implantação de um Centro de Controle de Terminais (CCT). Também estão previstas medidas de acessibilidade, melhorias na iluminação e disponibilização de Wi-Fi gratuito.

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As informações constam no edital divulgado pela Secretaria Municipal da Conservação e Serviços Públicos (SCSP). O recebimento das propostas das empresas interessadas começou em 19 de outubro, enquanto a abertura dos valores apresentados está prevista para dezembro.

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A iniciativa coloca em discussão o futuro de estruturas que fazem parte da rotina de milhares de passageiros e que, ao longo de décadas, se tornaram pontos fundamentais para o deslocamento entre diferentes regiões da Capital.

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PPP dos terminais de ônibus de Fortaleza prevê contrato de 30 anos

A parceria prevê que a empresa vencedora assuma atividades de administração, manutenção, conservação, requalificação e exploração comercial dos equipamentos incluídos no projeto. O contrato estimado em R$ 597,2 milhões terá duração inicial de três décadas, com possibilidade de extensão por mais cinco anos.

O modelo de concessão reúne diferentes responsabilidades em um único contrato. Além de cuidar da conservação cotidiana dos terminais, a futura concessionária deverá executar as intervenções previstas no edital e administrar os espaços abrangidos pela parceria.

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A exploração comercial também está incluída no projeto. Essa possibilidade abre espaço para atividades econômicas nos equipamentos, embora as informações fornecidas não detalhem quais negócios poderão ser instalados, quais áreas estarão disponíveis ou como será organizada a ocupação comercial.

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O prazo prolongado da concessão estabelece um horizonte de longo prazo para a gestão desses espaços. Ao mesmo tempo, a execução das melhorias dependerá do cumprimento das obrigações estabelecidas no contrato e dos mecanismos de acompanhamento previstos para a parceria.

Para os passageiros, o resultado esperado é uma estrutura mais organizada, com melhores condições de circulação, permanência e utilização dos serviços. A efetiva dimensão dessas mudanças, porém, dependerá da execução das intervenções e da manutenção dos padrões de qualidade ao longo dos anos.

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Melhorias iniciais devem ocorrer em até 180 dias

Entre as primeiras obrigações previstas estão ações que podem ter impacto direto na experiência dos usuários. O edital estabelece um prazo de até 180 dias, após a eficácia do contrato, para a realização de medidas iniciais de revitalização e adequação dos terminais.

O conjunto de intervenções inclui a recuperação da pintura, a atualização da sinalização e a revisão da iluminação. Também estão previstas melhorias nos banheiros e fraldários, além de adequações básicas de acessibilidade.

A instalação de Wi-Fi gratuito aparece entre os serviços planejados. Se implementado conforme previsto, o recurso poderá facilitar o acesso à internet durante a espera pelos ônibus, permitindo que os passageiros consultem informações, utilizem aplicativos e realizem outras atividades pelo celular.

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As melhorias de acessibilidade também são relevantes para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, idosos, gestantes e passageiros que circulam com crianças. A qualidade desses espaços depende não apenas da existência de estruturas adequadas, mas também de sua conservação e de condições que permitam o uso com segurança e autonomia.

O prazo de 180 dias representa uma etapa inicial do projeto, e não a conclusão de todas as obras previstas. A concessão terá duração de décadas, e as intervenções deverão seguir as obrigações definidas para cada fase do contrato.

Centro de Controle de Terminais deverá monitorar equipamentos e corredores

Outro ponto previsto na concessão é a implantação do Centro de Controle de Terminais (CCT), estrutura que deverá acompanhar o funcionamento dos terminais e dos dois corredores exclusivos incluídos na parceria.

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A proposta é centralizar o monitoramento desses espaços, permitindo acompanhar as condições de operação dos equipamentos abrangidos pelo contrato. O edital citado no material-base, contudo, não detalha as tecnologias que serão utilizadas, os indicadores de desempenho nem os procedimentos operacionais que ficarão sob responsabilidade do centro.

A criação de uma estrutura de controle poderá contribuir para organizar a gestão dos equipamentos e acompanhar demandas relacionadas à conservação e ao funcionamento dos espaços. O alcance desse monitoramento dependerá das atribuições efetivamente estabelecidas e dos recursos disponibilizados para a operação.

A inclusão dos corredores exclusivos amplia o escopo da parceria para além das áreas internas dos terminais. Esses corredores fazem parte da infraestrutura destinada à circulação dos ônibus e, por isso, sua conservação também integra o conjunto de responsabilidades previsto no projeto.

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Projeto prevê requalificação do entorno dos terminais

As mudanças planejadas não se limitam à estrutura utilizada pelos passageiros para embarcar e desembarcar. Parte das intervenções deverá alcançar as áreas próximas aos terminais, com requalificação de calçadas, paisagismo, arborização e criação de espaços de descanso.

Essas melhorias podem influenciar a forma como os equipamentos se relacionam com os bairros onde estão instalados. Calçadas em melhores condições favorecem os deslocamentos a pé, enquanto áreas arborizadas e espaços de permanência podem tornar o entorno mais acolhedor para moradores e usuários do transporte coletivo.

A proposta também prevê intervenções específicas em dois equipamentos: os terminais do Conjunto Ceará e da Lagoa.

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No Terminal do Conjunto Ceará, o projeto contempla a reforma da praça adjacente, com previsão de palco cultural, pista de skate, playground, espaço para food trucks e academia ao ar livre. A proposta reúne áreas destinadas ao lazer, à prática de atividades físicas, à convivência e à realização de atividades culturais.

Já no Terminal da Lagoa, as intervenções previstas incluem requalificação do piso, paisagismo e criação de uma área destinada a food trucks.

A execução dessas melhorias poderá ampliar as funções dos espaços no entorno dos terminais, que passariam a reunir não apenas atividades ligadas ao transporte, mas também opções de lazer e convivência. A concretização das estruturas, entretanto, dependerá do andamento da concessão e do cumprimento do projeto previsto no edital.

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Terminais de Fortaleza fazem parte da integração implantada em 1992

A concessão também representa uma nova etapa na trajetória do sistema de integração de ônibus da Capital. A implantação do modelo começou em 1992, com a inauguração das unidades de Antônio Bezerra e Messejana.

A integração permitiu que os passageiros realizassem conexões entre diferentes linhas mediante o pagamento de uma única tarifa. O sistema foi ampliado nos anos seguintes, com a instalação de outros terminais em diferentes regiões de Fortaleza.

Com o crescimento da rede, esses equipamentos passaram a ocupar uma posição central na mobilidade urbana, reunindo linhas e permitindo deslocamentos entre áreas da cidade sem a necessidade de pagar uma nova passagem a cada conexão, conforme as regras do sistema.

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Por isso, as condições dos terminais têm reflexos que vão além da conservação dos prédios. Iluminação, sinalização, acessibilidade, limpeza, conforto e organização são aspectos que interferem na experiência diária de quem depende do transporte público.

A nova concessão pretende combinar a manutenção desses espaços com intervenções físicas, novos serviços e exploração comercial. O desafio será transformar as obrigações previstas em melhorias efetivas para os passageiros e para as comunidades do entorno.

Com o processo de seleção das empresas em andamento, os próximos passos incluem a apresentação e a abertura das propostas, previstas no cronograma divulgado. A escolha da concessionária e a posterior eficácia do contrato serão etapas importantes para definir o início das intervenções e o calendário de execução das melhorias.

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