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POLÍTICA

Cid Gomes abre o jogo sobre aproximação de Ciro com lideranças da direita: "Me causou estranhamento"

Senador afirma que divergências começaram nas eleições de 2022, rejeita transformar diferenças em conflitos pessoais e critica aproximação do irmão com lideranças da direita cearense

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Cid Gomes abre o jogo sobre aproximação de Ciro com lideranças da direita: "Me causou estranhamento"
Foto: Reprodução

A aproximação do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com lideranças da direita cearense, entre elas o deputado federal André Fernandes (PL) e o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil), foi um dos assuntos abordados pelo senador Cid Gomes (PSB) durante entrevista ao podcast Café com Verdade, do Grupo Cidade de Comunicação. Ao comentar o tema, o parlamentar afirmou que o movimento lhe causou "estranhamento", embora tenha ressaltado que continua respeitando a trajetória política do irmão.

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Questionado pelo jornalista Tiago Lima sobre a relação entre os dois e a articulação política de Ciro Gomes (PDT), que deverá disputar o Governo do Ceará pela oposição em 2026, Cid afirmou que alianças fazem parte da política, mas ponderou que elas precisam estar sustentadas por um projeto consistente para o Estado, e não apenas pela oposição ao grupo governista.

"Me causou estranhamento. Uma coisa é fazer alianças políticas, e isso sempre existiu. Outra coisa é colocar determinadas lideranças como centro de um projeto. Aí, na minha opinião, deixa de ser uma aliança e passa a ser uma espécie de submissão. Foi isso que me causou estranhamento."
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Segundo o senador, o grupo de oposição ainda não conseguiu apresentar uma proposta clara para o Ceará e, por isso, enxerga mais um discurso contrário ao governo do que um projeto capaz de convencer o eleitorado.

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Divergências começaram em 2022

Durante a entrevista, Cid também relembrou como teve início o distanciamento político entre ele e Ciro Gomes. Segundo o senador, a ruptura ocorreu durante a definição do candidato governista nas eleições de 2022, quando os dois passaram a defender posições diferentes sobre o papel do PT na escolha do nome que disputaria o Palácio da Abolição.

Cid afirmou que considerava natural que o Partido dos Trabalhadores, por ser a principal legenda da aliança, tivesse prioridade na indicação do candidato. Já Ciro defendia outro entendimento, o que acabou marcando o início das divergências.

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"Eu nunca deixei de ter uma profunda gratidão pelo Ciro. As oportunidades que tive na política devo muito a ele. Mas chegou um momento em que nós pensamos diferente. Eu achava absolutamente legítimo que o PT, por ser o maior partido da aliança, tivesse preferência na escolha do candidato. O Ciro entendia de outra forma, e foi aí que surgiu nossa divergência."
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"Família é uma coisa, política é outra"

Apesar das diferenças políticas, Cid fez questão de destacar que o rompimento nunca atingiu a relação familiar. Segundo ele, sempre houve o cuidado de separar os debates políticos da convivência entre os irmãos.

"Família é uma coisa, política é outra. Sempre procurei evitar que uma divergência política tivesse repercussão na nossa relação pessoal. Meu conceito sobre o Ciro continua sendo o mesmo. Ele é uma pessoa extremamente inteligente, preparada e uma das figuras públicas mais qualificadas que o Brasil produziu."
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O senador afirmou ainda que a gratidão pela contribuição de Ciro à sua trajetória política permanece intacta, independentemente das posições divergentes adotadas nos últimos anos.

Pesquisas refletem trajetória de Ciro

Ao comentar pesquisas eleitorais que apontam Ciro Gomes em posição competitiva na disputa pelo Governo do Estado, Cid afirmou que esse desempenho é consequência natural da projeção nacional construída pelo irmão ao longo de décadas.

Segundo ele, Ciro disputou quatro eleições presidenciais, governou o Ceará e ocupou cargos de destaque na política brasileira, fatores que explicam o elevado grau de conhecimento do eleitorado.

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No entanto, o senador ponderou que, quando os levantamentos apresentam aos entrevistados as alianças e os apoios de cada candidatura, o cenário muda e passa a favorecer o atual governador Elmano de Freitas (PT).

"O Ciro é muito conhecido. É natural que apareça bem nas pesquisas. Mas, quando as pessoas sabem quem apoia cada candidatura, o Elmano aparece à frente. É isso que tenho observado."


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