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CENÁRIO NACIONAL

Nordeste ganha mais de 1 milhão de eleitores em quatro anos e pode ter peso decisivo nas eleições

Região passou a concentrar mais de 43 milhões de eleitores aptos a votar, enquanto o Sudeste registrou queda no número de votantes nos últimos quatro anos

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Nordeste ganha mais de 1 milhão de eleitores em quatro anos e pode ter peso decisivo nas eleições
Crescimento do eleitorado nordestino pode impactar disputa presidencial de 2026. Foto: Reprodução

O número de eleitores do Nordeste aumentou em mais de 1 milhão nos últimos quatro anos, ampliando a participação da região no cenário eleitoral brasileiro. Com 43 milhões de pessoas aptas a votar, o Nordeste pode novamente exercer influência importante na escolha dos próximos representantes nas eleições deste ano.

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O crescimento ocorre em um momento em que outras regiões registraram redução no eleitorado. O Sudeste, por exemplo, perdeu cerca de 378 mil eleitores no mesmo período.

A mudança no perfil do eleitorado está relacionada a fatores demográficos e econômicos, segundo análise de especialistas. Para a cientista política Carla Michele Quaresma, o avanço da economia em municípios nordestinos ajudou a manter moradores na própria região.

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“O crescimento da economia fez com que a população nordestina permanecesse na região. Nós temos uma população que permanece e isso acontece também em cidades do interior do estado, não somente nas capitais”, explica Carla Michele.

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Segundo ela, investimentos realizados em diferentes municípios contribuíram para preservar populações locais e fortalecer o crescimento dessas cidades.

Eleitorado do Nordeste cresce mais de 1 milhão em quatro anos

O aumento do número de votantes mostra uma transformação na distribuição do eleitorado brasileiro. Atualmente, mais de 150 milhões de brasileiros estão aptos a participar das eleições de outubro.

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No Nordeste, o crescimento representa uma ampliação da força eleitoral da região, que historicamente possui participação relevante nas disputas nacionais.

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Além do aumento populacional, a presença de novos eleitores também está relacionada à entrada de jovens no processo eleitoral e à permanência de moradores em seus estados de origem.

A cientista política avalia que o crescimento não está concentrado apenas nas capitais, mas também em municípios do interior.

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“Em cidades do interior que cresceram muito, com grandes investimentos que foram feitos, conseguiram preservar as suas populações”, afirma Carla Michele.

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Esse cenário aumenta a importância estratégica do Nordeste para candidatos que disputam cargos estaduais e federais, especialmente em uma eleição marcada pela disputa por votos em diferentes regiões do país.

Região pode ter papel decisivo na disputa presidencial

Nas últimas eleições presidenciais, o Nordeste teve participação considerada decisiva no resultado nacional. No segundo turno de 2022, a região registrou 69,34% dos votos válidos para Luiz Inácio Lula da Silva, contra 30,66% para Jair Bolsonaro.

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Para Carla Michele Quaresma, o histórico recente mostra uma tendência de maior alinhamento do eleitorado nordestino com o Partido dos Trabalhadores (PT), o que pode influenciar novamente a disputa presidencial.

“Nós temos verificado nos últimos pleitos uma predominância do voto nordestino mais orientado para o Partido dos Trabalhadores”, explica a cientista política.

Segundo ela, o desempenho eleitoral do Nordeste tem sido relevante nas últimas disputas pelo Palácio do Planalto.

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“Inclusive nas últimas eleições do presidente Lula, tem sido decisivo o voto do Nordeste no sentido de garantir a vitória eleitoral”, afirma Carla Michele.

Com o crescimento do número de eleitores, a região passa a representar uma parcela ainda maior do eleitorado nacional e deve ser um dos principais focos das campanhas durante o período eleitoral.

Quais cargos serão escolhidos pelos eleitores em outubro

Apesar da proximidade do primeiro turno, parte dos eleitores ainda demonstra dúvidas sobre quais cargos estarão em disputa.

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Nas eleições deste ano, o eleitor deverá escolher seis cargos. A ordem de votação será:

  1. deputado federal;
  2. deputado estadual ou distrital;
  3. senador (primeira vaga);
  4. senador (segunda vaga);
  5. governador e vice-governador;
  6. presidente e vice-presidente.

Caso haja segundo turno, a votação será destinada aos cargos do Executivo que não alcançarem a maioria necessária no primeiro turno, incluindo governador e presidente.

A eleição está marcada para o dia 4 de outubro, quando milhões de brasileiros irão às urnas para definir os representantes que ocuparão cargos nos próximos anos.

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Com um eleitorado maior e uma participação histórica nas disputas nacionais, o Nordeste deve novamente ocupar posição central nas estratégias dos candidatos e nas análises sobre o resultado das urnas.


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