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CEARÁ

União Progressista vai abrir processo para expulsar vereador Mário Vicktor após prisão em Sobral

Vereador do União Brasil foi preso nesta terça-feira (11) na Operação Omertá, que investiga suposta atuação de organização criminosa nas eleições de Sobral

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União Progressista vai abrir processo para expulsar vereador Mário Vicktor após prisão em Sobral
A decisão da federação União Progressista ocorre após a prisão do vereador durante a operação realizada nesta terça-feira. Foto: Reprodução / Câmara de Sobral / PF

A federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), vai abrir um procedimento para expulsar o vereador Mário Vicktor Linhares Cavalcante (União Brasil), preso na manhã desta terça-feira (11), em Sobral, no Ceará. O parlamentar foi um dos alvos da Operação Omertá, que investiga a suposta atuação de uma organização criminosa nos processos eleitorais de 2024 e 2026 no município.

Mário Vicktor foi preso preventivamente por determinação da Justiça Eleitoral e também foi afastado do exercício do mandato por um período inicial de 180 dias. A operação investiga a possível relação de políticos com integrantes de organizações criminosas e suspeitas de interferência nas eleições.

Leia também: Mãe de Isabelle Caracristi lamenta decisão da Justiça do Ceará que concedeu liberdade a João Munhoz

Além de Mário Vicktor, também foram presos os vereadores Carlos do Calisto (PSB) e Junim do Povo (Podemos). Os três parlamentares tiveram a prisão preventiva decretada e foram afastados dos respectivos cargos pelo mesmo período.

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União Progressista vai abrir procedimento contra Mário Vicktor

A decisão da federação União Progressista ocorre após a prisão do vereador durante a operação realizada nesta terça-feira. Mário Vicktor é filiado ao União Brasil, partido que integra a federação com o PP.

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O procedimento terá como objetivo avaliar a permanência do parlamentar na legenda após os fatos investigados na Operação Omertá. A abertura do processo partidário ocorre enquanto a investigação criminal e eleitoral segue em andamento.

As suspeitas atribuídas aos investigados ainda estão sendo apuradas. O procedimento tramita sob segredo de Justiça, e as informações divulgadas até agora não detalham individualmente qual teria sido a conduta de cada vereador na suposta atuação da organização criminosa.

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Quem são os vereadores presos em Sobral

Além de Mário Vicktor, os outros dois vereadores presos na operação são Carlos do Calisto (PSB) e Junim do Povo (Podemos).

Os três tiveram prisões preventivas decretadas pela Justiça Eleitoral e foram afastados dos mandatos por 180 dias.

A investigação apura uma possível relação dos parlamentares com integrantes de organizações criminosas e uma eventual participação em ações destinadas a interferir no processo eleitoral de Sobral.

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A Operação Omertá também alcançou outros agentes públicos e um advogado, apontado como suspeito de integrar a organização criminosa e de exercer funções relacionadas aos núcleos de liderança e execução de ordens voltadas à interferência eleitoral.

O que investiga a Operação Omertá

A Operação Omertá foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral, por meio do Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL) e da 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza.

A ação busca aprofundar a apuração sobre uma possível influência de organização criminosa nas eleições municipais de 2024 e na preparação do processo eleitoral de 2026 em Sobral.

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As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza a partir de representação conjunta das instituições responsáveis pela investigação.

Foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e cinco medidas de afastamento cautelar de cargos públicos, todos com prazo inicial de 180 dias. Também foram cumpridos ao menos 20 mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, dinheiro em espécie, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação.

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Investigação apura suposto controle sobre áreas de Sobral

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a organização criminosa investigada teria utilizado ameaças, coação e outras formas de pressão para interferir nas escolhas políticas dos eleitores.

Uma das suspeitas é de que o grupo cobraria dos candidatos uma espécie de “pedágio” para permitir o acesso a determinados bairros durante o período de campanha. O valor mencionado na investigação chegaria a aproximadamente R$ 60 mil.

A apuração também busca verificar se houve tentativa de influenciar a escolha política dos eleitores por meio de intimidação e ameaças.

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Os fatos investigados envolvem tanto a eleição de 2024 quanto o processo eleitoral de 2026.

Câmara de Sobral terá que apresentar relação de servidores

Além das prisões, dos afastamentos e das buscas, a Justiça Eleitoral determinou outras medidas durante a investigação.

A Câmara Municipal de Sobral deverá fornecer a relação completa dos ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratos temporários vinculados ao Legislativo.

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O Ministério Público Eleitoral também solicitou informações sobre as atribuições de cada função, a carga horária e a existência de análise de antecedentes criminais antes ou depois das nomeações.

Outra medida cautelar determinada no procedimento é a proibição de contato entre os investigados e as testemunhas.

As providências integram a apuração sobre a possível influência da organização criminosa na estrutura política e eleitoral de Sobral.

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Quais crimes são investigados

A Operação Omertá apura suspeitas relacionadas a diferentes crimes. Entre eles estão:

  1. integração de organização criminosa;
  2. domínio social estruturado;
  3. extorsão;
  4. corrupção eleitoral;
  5. impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral;
  6. lavagem de capitais.

Os investigados poderão responder pelos crimes caso as suspeitas sejam confirmadas e haja responsabilização judicial. A investigação, porém, continua em andamento e tramita sob segredo de Justiça.

Quem participa da operação

A Operação Omertá reúne instituições que integram a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará.

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A FICCO/CE é formada pela Polícia Federal, Polícia Civil do Ceará, Polícia Militar do Ceará, Polícia Penal do Ceará e Secretaria Nacional de Políticas Penais.

Também participaram da ação o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Norte), do Ministério Público do Ceará, e a Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco Norte), da Polícia Civil.

Os mandados foram solicitados conjuntamente pelo Ministério Público Eleitoral, por meio do GAEL e da 3ª Promotoria Eleitoral de Fortaleza, e pela FICCO.

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Origem do nome da Operação Omertá

O nome da operação faz referência à “Omertá”, expressão associada ao código de silêncio da máfia italiana.

O termo é utilizado para designar uma regra de silêncio que impede integrantes de organizações criminosas de colaborar ou manter contato com autoridades policiais e judiciais. Na cultura relacionada ao crime organizado, a quebra desse código é tratada como uma traição ao grupo.

A denominação escolhida para a operação está relacionada à suspeita de atuação estruturada da organização investigada e à possível existência de mecanismos de controle e intimidação atribuídos ao grupo.

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