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EMBATE POLÍTICO

Erika Hilton rebate pedido de cassação: “Não me calarão, não me intimidarão”

Deputada afirmou que processo no Conselho de Ética é uma tentativa de intimidação e disse que declaração usada contra ela foi retirada de contexto

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Erika Hilton rebate pedido de cassação: “Não me calarão, não me intimidarão”
Erika Hilton reage a pedido de cassação e afirma: “Não me calarão, não me intimidarão”. Foto: Reprodução

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) reagiu à movimentação pela cassação de Erika Hilton e afirmou que o processo representa uma tentativa de intimidá-la e impedir sua atuação política no Congresso Nacional. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar disse que uma manifestação feita em um momento em que afirma ter sido alvo de ameaças foi retirada de contexto e utilizada para tentar provocar a perda de seu mandato.

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A reação ocorre após a deputada federal Priscila Costa (PL-CE) anunciar que pretende articular um pedido de cassação contra Erika. A parlamentar cearense afirmou que considera graves declarações atribuídas à deputada paulista durante o período em que ela presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Sem citar apenas a iniciativa de Priscila, Erika direcionou críticas ao Conselho de Ética da Câmara e afirmou que o colegiado estaria sendo utilizado para intimidá-la.

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“Estão querendo calar a minha voz e caçar o nosso mandato”, afirmou Erika no início da manifestação.

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A deputada classificou o Conselho de Ética como “Conselho Sem Ética” e disse que a movimentação seria mais uma tentativa de ataque contra sua atuação parlamentar. Segundo Erika, outras iniciativas já teriam sido utilizadas anteriormente para tentar descredibilizá-la e fazê-la recuar.

Erika Hilton afirma que publicação foi retirada de contexto

Um dos principais argumentos apresentados pela deputada na resposta diz respeito ao conteúdo que, segundo ela, foi utilizado no processo disciplinar.

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Erika afirmou que se tratava de uma publicação feita em um período no qual estava sendo ameaçada de morte e relatou que sua família também teria sido alvo de ameaças. A deputada disse que recebia ataques de grupos que classificou como “red pills”, masculinistas, misóginos e transfóbicos.

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Na avaliação da parlamentar, uma manifestação feita nesse contexto foi retirada de seu sentido original e utilizada para construir uma acusação contra ela.

“Pegaram um tweet, tiraram de contexto, fizeram uma grande mentira”, afirmou.

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Erika também declarou que sua defesa diante dos ataques acabou sendo transformada em argumento para tentar cassar seu mandato e seus direitos políticos.

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A parlamentar afirmou que, caso uma eventual cassação avance e resulte também na perda de seus direitos políticos, as consequências seriam ainda maiores para sua trajetória política. Ela citou a possibilidade de ficar impedida de exercer direitos políticos por oito anos, em referência às consequências que podem decorrer de uma decisão de cassação de mandato, conforme o caso.

A deputada, porém, não demonstrou intenção de recuar. Ao contrário, afirmou que continuará atuando no Congresso e enfrentando os adversários políticos.

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Deputada diz que não vai recuar diante da pressão

Na sequência da manifestação, Erika Hilton afirmou que considera o processo uma “caça às bruxas” e acusou setores da extrema direita de tentarem enfraquecer sua atuação.

A deputada também criticou integrantes da esquerda que, segundo ela, estariam se somando às iniciativas contra seu mandato. Erika classificou esse grupo como uma parcela “minúscula e frustrada” da esquerda e afirmou que essas pessoas estariam servindo aos interesses de seus adversários.

A parlamentar declarou que não pretende se intimidar com a movimentação.

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“Eu não me intimido porque sei do meu propósito”, afirmou.

Erika também relacionou a reação contra seu mandato às pautas que defende na Câmara. Entre os temas citados estão o fim da escala de trabalho 6x1, direitos da população em situação de rua, políticas voltadas às mulheres, participação de mães na ciência, combate à misoginia e o casamento civil igualitário.

Segundo a deputada, seus posicionamentos e sua presença no Congresso são alguns dos motivos pelos quais seus adversários políticos tentariam enfraquecê-la.

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Ela afirmou ainda que sua atuação representa uma disputa por espaços de poder e que pretende continuar defendendo as pautas que considera prioritárias.

Erika Hilton também rebate questionamentos sobre patrimônio

Durante a manifestação, Erika Hilton abordou ainda questionamentos relacionados à sua declaração de bens.

A deputada afirmou que não possui nada a esconder e disse que os bens informados oficialmente correspondem ao patrimônio que possui. Segundo ela, a declaração de bens estaria sendo utilizada por seus adversários para tentar criar um escândalo em um período próximo às eleições.

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“Não tenho nada a esconder”, declarou.

Erika afirmou que conhece suas prioridades e que conduz sua vida de acordo com elas. A parlamentar também criticou a tentativa, segundo sua avaliação, de transformar informações de sua declaração patrimonial em instrumento político para desgastá-la.

O tema foi apresentado por Erika dentro de uma manifestação mais ampla sobre o que considera uma ofensiva contra seu mandato.

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A deputada afirmou que não permitirá que adversários políticos utilizem esse tipo de estratégia para diminuí-la ou interromper sua atuação.

Erika Hilton convoca apoiadores para evento em agosto

Ao final do pronunciamento, Erika Hilton convocou apoiadores para um evento marcado para 22 de agosto, a partir das 17h, no Complexo Tempo.

Segundo a deputada, o encontro será uma oportunidade para defender o mandato e reagir às iniciativas que ela considera tentativas de silenciamento.

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Erika encerrou a manifestação reafirmando que pretende continuar atuando politicamente e ocupando espaços no Congresso.

A reação da deputada ocorre em meio a uma disputa que envolve diferentes parlamentares e o Conselho de Ética da Câmara. De um lado, Priscila Costa afirma que pretende articular a cassação de Erika e critica declarações feitas durante sua atuação na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Do outro, Erika sustenta que o processo é uma tentativa de intimidação e que manifestações suas foram retiradas de contexto.

Até o momento, a resposta de Erika apresenta a versão da própria deputada sobre o caso. As acusações feitas por ela contra seus adversários políticos não representam, por si só, comprovação de irregularidades ou de uma articulação coordenada. A análise formal de eventuais acusações e representações cabe às instâncias competentes da Câmara dos Deputados.

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O embate deve continuar no Congresso nas próximas semanas, especialmente diante da movimentação anunciada por parlamentares em torno do mandato de Erika e da posição adotada pela própria deputada, que afirma que não pretende recuar.


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