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INVESTIGAÇÃO

Carro supostamente usado na morte de PM carbonizado é apreendido em Fortaleza

Veículo foi localizado na Messejana, próximo à Avenida Washington Soares, periciado e levado para a sede do DHPP

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Carro supostamente usado na morte de PM carbonizado é apreendido em Fortaleza
Polícia apreende carro que pode ter sido usado na morte de PM carbonizado. Foto: Reprodução

Um carro supostamente utilizado na morte do soldado da Polícia Militar do Ceará Raphael Sampaio da Silva foi apreendido nesta sexta-feira (14), na Messejana, em Fortaleza. O veículo foi localizado nas proximidades da Avenida Washington Soares e passou por perícia antes de ser recolhido para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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A apreensão é mais uma etapa da investigação sobre a morte do policial, cujo corpo foi encontrado carbonizado dentro de um veículo na região do Ancuri, na divisa entre Fortaleza e Itaitinga, na última terça-feira (11). A Polícia Civil apura se Raphael foi morto em outro local e posteriormente levado para a área onde o carro foi incendiado.

Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE), da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e do DHPP participaram da ocorrência. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP).

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Carro é periciado e levado para o DHPP

O automóvel foi localizado durante as diligências realizadas pelas forças de segurança nesta sexta-feira. Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o veículo passou por perícia ainda no local.

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Após os exames iniciais, o carro foi recolhido e levado para a sede do DHPP. A perícia deverá buscar possíveis vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do homicídio e estabelecer se o automóvel teve alguma relação com a morte de Raphael.

Até o momento, a Polícia não divulgou a quem pertence o veículo apreendido nem detalhou de que maneira ele teria sido utilizado no crime. Por isso, a informação de que o automóvel foi usado no homicídio permanece como uma linha investigativa.

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A análise do carro poderá ajudar os investigadores a confrontar outros elementos já reunidos no inquérito, como depoimentos, imagens de câmeras de segurança e informações sobre a movimentação dos envolvidos.

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Polícia investiga se PM foi morto em outro local

Uma das linhas consideradas pela investigação é a possibilidade de que Raphael tenha sido morto em um local diferente daquele onde o corpo foi encontrado.

O soldado foi localizado dentro de um carro incendiado na região do Ancuri. Após o controle das chamas, a Perícia Forense identificou lesões provocadas por disparos de arma de fogo e constatou que os tiros atingiram Raphael enquanto ele ainda estava vivo. A carbonização ocorreu posteriormente.

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A partir desses elementos, os investigadores trabalham para determinar onde ocorreram os disparos, como o corpo foi transportado e quem participou da ação.

A apreensão do novo veículo na Messejana poderá contribuir para esclarecer essa sequência, caso sejam encontrados vestígios que o relacionem ao crime.

Raphael e Júlia trabalhavam no mesmo batalhão

Raphael e a policial militar Júlia Nathalia Girão Gomes trabalhavam no 16º Batalhão da Polícia Militar, localizado na Messejana. A relação entre os dois policiais também passou a fazer parte da investigação.

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A tia de Raphael, Rosilane Sampaio, afirmou que os dois mantinham um relacionamento. Segundo a familiar, o soldado estaria emocionalmente envolvido com Júlia e teria alterado sua rotina de trabalho para permanecer mais próximo dela.

A defesa de Júlia, por outro lado, apresenta uma versão diferente sobre a relação e sobre o que aconteceu no dia do crime. Segundo o advogado Walmir Medeiros, a policial teria relatado que apenas pediu uma carona a Raphael.

De acordo com a versão apresentada pela defesa, Júlia afirmou que os dois foram abordados por homens que estavam em um carro e em uma motocicleta. Ela teria ouvido Raphael dizer que “não precisava daquilo” antes dos disparos.

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Ainda conforme o relato apresentado pelo advogado, Júlia teria sido retirada do veículo de Raphael e colocada no porta-malas de outro carro. A defesa afirma que ela posteriormente conseguiu se soltar e foi encontrada às margens da BR-116, em Aquiraz.

Essa versão ainda precisa ser confrontada com os demais elementos reunidos pela Polícia Civil.

Júlia está presa preventivamente

Júlia foi inicialmente encontrada amarrada às margens da BR-116, em Aquiraz, na manhã de terça-feira (11). Com o avanço da investigação, ela passou à condição de suspeita e foi presa em flagrante por homicídio.

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Após audiência de custódia realizada na quinta-feira (13), a prisão preventiva da policial foi decretada. Ela permanece presa enquanto o caso é investigado.

A Polícia Civil apura se Júlia teve participação na morte de Raphael e qual teria sido a motivação do crime.

Uma das linhas investigativas consideradas é a possibilidade de vingança relacionada a uma suposta traição. Essa hipótese, porém, ainda não foi oficialmente confirmada como a motivação do assassinato, e outras possibilidades continuam sendo analisadas.

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Antoneudo também permanece preso

Antoneudo Ribeiro, companheiro de Júlia, também foi preso durante as primeiras diligências do caso.

Inicialmente, ele foi detido em flagrante após policiais encontrarem, durante buscas, munições e documentos falsos. Posteriormente, a prisão em flagrante foi relaxada, mas ele permaneceu preso em razão de outro mandado.

Na quinta-feira (13), Antoneudo passou por audiência de custódia e teve a prisão temporária decretada.

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A eventual participação dele na morte de Raphael também é investigada pela Polícia Civil. A prisão temporária ocorre no curso da apuração e não representa uma condenação ou conclusão definitiva sobre sua participação no homicídio.

Investigação reúne novos elementos

A apreensão do veículo na Messejana ocorre no mesmo dia em que o advogado de Júlia, Walmir Medeiros, foi detido após ser encontrado no presídio militar onde a policial está presa. Segundo informações obtidas pelo Portal GCMais, ele é suspeito de ter entrado na unidade com um celular.

O episódio também está sendo apurado pelas autoridades.

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Enquanto isso, a investigação sobre a morte de Raphael continua com novas diligências e análises periciais. A Polícia Civil busca estabelecer o percurso realizado pelo soldado, identificar o local dos disparos e esclarecer como o corpo foi levado até o ponto onde o veículo foi incendiado.

O carro apreendido nesta sexta-feira deverá passar por exames mais detalhados no DHPP. Os resultados poderão ajudar a confirmar ou descartar a hipótese de que o automóvel tenha sido utilizado no crime.


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