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OPERAÇÃO IMPACTO

Maioria dos alvos de operação contra o CV no Ceará já respondia por crimes graves

Nona fase da operação prendeu 12 suspeitos e cumpriu ordens contra outros três que já estavam no sistema penitenciário; ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão preventiva

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Maioria dos alvos de operação contra o CV no Ceará já respondia por crimes graves
Além dos 15 mandados de prisão preventiva, a Justiça autorizou o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão. Foto: Reprodução / TV Cidade Fortaleza

Conforme informarma as forças de segurança, 11 dos 15 alvos de prisão preventiva da nona fase da Operação Impacto, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) nesta terça-feira (18), já tinham antecedentes criminais por crimes considerados graves. Segundo o diretor adjunto da Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Alisson Gomes, entre os registros estão investigações ou condenações relacionadas a tráfico de drogas e homicídios.

A operação teve como alvo suspeitos de integrar o Comando Vermelho (CV) e buscou interromper a atuação de integrantes de uma organização criminosa com presença em diferentes municípios do Ceará. Dos 15 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, 12 foram cumpridos com a localização dos investigados. Outros três tinham como alvo pessoas que já estavam recolhidas no sistema penitenciário.

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As prisões ocorreram durante uma ação simultânea no Ceará e em Minas Gerais. No território cearense, os mandados foram cumpridos em Fortaleza, Maracanaú, Pacatuba e Cruz. Em Araguari, no estado de Minas Gerais, um dos investigados foi localizado e preso.

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De acordo com Alisson Gomes, que falou com a equipe de reportagem da TV Cidade Fortaleza, os investigados apresentam diferentes formas de atuação criminosa, incluindo envolvimento com crimes violentos e tráfico de drogas. O delegado destacou que a retirada desses integrantes de circulação faz parte da estratégia da Polícia Civil para reduzir a capacidade de atuação da organização.

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Prisão em Cruz e captura em Minas Gerais

Entre os presos está um homem localizado no município de Cruz, no Ceará. Segundo a Draco, ele ocupava uma posição de liderança dentro do grupo investigado e teria maior poder de mando na organização das ações criminosas.

Ainda conforme a Polícia Civil, o suspeito tinha atuação relacionada a um grupo de origem carioca com presença em diferentes pontos do Ceará. A prisão foi apontada pela corporação como parte da estratégia de atingir a estrutura logística da organização.

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Outro investigado foi localizado em Araguari, em Minas Gerais. Segundo o diretor adjunto da Draco, o homem tinha envolvimento com crimes violentos e tráfico de drogas.

A Polícia Civil cumpriu as ordens judiciais de forma coordenada para localizar os investigados e reunir novos elementos para a investigação.

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Operação cumpriu 26 mandados de busca e apreensão

Além dos 15 mandados de prisão preventiva, a Justiça autorizou o cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão. As equipes policiais procuraram documentos, equipamentos, objetos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

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A Polícia Civil informou que não foram apreendidos objetos ilícitos durante o cumprimento das ordens. No entanto, outros materiais foram recolhidos e deverão ser analisados pelos investigadores.

Entre os itens recolhidos estão celulares, documentos e outros objetos encontrados durante as buscas. O material poderá ser utilizado para subsidiar novas etapas da apuração.

A nona fase da Operação Impacto é resultado de uma investigação que, segundo a Polícia Civil, já dura cerca de um ano. As medidas judiciais foram solicitadas a partir das informações reunidas durante esse período.

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Contas de investigados podem ter até R$ 9 milhões bloqueados

A operação também atingiu a estrutura financeira dos investigados. A Draco solicitou à Justiça o bloqueio de contas bancárias relacionadas aos alvos, em um montante que chega a aproximadamente R$ 9 milhões.

Segundo Alisson Gomes, o valor corresponde à soma dos bloqueios individualizados determinados para cada investigado. A medida tem como objetivo impedir a movimentação dos recursos enquanto as autoridades apuram a origem do dinheiro e sua possível relação com as atividades criminosas investigadas.

O bloqueio financeiro integra uma das frentes da estratégia adotada pela Polícia Civil contra organizações criminosas. Além das prisões, a intenção é dificultar a manutenção da estrutura financeira utilizada pelos grupos.

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Um dos alvos resistiu à prisão

Durante o cumprimento dos mandados, um dos investigados teria resistido à abordagem policial e tentado agredir agentes que participavam da operação.

Segundo a Polícia Civil, o homem foi contido pelos policiais e também foi autuado em flagrante pela resistência e pelas agressões contra os agentes.

As demais prisões foram realizadas durante o cumprimento das ordens judiciais expedidas pela Justiça.

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Polícia prevê novas fases da Operação Impacto

A Operação Impacto chegou à nona fase em 2026. Segundo o diretor adjunto da Draco, novas etapas da investigação devem ocorrer, com possibilidade de outras prisões, apreensão de bens e retirada de objetos ilícitos de circulação.

A Polícia Civil afirma que as diferentes fases da operação têm alcançado localidades distintas onde há atuação de integrantes de organizações criminosas.

A investigação também busca identificar outros envolvidos e atingir as estruturas logística e financeira dos grupos. Os presos e demais investigados ficam à disposição da Justiça para o andamento dos procedimentos.

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