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CATÁSTROFE

Enxurrada de lama deixa ao menos 157 mortos desaparecidos chega a 800 no Nepal

Desastre atingiu áreas da fronteira entre Nepal e China, destruiu casas, estradas e pontes e mobilizou equipes de resgate; número de vítimas ainda pode aumentar

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Enxurrada de lama deixa ao menos 157 mortos desaparecidos chega a 800 no Nepal
Enchente e deslizamentos deixam ao menos 157 mortos e mais de 800 desaparecidos no Nepal e no Tibete. Foto: Reprodução

Uma enxurrada de água, lama e rochas deixou ao menos 157 mortos e centenas de desaparecidos no Nepal, após atingir áreas próximas à fronteira com o Tibete, na China, nesta quarta-feira (26). O desastre provocou destruição de casas, estradas, pontes e estruturas de energia, além de atingir uma região frequentada por turistas e peregrinos.

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No lado chinês da fronteira, autoridades confirmaram outras três mortes e registraram 265 pessoas desaparecidas na região de Gyirong. No Nepal, 157 corpos haviam sido recuperados, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.

O número de desaparecidos ainda é tratado como preliminar e varia conforme a fonte e a atualização dos registros. Entre os desaparecidos no Nepal estão centenas de turistas, incluindo estrangeiros, além de integrantes das forças de segurança. As equipes continuam procurando vítimas em áreas afetadas pela força da correnteza e pelo deslizamento de terra.

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A tragédia atingiu principalmente o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, além de áreas de Nuwakot e Dhading. A correnteza avançou pelo sistema do rio Bhote Koshi e provocou danos em diferentes pontos do vale.

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Enxurrada de lama destruiu casas, pontes e estradas

A força da água arrastou estruturas inteiras e deixou comunidades isoladas. Imagens registradas na região mostram uma grande quantidade de lama e detritos avançando rapidamente, atingindo construções e veículos.

Estradas e pontes foram destruídas, dificultando o deslocamento das equipes de emergência. Projetos de geração de energia também foram atingidos, aumentando os impactos sobre a infraestrutura local.

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Um dos pontos mais afetados fica próximo ao posto fronteiriço de Gyirong, no lado chinês. O local foi atingido por uma enxurrada que avançou sobre a área de fronteira, provocando mortes e deixando pessoas desaparecidas.

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A destruição também prejudicou rotas utilizadas por turistas e peregrinos que seguem em direção a regiões do Himalaia. A área afetada fica próxima a caminhos usados para viagens ao Monte Kailash e ao lago Manasarovar, destinos religiosos importantes.

Centenas de pessoas estão desaparecidas

As operações de busca enfrentam dificuldades devido às condições do terreno e aos danos provocados pela enxurrada.

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No Nepal, autoridades informaram que 484 turistas estavam entre os desaparecidos, sendo 391 estrangeiros e 93 nepaleses, segundo registros preliminares. Também há integrantes das forças de segurança entre as pessoas que perderam contato após o desastre.

Os estrangeiros desaparecidos são de diferentes nacionalidades. Há registros envolvendo cidadãos de países como Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Malásia, Holanda e África do Sul.

A quantidade de desaparecidos, porém, ainda pode sofrer alterações à medida que autoridades conseguem restabelecer as comunicações e confirmar a localização de pessoas que estavam nas áreas atingidas.

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No lado chinês, a agência estatal Xinhua informou 265 desaparecidos em Gyirong. As autoridades chinesas também iniciaram operações de resgate e retirada de moradores de áreas consideradas de risco.

O que provocou a enxurrada no Nepal?

A causa exata do desastre ainda está sendo analisada.

Inicialmente, autoridades nepalesas levantaram a possibilidade de que um terremoto de magnitude 4,4 tivesse provocado um grande deslizamento de terra, bloqueando o curso de um rio e desencadeando a inundação.

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A hipótese foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, que afirmou que um tremor registrado pela manhã poderia ter provocado o deslizamento e a consequente obstrução do rio.

Entretanto, informações mais recentes indicam que a relação entre o terremoto e a enchente ainda não está comprovada. Uma análise atualizada citada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apontou que não havia evidência de um terremoto imediatamente anterior ao início da inundação.

Outras análises passaram a considerar a possibilidade de um deslizamento ou avalanche de gelo e rochas como fator desencadeador da enxurrada. A dinâmica da região montanhosa, com geleiras, encostas íngremes e rios de grande variação, torna o cenário especialmente suscetível a eventos desse tipo.

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Por isso, a causa deve ser tratada com cautela enquanto as autoridades e especialistas continuam analisando os dados.

Equipes fazem buscas em áreas de difícil acesso

As forças de segurança do Nepal foram mobilizadas para atuar nas regiões atingidas. Exército, polícia e equipes especializadas participam das buscas e do atendimento às vítimas.

Helicópteros estão sendo utilizados para retirar pessoas de áreas isoladas e transportar feridos para unidades de saúde. A operação, entretanto, é prejudicada pelas condições meteorológicas e pela destruição de vias terrestres.

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A infraestrutura danificada também dificulta o acesso a comunidades atingidas. Com pontes e estradas destruídas, algumas regiões só podem ser alcançadas por aeronaves ou por rotas alternativas.

Além da procura por desaparecidos, as equipes trabalham na identificação dos corpos encontrados e na transferência de sobreviventes para locais seguros.

China determina operação de emergência no Tibete

A China também mobilizou equipes de emergência após a enxurrada atingir a região de Gyirong, no Tibete.

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O presidente chinês, Xi Jinping, determinou esforços para localizar e resgatar pessoas desaparecidas, retirar moradores de áreas de risco e garantir atendimento médico aos feridos.

As autoridades chinesas também foram orientadas a reforçar o monitoramento e os sistemas de alerta diante da possibilidade de novos eventos.

A preocupação não se limita à primeira enxurrada. Em áreas montanhosas, deslizamentos secundários, novas ondas de água e instabilidade das encostas podem representar riscos adicionais para moradores e equipes de resgate.

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Tragédia também afeta infraestrutura de energia

Além das perdas humanas, o desastre provocou danos significativos à infraestrutura do Nepal.

Projetos hidrelétricos foram atingidos pela força da água e dos detritos. Segundo informações divulgadas por entidades do setor, oito projetos em operação, com capacidade conjunta de 354 megawatts, foram afetados. Outros empreendimentos que ainda estavam em construção também sofreram danos.

Estradas e pontes que ligam comunidades do norte do país à fronteira com a China também foram destruídas.

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Os prejuízos podem dificultar não apenas o atendimento imediato às vítimas, mas também o abastecimento, o deslocamento de moradores e a chegada de equipes de assistência humanitária às regiões isoladas.

Resgate continua enquanto autoridades monitoram os rios

Com centenas de pessoas ainda desaparecidas, as buscas continuam nesta quarta-feira (26). O trabalho deve avançar conforme as condições de acesso permitirem e novos registros forem confirmados.

As autoridades também mantêm atenção sobre os rios Bhote Koshi e Trishuli, diante do risco de novas elevações no nível da água.

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A tragédia ocorre em uma das regiões mais montanhosas do planeta, onde eventos extremos podem provocar mudanças rápidas nas condições dos rios e das encostas. A destruição das estruturas de transporte torna a resposta ainda mais complexa.

O balanço de vítimas permanece em atualização. Até o momento, 157 mortos foram confirmados no Nepal e três na região do Tibete, enquanto centenas de pessoas seguem desaparecidas nos dois lados da fronteira.

Com as buscas ainda em andamento e áreas sem comunicação completa, as autoridades trabalham para localizar sobreviventes, identificar vítimas e dimensionar os danos provocados pela enxurrada.

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