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TRAGÉDIA

Mais de 300 turistas estão desaparecidos após enchentes e deslizamentos na fronteira entre Nepal e Tibete

Rasuwa, região próxima ao Tibete, foi atingida por uma inundação repentina nesta quarta-feira (26); autoridades fazem buscas por desaparecidos

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Mais de 300 turistas estão desaparecidos após enchentes e deslizamentos na fronteira entre Nepal e Tibete
Enchente e deslizamentos atingiram Rasuwa, no Nepal, nesta quarta-feira (26). (Foto: Reprodução)

Ao menos 384 turistas e viajantes estão desaparecidos após uma inundação repentina atingir a região de Rasuwa, no Nepal, nesta quarta-feira (26). Do total, 291 são estrangeiros e 93 são nepaleses, segundo levantamento preliminar do Conselho de Turismo do Nepal.

Pelo menos 19 mortes foram confirmadas até a atualização mais recente, enquanto equipes de emergência continuam procurando pessoas que perderam contato após a enchente. A inundação atingiu áreas próximas à fronteira entre o Nepal e o Tibete e provocou danos em comunidades, estradas e estruturas próximas ao rio Bhote Koshi. Registros divulgados pelas autoridades mostram a força da água e a destruição provocada na região.

Inundação arrasta casas e provoca mortes na região de Rasuwa

A força da água atingiu comunidades localizadas próximas ao rio Bhote Koshi e provocou danos em diferentes pontos do distrito de Rasuwa. Entre as áreas afetadas estão Timure e Syafrubesi. Pontes, estradas e outras estruturas foram danificadas, dificultando o acesso das equipes de resgate.

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A polícia nepalesa informou a recuperação de pelo menos 19 corpos. O número pode aumentar conforme as equipes consigam chegar a locais que permanecem isolados ou de difícil acesso. A inundação também afetou estruturas de transporte e energia na região. Do lado tibetano da fronteira, autoridades chinesas também relataram danos provocados por deslizamentos em áreas próximas à passagem entre os dois territórios.

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Terremoto pode ter relação com a inundação no Nepal

Um terremoto de magnitude 4,4 foi registrado na região da fronteira entre Nepal e Tibete pouco antes da inundação. O tremor ocorreu a aproximadamente 10 quilômetros de profundidade. A proximidade entre os dois acontecimentos levantou a possibilidade de que o terremoto tenha contribuído para o desastre. No entanto, as autoridades ainda não confirmaram uma relação direta entre o tremor e a inundação.

Uma das hipóteses é que o terremoto tenha provocado um deslizamento de terra ou uma movimentação de gelo e rochas, alterando o curso do rio ou formando temporariamente uma espécie de represamento. Caso uma estrutura desse tipo tenha se rompido, uma grande quantidade de água poderia ter avançado rapidamente para as áreas localizadas abaixo. Relatos iniciais mencionaram movimentações de terra antes de a onda de água atingir as regiões habitadas. A causa exata da inundação, porém, ainda está sendo investigada.

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Região atingida é rota de turistas e peregrinos

Rasuwa é uma região importante para o turismo do Nepal e recebe visitantes que percorrem trilhas pelo Himalaia. A cidade de Syabrubesi é utilizada como ponto de acesso para a região de Langtang, uma das rotas de trekking do país.

O local também faz parte do caminho utilizado por viajantes que seguem em direção ao monte Kailash Mansarovar, no Tibete, destino de peregrinação. A presença de turistas e viajantes na região ajuda a explicar o número elevado de pessoas que perderam contato após a inundação.

Com pontes e estradas danificadas, o deslocamento de equipes de emergência ficou mais difícil. A interrupção das comunicações em determinadas áreas também prejudica a confirmação do paradeiro dos viajantes.

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Equipes fazem buscas por desaparecidos

Equipes de segurança, polícia turística, autoridades locais e órgãos de emergência foram mobilizadas para procurar as pessoas desaparecidas. O Conselho de Turismo do Nepal também atualiza as informações recebidas de empresas de viagens, guias e familiares.

Entre os estrangeiros que aparecem no levantamento preliminar estão cidadãos de países como Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Malásia, África do Sul e Austrália. A lista, no entanto, ainda está sendo conferida. Por isso, o número de 384 desaparecidos não significa que essas pessoas estejam mortas. Trata-se de viajantes cujo paradeiro ou contato ainda não foi confirmado pelas autoridades.

As equipes trabalham para identificar pessoas que conseguiram deixar as áreas afetadas, localizar possíveis sobreviventes isolados e confirmar a situação dos viajantes que estavam na região. As condições meteorológicas e o terreno montanhoso são outros fatores que dificultam as operações. O número de mortos, desaparecidos e resgatados poderá ser atualizado conforme novas áreas sejam acessadas pelas equipes de emergência.

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