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ATRIMÔNIO HISTÓRICO

Caminhão destrói arco histórico de acesso ao Açude Cedro, em Quixadá

Estrutura desabou após um contêiner transportado pelo veículo atingir o arco na entrada da estrada que leva ao açude; ninguém ficou ferido

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Caminhão destrói arco histórico de acesso ao Açude Cedro, em Quixadá
Arco histórico do Açude Cedro desaba após colisão com caminhão em Quixadá. Foto: Reprodução

Um caminhão destruiu o arco histórico de acesso ao Açude Cedro, em Quixadá, no Sertão Central do Ceará, após o contêiner transportado pelo veículo atingir a estrutura. A colisão aconteceu na tarde desta quarta-feira (26), na Avenida José de Freitas Queiroz, e foi registrada por uma câmera de segurança. Apesar da força do impacto e do desabamento do monumento sobre o caminhão, ninguém ficou ferido.

As imagens mostram o momento em que o veículo passa pela entrada da estrada que dá acesso ao açude. O contêiner levado na carroceria atinge a parte superior do arco, provocando a queda da estrutura histórica.

O episódio chama atenção não apenas pelos danos materiais, mas também pelo local onde ocorreu. O Açude Cedro está inserido em uma área de grande importância histórica, cultural e turística para Quixadá e para o Ceará.

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O arco funcionava como um dos elementos visuais de identificação do acesso ao açude. Com o desabamento, a estrutura histórica foi destruída pela colisão e a área passou a exigir atenção das autoridades responsáveis e dos órgãos envolvidos na ocorrência.

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Estrutura é de responsabilidade do Dnocs

A área onde está localizado o portal, assim como a estrutura atingida, é de responsabilidade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

Após o acidente, a Prefeitura de Quixadá informou que prestou apoio por meio do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), da Secretaria de Turismo e Eventos e da Procuradoria Geral do Município.

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Segundo a administração municipal, as equipes acompanharam a situação e atuaram dentro de suas atribuições para contribuir com as providências necessárias.

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“As equipes municipais estão acompanhando de perto, contribuindo com as medidas necessárias no âmbito de suas atribuições e buscando garantir a segurança e a organização do trânsito no local”, informou a Prefeitura de Quixadá.

A atuação do município ocorre principalmente no suporte à organização do trânsito e no acompanhamento da situação, enquanto a responsabilidade pela estrutura histórica permanece vinculada ao Dnocs.

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A destruição também coloca em evidência a necessidade de avaliar as condições do acesso e as medidas que deverão ser adotadas para evitar novos riscos no local. Eventuais ações de recuperação ou reconstrução do arco dependem dos órgãos responsáveis pela estrutura.

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Açude Cedro tem importância histórica para o Ceará

O Açude Cedro ocupa um lugar importante na história da infraestrutura hídrica brasileira. A construção começou em 1890, ainda como parte de uma iniciativa determinada durante o período imperial, e foi concluída em 1906, já durante a República.

A obra é considerada a primeira grande construção hídrica do Brasil e surgiu em um contexto de enfrentamento aos efeitos das secas no Nordeste.

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Com capacidade aproximada de 125 milhões de metros cúbicos de água, o reservatório passou a integrar a paisagem de Quixadá e se tornou também um ponto associado ao turismo e ao lazer.

A área é marcada ainda pela presença das formações rochosas características do município. Entre elas está a Pedra da Galinha Choca, um dos principais símbolos naturais de Quixadá e patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A combinação entre o reservatório e as formações rochosas contribuiu para transformar o entorno do Açude Cedro em um dos cenários mais conhecidos do município.

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Por isso, a destruição do arco representa também a perda de um elemento que fazia parte da paisagem e da identidade visual do acesso a um dos locais históricos de Quixadá.

Açude Cedro enfrenta baixo volume de água

Além da destruição do arco, o Açude Cedro vive atualmente um cenário de baixo armazenamento de água.

De acordo com dados do Portal Hidrológico da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o reservatório está com menos de 10% de sua capacidade.

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O nível reduzido contrasta com a dimensão histórica da obra e evidencia um dos problemas que continuam associados à gestão dos recursos hídricos no Ceará: a dependência dos reservatórios diante das condições climáticas e dos períodos de estiagem.

Mesmo com o volume baixo, o açude continua integrado à rotina turística e de lazer de Quixadá. O local é procurado pela paisagem e pela importância histórica, além da proximidade com formações naturais que fazem parte do patrimônio turístico do município.

A destruição do arco acrescenta um novo problema a esse cenário. Agora, além das condições do reservatório, a área de acesso também terá de passar por avaliação dos responsáveis pela estrutura.

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Vídeo mostra momento em que estrutura desaba

A colisão foi registrada por uma câmera de segurança instalada nas proximidades. O vídeo permite visualizar a aproximação do caminhão e o momento em que o contêiner transportado pelo veículo toca o arco.

Pouco depois do impacto, a estrutura não suporta a colisão e desaba sobre o caminhão.

O registro ajuda a dimensionar a força do acidente e também mostra que a estrutura estava diretamente no trajeto do veículo que transportava o contêiner.

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Apesar do desabamento, não houve registro de pessoas feridas. A ocorrência mobilizou equipes municipais para o acompanhamento da área e para as providências relacionadas à segurança e ao trânsito.

Ainda não foram informadas, nas informações disponíveis, medidas definitivas para a reconstrução ou recuperação do arco histórico.

A definição sobre o futuro da estrutura deverá envolver o órgão responsável pelo local, considerando a importância histórica do Açude Cedro e do conjunto paisagístico no qual o portal estava inserido.

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O caso também reforça a importância de preservar elementos arquitetônicos que fazem parte da história de áreas turísticas. Em locais com estruturas antigas e circulação de veículos de grande porte, a compatibilidade entre o tráfego e as características físicas dos acessos pode ser determinante para evitar acidentes.

Em Quixadá, o arco destruído fazia parte justamente de um desses pontos de entrada para uma área que reúne história, turismo e patrimônio natural. A queda da estrutura, registrada em vídeo, transforma o acidente em um episódio de impacto para a memória visual de um dos principais cartões-postais do município.


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