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Ceará apreende quase 2 toneladas de drogas em duas operações recentes contra o tráfico

Ações realizadas com participação de forças estaduais e federais resultaram na apreensão de mais de 1 tonelada de cocaína e 700 quilos de skunk

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Ceará apreende quase 2 toneladas de drogas em duas operações recentes contra o tráfico

O Ceará apreendeu quase duas toneladas de drogas em duas operações realizadas recentemente, com ações que resultaram na localização de mais de uma tonelada de cocaína em uma carga de peixes e de 700 quilos de skunk em um galpão em Fortaleza. As apreensões envolveram forças de segurança estaduais e órgãos federais e fazem parte do trabalho de monitoramento das rotas utilizadas pelo tráfico.

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Na primeira ocorrência, mais de uma tonelada de cocaína foi encontrada em uma carga que saiu do Pará com destino ao município de Paracuru, no litoral do Ceará. A droga estava escondida no caminhão e foi localizada durante uma ação que contou com a participação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar.

Dois irmãos que ocupavam o caminhão foram presos em flagrante. Segundo as informações apresentadas pelas autoridades, os dois afirmaram que não sabiam da existência da droga e relataram que receberiam R$ 10 mil antecipadamente e outros R$ 10 mil após a entrega.

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A investigação sobre a origem e o destino da carga está sob responsabilidade da Polícia Federal.

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Apreensão de drogas no Ceará soma quase 2 toneladas em duas operações

A dimensão das duas apreensões chama atenção não apenas pela quantidade de entorpecentes retirados de circulação, mas também pelo modelo de transporte utilizado pelos grupos investigados.

No caso da cocaína, a droga estava sendo transportada em uma carga de peixes. A estratégia, segundo as forças de segurança, reforça a necessidade de fiscalização de diferentes tipos de veículos que circulam pelas rodovias que cortam o Estado.

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O coronel Gerlúcio Vieira, comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE/PMCE), explica que os dois ocupantes do caminhão são irmãos e vieram do Pará. Segundo ele, os suspeitos não apresentavam antecedentes criminais inicialmente, mas a investigação ainda deve aprofundar a participação deles na cadeia do tráfico.

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“Dois indivíduos presos, os dois ocupantes do caminhão, o proprietário, o caminhão estava no nome dele, dois irmãos, oriundo do estado do Pará. A princípio, não respondem a antecedentes criminais, mas, claro, vai ser feita a ligação entre o estado do Ceará e o estado do Pará, onde a gente vai saber realmente quem são esses indivíduos e que espaço eles ocupam nessa cadeia criminosa”, afirma Gerlúcio.

A identificação de quem ocupa cada função dentro da estrutura criminosa é uma das etapas da investigação. Além da apreensão do entorpecente, as forças de segurança buscam descobrir quem organizou o transporte e qual seria o destino final da droga.

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Polícia apreende 700 kg de skunk em galpão em Fortaleza

A segunda operação ocorreu em Fortaleza e resultou na apreensão de 700 quilos de skunk, uma variedade de cannabis com maior concentração de substâncias psicoativas.

A ação foi realizada pela Delegacia de Narcóticos (Denarc), em conjunto com a Receita Federal. A droga foi encontrada em um galpão localizado no bairro Passaré, escondida entre materiais de PVC.

Três suspeitos foram detidos durante a operação e, conforme a investigação apresentada, foram presos em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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O delegado-adjunto da Denarc, João Carlos Machado, explica que a localização do material contou com o auxílio de cães farejadores das duas instituições envolvidas na operação.

“Com a ajuda dos nossos cães farejadores, tanto da Polícia Civil quanto da Receita Federal do Brasil, nós identificamos 700 quilos de skunk que estavam enrolados em material PVC bastante rígido dentro de uma sucata de materiais plásticos”, afirma João Carlos.

Segundo o delegado, a ação resultou não apenas na retirada da carga ilícita de circulação, mas também na prisão dos suspeitos.

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“A partir daí, nós efetuamos a prisão em flagrante desses três indivíduos por tráfico de drogas e associação para o tráfico, bem como apreendemos todo esse material”, explica.

Operações buscam atingir também o dinheiro do crime organizado

Além das apreensões, a estratégia das forças de segurança envolve atingir a estrutura financeira das organizações criminosas.

O delegado João Carlos destaca que a integração entre órgãos estaduais e federais permite ampliar as investigações e buscar bens e valores relacionados às atividades criminosas.

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“Com essas apreensões de drogas, a identificação desses indivíduos, desses criminosos, nós estamos não só apreendendo toda droga, como estamos efetuando a prisão deles, como também estamos apreendendo os bens, sequestrando bens e valores e dando uma pancada nessa questão financeira deles”, afirma o delegado.

A atuação conjunta também aparece nas duas ocorrências recentes. Em uma delas, houve participação de forças policiais federais e estaduais. Na outra, Polícia Civil e Receita Federal trabalharam na localização da droga.

Para as autoridades, a cooperação entre diferentes instituições aumenta a capacidade de identificar cargas suspeitas, acompanhar deslocamentos e cruzar informações de inteligência.

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Fiscalização mira rotas usadas pelo tráfico no Ceará

As rodovias têm papel importante na estratégia de combate ao tráfico de drogas no Ceará. O Estado é utilizado como rota de passagem e distribuição de entorpecentes, o que exige ações permanentes de fiscalização.

O coronel Gerlúcio afirma que o trabalho ocorre diariamente nas principais rodovias estaduais e envolve integração com outras forças de segurança.

“Nossa fiscalização voltada ao combate ao tráfico de drogas é feita diuturnamente. O BPRE está presente em todo o estado do Ceará, nas principais rodovias estaduais. Nossos postos de fiscalização estão vigilantes e atentos para qualquer tipo de atividade delituosa”, afirma.

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Segundo ele, a atuação não depende apenas das abordagens realizadas nas estradas. O trabalho também utiliza informações produzidas pelos setores de inteligência das instituições.

“Nós trabalhamos muito com a questão da inteligência policial. Nós fazemos um trabalho de interagências, nós interagimos muito com as inteligências da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal, da Polícia Civil e de outras polícias dos outros estados”, explica Gerlúcio.

Essa integração permite acompanhar diferentes formas de entrada de drogas no Estado e identificar os caminhos utilizados para transportar os entorpecentes.

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Ceará apreendeu mais de 3 toneladas de drogas no primeiro semestre

Os números apresentados pelas forças de segurança mostram que as duas operações recentes fazem parte de um cenário maior de combate ao tráfico no Ceará.

Somente nos seis primeiros meses de 2026, foram apreendidas mais de 3,3 toneladas de drogas no Estado. O levantamento reúne 476,70 quilos de cocaína, 196,06 quilos de crack e 2.681,92 quilos de derivados de cannabis.

Os derivados de cannabis representam a maior parcela do volume apreendido no período.

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Em 2025, o total chegou a 8.868,59 quilos, o equivalente a aproximadamente 8,9 toneladas. Desse volume, foram apreendidos 7.677,27 quilos de derivados de cannabis, 911 quilos de cocaína e 278 quilos de crack.

Os dados mostram a dimensão do trabalho de fiscalização das rotas utilizadas pelo tráfico e ajudam a explicar a estratégia de monitoramento adotada pelas forças de segurança.

João Carlos afirma que as equipes estão acompanhando diferentes modalidades de transporte para identificar os caminhos utilizados pelas organizações criminosas.

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“Nós abordamos ônibus, caminhões e tem gerado grandes frutos, muitas apreensões, grandes prisões. Nós estamos, nesse determinado momento, mapeando tanto os modais de entrada, seja por carro, transporte, por ônibus, por caminhões, como também estamos mapeando essas rotas de entrada aqui no nosso Estado”, afirma o delegado.

A estratégia, portanto, não se limita à apreensão de grandes carregamentos. O objetivo é compreender como as drogas chegam ao Ceará, quais meios de transporte são utilizados e quem participa das diferentes etapas da distribuição.

Com as duas operações recentes, as forças de segurança retiraram quase duas toneladas de entorpecentes de circulação e prenderam cinco suspeitos. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos nas cadeias de transporte e distribuição das drogas.

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