Um motociclista morreu carbonizado após bater na traseira de um caminhão que estava parado no quilômetro 15 da BR-116, na subida do Anel Viário, no Ceará. O acidente aconteceu por volta das 11h30 desta terça-feira (8) e provocou bloqueio e desvios no trânsito da região.
A motocicleta pegou fogo após a colisão, e o piloto morreu no local. A vítima ainda não havia sido identificada até o momento do atendimento da ocorrência. A perícia era aguardada para realizar os procedimentos necessários.
O acidente aconteceu na saída da BR-116 para o Anel Viário, em um trecho utilizado por motoristas que seguem em direção ao Eusébio, de um lado, e a Caucaia e Maracanaú, do outro.
Carreta teria provocado parada do caminhão
Antes da colisão fatal, uma carreta teria atingido o caminhão que posteriormente foi atingido pela motocicleta. O motorista do caminhão contou que havia saído de uma manutenção periódica e seguia pela faixa da esquerda para acessar a BR-116 quando percebeu a carreta trafegando em zigue-zague.
Após ser atingido, ele parou o veículo. Uma equipe da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) estava logo atrás e fazia a conferência da documentação do motorista.
O condutor do caminhão, que não foi identificado, relatou à TV Cidade Fortaleza a sequência do acidente:
"Eu vinha saindo uma manutenção periódica para o carro, vinha na faixa da esquerda pra poder pegar a BR-116, quando um motorista da carreta começou a ir em zigue-zague, aí bateu em mim. Quando ele bateu, eu automaticamente parei, com o intuito de frear mesmo, parei, e a PRE vinha em seguida na mão direita. Quando a PRE falou comigo com a mão assim, pra eu diminuir mais, eu já tava parado. Aí ele parou na frente, não deu tempo e ele desceu, o motoqueiro foi e bateu atrás. Segundo testemunho dos próprios motoqueiros, que viram do lado, pararam e não se identificaram, disseram que ele vinha falando no celular. Mas independente disso, é uma vida que se perdeu, né?"
O motorista da carreta deixou o local após a colisão inicial. O trânsito intenso teria dificultado a abordagem pelas autoridades.
Motorista do caminhão permanece no local
O condutor do caminhão permaneceu no trecho após o acidente. A documentação dele foi revisada e ele também realizou teste do etilômetro.
Abalado com a morte do motociclista, o motorista afirmou que a situação envolveu uma vida humana, independentemente das circunstâncias do acidente.
O motorista do caminhão declarou:
"Tô abalado. O negócio desse aí é um ser humano, é uma vida, né? A gente fica abalado. Demais."
Questionado sobre o paradeiro do motorista da carreta, ele afirmou:
"O carreteiro conseguiu se evadir do local, foi embora. A polícia, devido ao trânsito muito grande, não deu pra contornar pra pegar ele. E ficou o trânsito parado. E ele se evadiu do local."
O condutor também lamentou a morte e atribuiu ao motorista da carreta uma condução que, segundo seu relato, teria provocado a sequência de colisões. Ele levantou hipóteses sobre as condições do motorista, mas sem confirmação sobre o que teria causado o comportamento descrito.
Bombeiros controlam chamas
Após a colisão, houve um rastro de fogo entre o ponto onde a motocicleta ficou e o local onde o corpo do motociclista foi encontrado, no canteiro central.
Uma guarnição do Corpo de Bombeiros Militar esteve no local e concluiu o combate às chamas que ainda permaneciam após o incêndio provocado pela colisão.
A perícia também era aguardada para dar continuidade aos procedimentos relacionados à ocorrência. Como o corpo estava carbonizado, havia a possibilidade de a identificação depender posteriormente de exame de DNA.
Trânsito fica complicado na BR-116
O acidente provocou bloqueio no trecho e exigiu a implantação de um desvio pelos policiais rodoviários estaduais. O trânsito ficou bastante complicado nos dois sentidos relacionados à subida do Anel Viário, nas direções de Maracanaú e Eusébio.
Mesmo com a presença dos agentes, motoristas foram flagrados tentando realizar manobras indevidas para atravessar o bloqueio. A movimentação resultou em autuações no trecho.
A orientação para quem precisasse passar pela região naquele momento era buscar uma rota alternativa, diante da lentidão provocada pela ocorrência.
Até o momento descrito na ocorrência, a vítima fatal permanecia sem identificação.




