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CASO STF

OAB-CE cobra apuração sobre crise no STF e defende afastamento cautelar de envolvidos

Entidade afirma que a crise pode afetar a confiança da sociedade na Justiça e cobra respeito ao devido processo legal

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OAB-CE cobra apuração sobre crise no STF e defende afastamento cautelar de envolvidos
Foto: Reprodução/OAB CE

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Ceará (OAB-CE) divulgou nota pública em que manifesta preocupação com a crise envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e defende uma apuração rigorosa, transparente e imparcial dos fatos. A entidade também afirma que o episódio pode provocar impactos sobre a confiança da sociedade na Justiça.

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Na manifestação, publicada em 5 de setembro, a OAB-CE sustenta que a Constituição deve ser o limite para o exercício de qualquer poder e afirma que nenhuma autoridade está acima das leis. A entidade também cobra respostas estruturais para questões que, segundo a própria Ordem, são defendidas pela advocacia há anos.

Entre os pontos citados estão o encerramento de inquéritos sem balizas constitucionais, a criação de limites objetivos para decisões monocráticas com alcance nacional e a aplicação aos ministros do STF das mesmas normas gerais da magistratura que valem para os demais juízes.

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O que diz a OAB-CE sobre a crise no STF?

A OAB-CE afirma que os fatos relacionados a integrantes do Supremo, após o levantamento do sigilo de uma investigação em andamento sobre crimes financeiros, são de grande gravidade.

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Segundo a entidade, o impacto da situação ultrapassa o episódio investigado e atinge a confiança da população na Justiça.

A Ordem afirma ainda que a credibilidade do Judiciário é especialmente relevante porque a Justiça representa, para o cidadão, o último recurso para a proteção de seus direitos.

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Quais medidas a OAB-CE defende?

Na nota, a OAB Ceará defende uma apuração plena, rigorosa, transparente e imparcial, independentemente de quem esteja envolvido.

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A entidade ressalta que qualquer investigação deve respeitar garantias previstas na Constituição, como o devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência.

Além disso, a OAB-CE afirma defender mudanças institucionais para estabelecer limites mais objetivos para determinadas práticas dentro do Supremo e reforçar parâmetros aplicáveis à atuação dos ministros.

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OAB-CE pede afastamento cautelar de envolvidos

Outro ponto da manifestação é a defesa do afastamento cautelar dos envolvidos enquanto durar a apuração.

De acordo com a OAB-CE, a medida teria como objetivo preservar a isenção das investigações e contribuir para que o Supremo recupere a serenidade necessária para o exercício de suas funções.

A entidade apresenta a proposta sem antecipar juízo sobre a culpabilidade dos envolvidos e, na mesma manifestação, reforça a necessidade de respeito à presunção de inocência.

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O que a entidade diz sobre a confiança na Justiça?

A OAB-CE afirma que o episódio tem potencial para produzir efeitos institucionais que vão além das pessoas diretamente envolvidas.

Para a entidade, questionamentos sobre a atuação do Supremo podem atingir a confiança da sociedade no Poder Judiciário como um todo.

A Ordem sustenta que respostas transparentes e baseadas nas garantias constitucionais são necessárias para preservar a credibilidade das instituições e evitar que a crise aumente o desgaste em torno da Corte.

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OAB-CE cobra limites para decisões monocráticas

A manifestação também retoma uma reivindicação que, segundo a própria OAB Ceará, já é defendida pela advocacia há anos: a criação de limites objetivos para decisões monocráticas com efeito nacional.

A discussão envolve decisões tomadas individualmente por ministros que podem produzir efeitos abrangentes. Na nota, a entidade não apresenta uma proposta legislativa específica, mas afirma que considera necessário estabelecer parâmetros objetivos para esse tipo de decisão.

A OAB-CE também cita a necessidade de discutir o encerramento de inquéritos sem baliza constitucional.

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Christiane Leitão participaria de reunião com Edson Fachin

A nota divulgada pela OAB-CE informava que a presidente da entidade, Christiane Leitão, participaria nesta quarta-feira (9) de uma reunião do Colégio de Presidentes com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, para levar ao encontro a posição da advocacia cearense.

Entretanto, a reunião de Fachin com a direção da OAB e representantes das seccionais foi posteriormente cancelada por prazo indeterminado. Diante do cancelamento, o Colégio de Presidentes manteve uma reunião extraordinária própria para discutir a crise institucional.

Assim, a previsão que constava na nota original da OAB-CE foi alterada pelos acontecimentos posteriores à sua publicação.

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Qual é a posição da OAB sobre os fatos investigados?

A OAB-CE afirma que não pretende assumir posição de defesa ou acusação em relação a pessoas específicas.

A entidade sustenta que sua atuação deve ser guiada pela Constituição e pela defesa das garantias jurídicas. Por isso, cobra que os fatos sejam investigados com o mesmo rigor, independentemente de quem esteja envolvido.

A seccional também afirma que não deve haver prejulgamento, reiterando a necessidade de preservar a presunção de inocência ao longo de toda a apuração.

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OAB-CE diz não ter lado político

No encerramento da nota, a OAB Ceará afirma que não tem lado na disputa política, mas na Constituição.

A entidade sustenta que a advocacia cearense continuará cobrando respostas enquanto os fatos não forem esclarecidos.

A posição segue uma linha institucional de defesa da apuração e das garantias constitucionais, ao mesmo tempo em que cobra mudanças que, segundo a OAB-CE, podem contribuir para recuperar a confiança da sociedade no Poder Judiciário.

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Nota da OAB-CE sobre o STF

A manifestação da OAB-CE foi publicada em 5 de setembro de 2026 e continua disponível no site oficial da entidade.

Na nota, a seccional defende:

  1. apuração rigorosa, transparente e imparcial;
  2. respeito ao devido processo legal;
  3. garantia da ampla defesa e do contraditório;
  4. preservação da presunção de inocência;
  5. afastamento cautelar dos envolvidos durante a apuração;
  6. limites objetivos para decisões monocráticas de alcance nacional;
  7. observância de balizas constitucionais para inquéritos.

O posicionamento da OAB-CE ocorre em meio a uma crise institucional que também levou o Conselho Federal da OAB a manter discussões com as seccionais sobre os desdobramentos envolvendo o STF.

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