Céline Dion voltou aos palcos neste sábado (12), em Paris, na França, para o primeiro show completo desde 2020. Aos 58 anos, a cantora se emocionou diante do público durante a abertura de sua nova temporada de apresentações na Plenitude Arena, em Nanterre, nos arredores da capital francesa.
O retorno aconteceu após um período de afastamento provocado pelos efeitos da síndrome da pessoa rígida (SPR), uma rara doença neurológica autoimune que pode causar rigidez muscular e espasmos dolorosos. Céline revelou o diagnóstico em 2022, depois de já ter interrompido parte de sua agenda profissional.
Logo no início da apresentação, enquanto cantava “On Ne Change Pas”, a artista precisou fazer uma pausa para se recompor. Emocionada, ela chorou diante da plateia, que respondeu com aplausos e gritos de apoio. Depois, retomou a música e seguiu com o espetáculo.
O show teve cerca de duas horas e 15 minutos e reuniu 25 músicas. A apresentação foi realizada com ingressos esgotados e, segundo a equipe da cantora, contou com 35 mil pessoas.
Céline Dion fala sobre promessa de voltar aos palcos
Durante a apresentação, Céline falou sobre o significado de reencontrar os fãs depois de tantos anos. A cantora afirmou que havia feito uma promessa de retornar aos palcos e destacou que aquele momento representava a concretização do compromisso.
“Eu fiz uma promessa de voltar, de voltar aos palcos. Então, aqui estou, cantando para vocês, cantando para mim, cantando a vida”, afirmou a artista.
Céline também agradeceu o apoio e a paciência dos fãs durante o período em que esteve afastada. A cantora destacou a importância de finalmente estar novamente diante do público.
O retorno marca a abertura da temporada Céline Dion Paris 2026-2027, que terá 26 apresentações entre setembro de 2026 e maio de 2027.
Síndrome da pessoa rígida afetou carreira da cantora
Céline Dion revelou o diagnóstico da síndrome da pessoa rígida em dezembro de 2022. A condição rara afeta o sistema nervoso e pode provocar rigidez muscular, espasmos e dificuldades de movimentação.
Os sintomas também comprometeram a capacidade da cantora de se apresentar. A doença levou ao cancelamento de compromissos profissionais e interrompeu a turnê que estava sendo planejada pela artista.
A síndrome não tem cura conhecida e pode apresentar diferentes níveis de intensidade. Por isso, o retorno de Céline aos palcos não significa que a cantora tenha deixado de conviver com a condição.
Em entrevista publicada antes dos shows de Paris, a artista contou que se preparou para o retorno com acompanhamento médico, terapia física e vocal e outros tratamentos.
“On Ne Change Pas” abre apresentação em Paris
Céline escolheu “On Ne Change Pas”, música lançada originalmente em 1998, para abrir o primeiro show da temporada.
A cantora se emocionou poucos segundos depois de iniciar a apresentação e precisou interromper momentaneamente a interpretação. Após se recompor, terminou a música antes de seguir para o restante do repertório.
O espetáculo reuniu canções em francês e inglês e passou por diferentes fases da carreira da artista. Entre as músicas apresentadas estiveram “Because You Loved Me”, “Courage”, “It’s All Coming Back to Me Now”, “The Power of Love”, “I'm Alive” e “My Heart Will Go On”. O repertório também incluiu “Dansons”, lançamento de Céline em 2026.
Céline Dion já havia se apresentado após diagnóstico
Embora o show em Paris seja considerado o retorno de Céline Dion aos shows completos, a cantora já havia voltado a se apresentar publicamente depois do diagnóstico.
Em julho de 2024, ela participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Na ocasião, interpretou “Hymne à l’amour”, de Édith Piaf, no alto da Torre Eiffel.
A apresentação olímpica foi uma das primeiras grandes aparições de Céline depois de tornar pública a doença. O show de setembro, porém, representa um momento diferente por marcar o início de uma temporada com dezenas de apresentações programadas.
Documentário mostrou rotina de Céline durante tratamento
O período de afastamento também foi retratado no documentário I Am: Celine Dion, lançado em 2024.
A produção acompanhou a cantora durante o enfrentamento dos efeitos da síndrome da pessoa rígida e mostrou as dificuldades provocadas pela doença em sua rotina e em sua capacidade de cantar.
O filme também apresentou o processo de preparação da artista para tentar recuperar parte da capacidade física e vocal necessária para voltar a se apresentar.
O retorno aos palcos em Paris ocorre, portanto, depois de anos de tratamento e preparação. No primeiro show da temporada, Céline transformou a própria volta em um dos momentos centrais da apresentação e agradeceu aos fãs que acompanharam sua trajetória durante o período de afastamento.




