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CONEXÕES COM RICARDO BEZERRA

Empresário cearense revela como venda de frango assado deu origem a empresa de grande escala

Em entrevista ao Conexões, Aydano Ribeiro relembrou as dificuldades enfrentadas no início da trajetória empresarial e explicou como a união com o irmão e outros sócios ajudou a estruturar os negócios

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Empresário cearense conta como transformou venda de frango assado em grupo com atuação em seis segmentos
Empresário cearense conta como transformou venda de frango assado em grupo com atuação em seis segmentos. Foto: Danielle Christine

Aydano Ribeiro, sócio do Grupo Laredo, relembrou no programa Conexões com Ricardo Bezerra a trajetória empresarial que começou com a venda de frango assado e se transformou em uma operação de grande escala no setor de alimentos. Em entrevista ao programa, ele contou como a sociedade com o irmão, Cristiano Ribeiro, e a entrada de outros parceiros ajudaram a estruturar o negócio, que passou a atuar em diferentes áreas.

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A história começou nos anos 1990, quando os irmãos mantinham um pequeno ponto de venda de galeto no bairro Montese, em Fortaleza. O negócio comercializava cerca de 20 frangos por dia durante a semana e chegava a 70 ou 80 aos fins de semana. Aydano explicou que, apesar do movimento, os custos dificultavam a manutenção da operação e levaram os irmãos a buscar uma nova forma de trabalhar.

A mudança veio em 1997, quando eles tiveram a ideia de reunir outros vendedores de galeto para realizar compras em conjunto e negociar diretamente com os frigoríficos. A iniciativa reduzia a dependência de intermediários e abriu caminho para a transformação do negócio em uma operação de distribuição.

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A partir de 1998, o empreendimento passou a atuar no segmento de distribuição de alimentos e, ao longo dos anos, ampliou suas atividades. O Grupo Laredo atualmente reúne operações de distribuição, atacarejo, logística e armazenagem, indústria, BTS e restaurantes, segundo os segmentos apresentados por Aydano durante a entrevista.

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Venda de frango abriu caminho para novo negócio

Já na década de 1990, os irmãos decidiram abrir um pequeno ponto de venda de frango assado. O estabelecimento tinha cerca de 150 a 200 metros quadrados e funcionava com uma estrutura enxuta. Aydano conta que os primeiros resultados deixaram claro que apenas a venda direta ao consumidor não seria suficiente para sustentar o negócio.

No início, eram cerca de 20 frangos vendidos em dias comuns e entre 70 e 80 aos fins de semana. O faturamento não era suficiente para cobrir todos os custos da operação.

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Foi nesse cenário que surgiu a ideia que mudaria o rumo do negócio: unir outros comerciantes que também trabalhavam com a venda de frango para aumentar o poder de compra e negociar diretamente com frigoríficos.

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A proposta era reduzir a participação dos intermediários e conseguir melhores condições para a aquisição dos produtos. O principal obstáculo, porém, era a falta de crédito. Para viabilizar as compras, os irmãos precisavam reunir cheques pré-datados dos comerciantes participantes e encontrar quem aceitasse transformar esses valores em recursos para pagamentos à vista.

Nesse momento, Aydano destaca a importância de Tancredo Tavares, empresário que acreditou no projeto dos dois irmãos quando ainda havia pouca confiança no negócio.

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“Ele olhou para nós e acreditou. Simples assim”, afirma Aydano.

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Segundo o empresário, a entrada desse apoio permitiu que a operação começasse a conquistar crédito junto às indústrias e, posteriormente, credibilidade com os próprios parceiros comerciais.

Sociedade ajudou a estruturar expansão

A partir de 1998, a empresa passou a incorporar novos sócios. Fernando Paraíso entrou naquele ano, seguido por Vitório, em 2004; Rivellino, em 2007; e Del, em 2012. Aydano explica que a formação da sociedade foi baseada na capacidade de trabalho e na contribuição de cada integrante para o desenvolvimento da operação.

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A distribuição começou a ganhar estrutura própria e, ao longo dos anos, passou a ampliar o portfólio de produtos. A atuação deixou de se concentrar apenas no frango e passou a incluir outras proteínas animais e produtos voltados ao atendimento de clientes.

Em 2002, surgiu a primeira operação de atacarejo, inicialmente com a marca Global Frios. Em 2012, após mudanças societárias e incorporação de negócios, a operação passou a utilizar a marca Laredo.

A empresa também entrou no setor de restaurantes. Aydano cita operações como Laredo Steakhouse, Murano Grill, Ui Bistrô, Tango e Cantinho de Nápoles, além de empreendimentos mais recentes ligados aos sócios.

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Grupo atua em diferentes áreas

Durante a entrevista, Aydano detalhou os segmentos em que o grupo atua atualmente. Na distribuição, a empresa conta com três bases, localizadas em Aquiraz, Sobral e Juazeiro do Norte, além de frota própria de aproximadamente 90 a 100 veículos.

A operação também presta serviços de logística e armazenamento para terceiros. No atacarejo, são seis lojas com a marca Laredo, sendo quatro em Fortaleza e outras duas no interior do Ceará.

Outro braço da operação é a indústria, que, segundo Aydano, tem capacidade de produção de aproximadamente 600 toneladas por mês. Entre os produtos fabricados estão carne moída e linguiças, destinados ao atacado, ao food service e ao varejo.

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A estrutura inclui ainda operações de BTS e restaurantes. Somando as diferentes atividades, Aydano estima que a empresa tenha cerca de 800 colaboradores diretamente ligados à Laredo. Considerando os demais negócios dos sócios, o número chega a aproximadamente mil trabalhadores diretos.

Para o empresário, a expansão aumentou também a responsabilidade dos negócios diante das famílias que dependem deles.

“É algo que a gente luta muito, é por esse engajamento das pessoas com o nosso propósito”, afirma.

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Lealdade e empatia como princípios

Ao falar sobre o que considera fundamental para a trajetória empresarial, Aydano aponta valores que, segundo ele, não são negociáveis: lealdade, confiança e empatia.

“Você começa a se colocar no lugar do outro, você percebe que todo mundo tem dor”, explica.

A relação entre os seis sócios também é apontada por ele como um dos fatores que ajudaram na continuidade da empresa. Aydano afirma que o respeito e o desejo de ver o outro bem estão na base da sociedade construída ao longo de quase três décadas.

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O empresário também falou sobre os próximos passos do grupo. Segundo ele, a empresa trabalha na implantação de uma estrutura de governança e em um planejamento de longo prazo para preparar o negócio para outras gerações.

Uma das mudanças previstas é fazer com que os sócios deixem gradualmente algumas funções operacionais para que executivos assumam responsabilidades na gestão. Aydano afirma que o objetivo é preparar a estrutura para uma nova etapa de crescimento.

Ao final da entrevista, o empresário resumiu o que considera essencial para quem está começando a empreender. Para ele, trabalho, esforço, empatia e preservação dos próprios valores são elementos fundamentais.

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“Acreditem no trabalho, acreditem no esforço, na transpiração”, afirma. “Trabalhem, acreditem, mas, acima de tudo, mantenham a sua essência.”


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